A Honor é uma sub-marca da Huawei que ultimamente tem andado na boca do mundo. O caso não é para menos e chama-se Honor 9.


O novo smartphone topo de gama da casa vem dar um enorme boost à marca que já era uma referência para os consumidores mais jovens. Existem razões para isto: em Portugal só se pode adquirir exclusivamente via online, um meio de compra a que os consumidores mais clássicos ainda não aderiram em massa.

Mas o Honor 9 tem outra particularidade: é o irmão gémeo da referência da casa mãe, o famosíssimo Huawei P10. Contudo, há diferenças. Vamos a elas?

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Análise Honor 9

Esta forma de estar da Honor, mesmo em Portugal, passa por toda uma comunicação centrada na juventude, inclusive na forma como as informações são passadas aos jornalistas e bloggers do sector. Por exemplo, foi a primeira vez que recebi um convite, não para o lançamento internacional, mas para o hands on em Lisboa. O que mudou? Simplesmente, escrevo as páginas tech na revista Karga! que é dedicada a todas as novas gerações.

Sendo mais velho que a maioria dos meus colegas deste sector profissional, aproveitei este convite (como repararam pelo vídeo que fiz no local) e pedi imediatamente uma unidade para análise. Não fiquei indiferente ao Honor 9, cujo design muito fluido e quase orgânico, é extraordinariamente esbelto nas três cores apresentadas que criam um primeiro problema de escolha.

O Honor 9 chegou bem mais tarde que o suposto, pois a demanda e os pedidos são em catadupa e não há assim tantas unidades para teste desta marca. Mas, como tudo na vida, quem espera sempre alcança e a esperança é a última a morrer. A unidade que me calhou foi a azul que é tão reluzente que brilha mesmo dentro do bolso e tem como opções um cinza prateado e um preto muito apelativo, ambos com o mesmo acabamento brilhante. (brilhante é mesmo o adjectivo preferido nesta análise)

Análise Honor 9

Tenho andado com ele no último mês, mês e meio. Confesso-me apaixonado, não tanto pela máquina em si (o Huawei P10 que lhe dá a base e o conceito é melhor em alguns pontos) mas pelo design que me fascina. Ah, e também pela enorme diferença de preço que tem para o modelo “original”.

O design é imaculado e mal se observam os filetes das tradicionais antenas. A curvatura da tampa traseira é 3D, o vidro frontal 2D, o que faz com que tudo seja arredondado, perfeito e muito confortável. É uma pena ter de colocar a tampa de protecção plástica (que vem no pacote), mas é assim que tem de ser, pois um qualquer risco afecta irremediavelmente todo o conceito e cuidado que foram colocados no fabrico deste terminal.

Análise Honor 9

Mas afinal, o que tem este H9 de tão especial: bom, comecemos pelo coração da máquina onde encontramos o super processador (da casa mãe) octa-core Kirin 960 com 4 núcleos Cortex A73 a 2.4 GHz + 4 núcleos Cortex A53 a 1.8 GHz , que nesta versão facultada é reforçado por 6 GB de RAM e 64 GB de armazenamento interno (expansível até 256 GB mediante cartão). Estas credenciais são quase imbatíveis nesta gama média-alta e temos mesmo de procurar modelos “fora da caixa – e da loja” para encontrarmos um adversário à altura.

O ecrã LCD do Honor 9 tem 5,15” FHD IPS de resolução 1020 x 1080 pixels protegido pelo Gorilla Glass 5. As cores são aguerridas e o contraste intenso, tanto que me obrigou sempre a baixar o intenso brilho para a utilização diária. Existe o Modo de leitura confortável que aconselho a todos os utilizadores, sacrificando um pouco toda esta dinâmica visual mas conseguindo uma luz mais azul e mais atenuada que favorece a leitura.

Análise Honor 9

Chegamos à secção das câmaras fotográficas em que encontramos uma das grandes diferenças para o P10: a unidade principal tem objectiva dupla, mas o autocolante Leica não está lá. E isso, meus amigos, faz a diferença, pois as especificações não são tão entusiasmantes. Mas, mesmo assim, contamos com dois sensores, um com 12 MP RGB e outro monocromático com 20 MP, solução a que já nos habituamos nos mais recentes lançamentos do fabricante chinês. A abertura de f/2.2 é idêntica ao encontrado no P10 (mas não no P10 plus) mas não contamos com o estabilizador de imagem óptico (OIS), o que faz falta principalmente em retratos nocturnos.

O Honor conta com um Zoom híbrido de 2X e a câmara frontal tem 8MP com abertura F/2.0, o já famoso modo de embelezamento e uma espécie de bokeh digital que consegue criar artificialmente uma profundidade de campo, tal como na câmara principal. O resultado do processo pode variar, e, por vezes, é difícil evitar alguma confusão no processamento com correspondentes artefactos digitais.

O sensor biométrico, tal como no P10, foi mudado da traseira para a base frontal do equipamento o que tem as suas vantagens, mas ao contrário do Huawei, este botão não tem as mesmas características nem faz tantas acções. Para os retrocessos, avanços e fecho de janelas, existem dois botões “invisíveis” (acendem um led azul) que ladeiam o botão central.

Temos direito a alguns mimos, pouco usuais e presentes em poucos terminais, como um sensor de infra-vermelhos para que possamos controlar vários equipamentos domésticos, como a TV, a BOX e a Hi-Fi. É muito bem vindo!

Como qualquer novo Huawei, o Honor 9 chega-nos à mão com o Android 7.0 e o interface EMUI 5.1 que está rápido, menos intrusivo e que já conta com gaveta de apps de raiz, por exemplo.

A bateria de 3200mAh não reserva surpresas: suficiente para um dia de utilização sem grande acção como jogos e reprodução de vídeos. Mas como o recarregamento por USB-C é rápido, mais vale andar com o cabo atrás.

Análise Honor 9

Bom, depois da enorme surpresa em termos estéticos, qualidade de construção e capacidade tecnológica, chegamos à questão primordial: o preço. A Honor tem conseguido brilhar neste campo devido à política de venda online para não canibalizar os modelos da Huawei. E se o P10 ronda os 650€, sabemos que serão 459€ no mercado nacional para o Honor 9 versão 4GB/64GB. São quase 200 euros de diferença por modelos praticamente idênticos. E isso é, apenas, brilhante!

O Honor 9 passa a ser um dos smartphones do ano e com todo o mérito recebe um selo de ouro!

Voicebox selo de ouro
Voicebox selo de ouro

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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Analista ao volante do novo Mercedes Classe A

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