O Sony PS-LX310BT é quase mágico: demora cinco minutos a instalar, mais um a emparelhar com uma coluna ou uns auscultadores sem fio

Quando olho para as prateleiras, baús e gavetas, encontro todos os formatos pelos quais ouvi música. Desde os singles aos Lps, às cassetes normais, crómio e metal, passando pelos digitais de boa memória como a DAT e o MiniDisc, ora bolas, ainda tenho DCC (digital audio tape), já para não falar das mini cassetes com entrevistas raras e únicas, como a que fiz ao Ryiuchi Sakamoto, e, por último, os CDs e DVDs originais e gravados para, finalmente, começar a guardar o que gosto em discos rígidos e em redes domésticas.

SonyPS-LX310BT

Do físico ao metafísico

Confesso que não sou fã dos serviços de streaming, mesmo que os use. Tenho mais de 1000 CDs originais, outros tantos gravados com afinco e mantenho actualizado o meu walkman.

Sim, tenho música no smartphone e ainda rádiofonia online em casa que me permite viajar o mundo ao toque de uma frequência digital.

Mas guardo com amor os discos vinil que mantive desde a adolescência. Vendi muitos quando o CD surgiu, principalmente para comprar o mesmo título com a tal qualidade superior que tanto nos impingiram. E agora, volvidos 25 anos da revolução do CD, sabemos que muitos deles começam a desfazer-se enquanto que os vinis, salvo uns quantos riscos, mantêm a qualidade original.

SonyPS-LX310BT

Dos segmentos às mini HiFi perdeu-se a conexão phono

Agora vamos a outras questões: tenho dois gira discos em casa, um Sony antigo e um fantástico Technics dos tempos áureos. Mas não os mantenho ligados porque as aparelhagens que os alimentavam já se foram há muito, tendo sido substituídas por colunas wireless e mini hifis porque o espaço já não é o mesmo.  Ou seja, a ligação é impossível neste caso e os vinis continuam guardados no baú.

Até que, num repente, a Sony lançou um gira discos que vem mudar o mundo

Evolução ou revolução?

O novo gira discos tem a designação Sony PS-LX310BT. São as últimas letras as mais importantes, BT de bluetooth. É verdade, este é um gira discos que tem conexão bluetooth e pode ser facilmente emparelhado com tudo o que lhe seja compatível, desde colunas sem fio a auscultadores também sem fio e, porque não, ao televisor ou até mesmo a uma moderna aparelhagem HiFi que tenha essa ligação.

O corpo é negro e muito leve, com uma estrutura quase toda em plástico, reforçada a metal no segmento das ligações e alimentação. Não fosse a necessidade de o ligar à corrente, este Sony era um transportável sem fio, o que teria a sua piada se tivesse uma bateria inclusa.

SonyPS-LX310BT
SonyPS-LX310BT

Construção e design

O braço é extremamente leve, talvez até demais, e aparenta alguma fragilidade. Mas na verdade, e graças a um botão, a operação para tocar um disco é feita de modo automático, portanto, será rara a vez que lhe temos de tocar. Mas isto levanta a questão de todo o ritual no que respeita ao vinil, pois gostamos mesmo é de levantar e baixar a agulha, não é verdade? Bom, mas este gira discos é pensado para quem é mais prático e quer tudo mais simples. E neste caso é apena simbatível, mesmo que este botão Start/Stop seja um pouco “duro” de operar.

Este Sony PS-LX310BT demora cinco minutos a instalar, desde que o tiramos da caixa. Basta estender o aro de borracha ao motor, instalar a agulha e montar a tampa.

Há um botão de emparelhamento com leds luminosos e podemos ligar-lhe até oito equipamentos, incluindo auscultadores sem fio, o que chega e sobeja.

Ainda temos a possibilidade de ligá-lo tradicionalmente através de fichas RCA à entrada phono de um amplificador tradicional, o que aumenta a qualidade de som.

SonyPS-LX310BT
SonyPS-LX310BT

Qualidade de reprodução

Por falar nela, temos de ter em conta que este Sony custa aproximadamente 200€, o que é um preço bastante interessante para a tecnologia envolvida e embutida.

O som é claro, com pormenor, faltando algum ataque no rock mais poderoso ou pop mais directo, e notei também que o som é algo redondo o que resulta num maior equilíbrio mas também numa perda de alguma eficácia que o vinil tem em comparação com os formatos digitais.

Mas quando se coloca um disco mais atmosférico, essa presença é enriquecida por uma tonalidade mais rica e até equilibrada.

SonyPS-LX310BT
SonyPS-LX310BT

Conclusão, quero um!

Confesso que não esperava uma qualidade tão boa num gira discos deste segmento e faz com que ele passe a ser um extraordinário primeiro elemento lá para casa, agora que começa a querer tirar os vinis do sotão ou que aderiu à nova febre que eles conquistam a cada ano que passa.

Resumindo, é estranho e divertido saber que se pode ouvir música de forma tão simples e, desculpem o palavrão, moderna, mas é exactamente isso que a Sony consegue com o PS-LX310BT. Tanto que estou a pensar em vender os dois mais antigos ara ir buscar este.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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