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A Samsung apresentou nesta manhã solarenga numa Lisboa temporalmemte bipolar, algumas das novidades que mostrou nas recentes IFA e Photokina preparando para o Natal que se avizinha, uma linha de equipamentos pensados e dirigidos a uma nova casta de consumidores que agora exigem um novo tipo de comunicação e relação com a própria imagem que dão ao utilizar os próprios equipamentos. Sim, a tenologia está cada vez mais fashionable e wearable.

O desejo da marca é apresentar equipamentos mais emotivos, ligados ao lifestyle, com o propósito de tornar simples o que é mais complicado, apostando no processador e na qualidade de ecrã e no design para um telefone, uns auscultadores ou até um relógio, passarem também a ser moda.

Não sei se concordo com este tipo de posicionamento, pois sempre existiram modelos fashion e outros mais focalizados nas necessidades profissionais. O facto de a moda ditar que deveremos recomeçar a usar relógios porque são uma extensão do nosso equipamento principal, que é o smartphone, faz-me alguma confusão. Talvez por, enquanto homem, gostar de usar relógios (aliás, tenho mesmo gosto em tocar e usar essas máquinas do tempo) tradicionais que, ultimamente, até têm ficado em casa porque vejo as horas através dos inúmeros relógios que me circulam, no bolso, no carro, nas ruas.

Se me dizem que posso multiplicar-lhe as funções, aceito e agradeço, mas desde que essa modernidade me permita deixar smartphones ou tablets em casa. E este Samsung ainda só faz metade disso, pois necessita de um smartphone para receber e fazer chamadas, por seu intermédio, é certo, mas sempre pelo sistema Call Forwardind.

Sim, já existem modelos que o fazem independentemente do smartphone (o passatempo que termina hoje mesmo no Xá das 5, o Burg 15, é um deles) mas o Galaxy Gear S ainda não é bem o que procuro. Se é que procuro alguma coisa.

Mas vamos ao que aconteceu hoje e não foi pouco. São quatro novas linhas, a Alpha, a Level, a Gear Circle e o Gear S.

 

Alpha

É o novo smartphone pensado para o consumidor “alpha”, um grupo de pessoas optimistas, que gostam de criar tendências, que procuram experiências únicas e são tecnologicamente informadas, valorizando o equipamento.

Posso também acrescentar, numa toada mais irónica, que é o Android perfeito para os Apple fãs, pois fisicamente é tal e qual. Interessante este final do ano em que a Apple busca um novo design e vai buscá-lo aos existentes e a Samsung muda de design e vai buscá-lo a outros existentes. Mas eles que se entendam, mesmo se for por intermédio dos tribunais.

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Com corpo em metal escovado, é o mais fino dos Samsungs com apenas 6,7mm e 115 g de peso. Está centrado do design e pretende ser um acessório de moda, tendo quatro cores disponíveis. É um topo de gama, com eficiência energética com ultra power saving mode, leitor de impressão digital, sensor de batimentos cardíacos e etc. Apresentou-se também uma linha de acessórios muito completa, no que já tem vindo a ser uma aposta de marca. Destaque para as capas protectoras que têm uma conexão NFC integrada para nunca perder esse sinal.

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A comunicação mudou e a campanha que arranca a 10 de Outubro está focada nas pessoas que criam tendência ao invés do próprio equipamento.

O Alpha estará disponível já amanhã, dia 1 de Outubro, por 699 euros (versão livre) e 599 (com operador)

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Level

A música passou dos leitores mp3 para os smartphones, existem cada vez mais e novas apps e parcerias, e chegou a hora de apostar nos consumidores. A linha Level One de formato on-ear tem acabamentos premium, é wireless e emparelha-se por bluetooth e NFC com qualquer equipamento compatível. Com bons materiais e muito leve, tem a vantagem do controle por gestos, como por exemplo se faz no Magic Mousse da Apple, um movimento para a frente ou trás muda a música, outro para cima ou baixo altera o nível de reprodução musical. São muito atraentes e parecem ideais para pessoas que, como eu, passam algumas horas com este tipo de “coisas” enfiada nos ouvidos.

O modelo One custará 299 euros, enquanto que o mais simples e menos sofisticado pode ser nosso por 199 euros.

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Circle

O Samsung Gear Circle é um híbrido sem fios entre um par de auscultadores e, posso dizer, um colar. Tem também outra função, vibratória, que avisa o utilizador com alertas de chamadas ou mensagens recebidas no smartphone. E ainda vai mais longe, pois através de um microfone embutido, permite que enviemos, através de comandos por voz e via bluetooth, ordens ao próprio smartphone.

O colar fecha-se através de um sistema magnético, o que liga automaticamente a função de vibração e o comando por voz. Podemos aceitar chamadas e conversar com quem está do outro lado, assim como aceder à lista telefónica e escolher um número para “vocaldiscar”. Estes comandos são variados e permitem controlar muitas funções do smartphone emparelhado.

Sairá a 24 de Outubro e nas cores preto, branco e azul por 149 euros.

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Gear S

É a terceira geração de smartwatchs e, pela primeira vez, verdadeiramente conectado sem necessitar de emparelhamento com o smartphone (para a quase totalidade das funções).

Tem um ecrã AMOLED de 2″ curvo e uma correia flexível que se adapta a qualquer pulso. As características prometem: para além da conexão 3G, tem Bluetooth e Wifi o que parece ultrapassar o grande calcanhar de Aquiles dos anteriores produtos deste segmento da marca sul-coreana, somente compatíveis com alguns smartphones da marca. Este Samsung Gear S permite, inclusive, escrever e enviar SMS a partir dele próprio, o que, não sendo uma novidade, é um factor muito importante para um possível sucesso. Como digital que é, possibilita que o ecrã vá mudando de visual ou tema segundo a operação que queremos fazer, e tem teclado, S Voice e, como é 3G, possibilita receber e fazer chamadas telefónicas.

Mas, quanto a mim, a grande vantagem é receber, em exclusivo, o pacote de aplicações HERE da Nokia, como o fantástico GPS, e promete chegar com várias aplicações (Finantial times, por exemplo) e intregração com a App S Health.

Aceita chamadas com call fowarding e pode ser nosso a partir de 24 de Outubro por 399 euros.

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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