Estudo da DS Smith divulgado a propósito da época de saldos só confirma o que todos já sofremos

Quem nunca se cortou ao abrir uma embalagem de plástico?

Quase metade (41%) dos consumidores europeus já se lesionaram a abrir uma encomenda, por causa de embalagens de difícil abertura.

Estes dados são resultantes de um estudo comissionado pela DS Smith e divulgado numa altura de grande atividade do e-commerce: a época de saldos.

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Nem com dentes se lá vai

Segundo estes dados, nos mercados europeus, 78% das pessoas já se sentiram frustradas com embalagens que não conseguiram abrir.

Esta insatisfação pode representar um prejuízo de 6,5 mil milhões de euros por ano para as empresas, sendo que um quarto das pessoas já admitiu ter deixado de comprar determinada marca pela dificuldade em abrir a embalagem.

Geração Z com menos aptidões para a difícil tarefa

De todas as pessoas inquiridas, a Geração Z (18 a 24 anos) é a que apresenta maior propensão para se sentir frustrada a abrir embalagens, optando mais rapidamente por deixar de comprar certas marcas.

Neste âmbito, a DS Smith desenvolve embalagens mais fáceis de abrir e mais intuitivas, tornando mais imediato o acesso e a identificação dos produtos. Isto beneficia não só pessoas com problemas físicos, como cegueira ou falta de coordenação motora, mas também a população em geral.

José Oliveira, Diretor Comercial da DS Smith Packaging Portugal, sublinha: “Numa era em que o comércio eletrónico já assume valores significativos, este estudo vem demonstrar que muitas marcas e lojas online não estão a dar a devida atenção à necessidade de tornar as embalagens mais fáceis de abrir.

Verificámos que, em média, os consumidores europeus gastam 39 dias a abrir embalagens, ao longo da sua vida.

Os europeus, cada vez mais, se sentem frustrados com esta situação e a indiferença das empresas para este problema pode estar a fazê-las perder milhões de euros por ano.

Na DS Smith, estamos empenhados em desenvolver embalagens não só sustentáveis, mas também de fácil acesso e uso, pelo que nos orgulhamos de oferecer ao mercado um produto de qualidade e seguro para todos, desde os utilizadores mais jovens aos mais velhos.”

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Seis passos para ultrapassar o problema

Como parte da pesquisa da DS Smith sobre a frustração em torno da abertura das embalagens, a sua equipa de especialistas oferece um conjunto de conselhos para fazer face às embalagens mais difíceis de abrir:

1. No caso de haver muita fita adesiva e não ser possível removê-la, pressione os pontos de cada lado da fita onde as laterais se unem com a parte superior da caixa. Isto criará um espaço entre a caixa e a fita que permitirá agarrá-la e descolá-la.

2. Para embalagens de plástico rígido, um abre-latas com tampa de segurança pode ser muito útil. Coloque-o na borda e faça-o girar em redor da embalagem.

3. O aquecimento das tampas dos frascos com água morna pode ser uma solução. Se não funcionar, abra os frascos com fita adesiva. Alinhe a extremidade inferior da fita com a parte inferior da tampa e enrole a fita em torno de um terço da tampa. Cole a restante fita sobre a tampa e dobre ao meio a tira de fita excedente. De seguida, agarre esta tira de fita e puxe-a para fazer ceder a tampa.

4. Em caso de objetos pequenos, tente envolvê-los com elásticos. Para itens maiores, use luvas de limpeza para melhorar a aderência.

5. Quando não lhe for possível retirar a fita adesiva ou abrir um envelope bem fechado, sopre-o com um secador de cabelo: o calor diminuirá a eficácia da cola na embalagem, o que facilitará a remoção.

6. Para as anilhas de latas de alimentos ou bebidas, use uma colher de chá como alavanca para levantar a anilha com cuidado e facilitar a abertura.

Estes dados são resultado do estudo desenvolvido pela OnePoll, para a DS Smith, em novembro de 2019. Contou com uma amostra de 8,000 pessoas, em Itália, Alemanha, Espanha, Polónia, França e Reino Unido, com mais de 18 anos.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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