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Este é daqueles ensaios que deixa saudades a quem utiliza um equipamento para depois de lhe dizer adeus. O novíssimo Huawei Watch é bem capaz de ser o melhor smartphone da actualidade. É parecido com outros (Motorola 360), mas tem uma construção fora de série, permite mudar a correia e oferece um ar de topo de gama quando escolhemos uma em pele.

Chegou-me o modelo em prata com correia em pele preta. Um colega (ou adversário) destas lides, recebeu um preto com correias a condizer. Ele preferiu o meu, eu o dele. E ambos gostámos muito deste relógio.

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O preço é elevado e demove as boas intenções de quem pode ser automaticamente atraído. Mas é menos oneroso que o device da Apple, o que é de assinalar. Acima de tudo, e comparando com o Moto 360, é muito mais leve e, por isso, “cai bem” no pulso. É ainda um tanto ou quanto espesso (11,3mm), o que pode ser um problema para o gosto feminino, e como não existe noutra medida, só podemos contar mesmo com estes clássicos 42mm de diâmetro.

Tecnicamente, é o melhor smartwatch que tive oportunidade de “viver” (falta-me o Sony Smartwatch 3, mas nunca chegou a Portugal, embora sendo considerado o melhor até à data). O aspecto de relógio “sério” tem um ecrã em vidro safira Amoled com 1,4″, alimentado pelo Snapdragon 400 quad-core de 1,2GHz. Movimenta-se depressa e bem, devido aos 512MB de RAM e conta com 4GB de espaço interno para os nossos conteúdos. Tem vários sensores (luz e movimento) e mais um de batimentos cardíacos na parte traseira que está sempre em contacto com o pulso. Tem ainda ligação Wi-Fi, o que permite estar ligado às redes em vez de contar com a proximidade do omnipresente smartphone. O botão físico serve para ligar e desligar e ainda para um passo atrás.

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Ecrã AMOLED de 1,4″ (400 x 400 pixels) com vidro Safira

Chipset Qualcomm Snapdragon 400 Quad-Core com clock em 1,2GHz

512MB RAM

4GB de armazenamento interno

Bluetooth 4.1

Giroscópio em seis eixos, barómetro, acelerómetro e monitor de batimentos cardíacos

O sistema Android Wear 5.1.1. cai como uma luva neste Watch e a informação cobre a totalidade da circunferência (ao contrário de muitos modelos circulares). É escorreito, vivo, rápido e funciona perfeitamente e sem soluços, mostrando-nos todas as notificações que desejamos e programamos. Por vezes é um tanto ou quanto ostensivo, provocando alguma curiosidade aos nossos interlocutores. Para evitá-lo, existem várias opções, desde não incomodar a desligar o ecrã. Estando agora a experimentar o novo Samsung Gear 2 que corre o sistema operativo Tizen, posso dizer que o Android Wear está muito à frente e tem aplicações que funcionam muito bem e uma loja que aumenta diariamente, ao contrário do sistema da adversária sul-coreana.

Consultar as muitas operações não é diferente dos restantes Androids: com o dedo, varrer o ecrã da direita para a esquerda revela a lista de aplicações e as três que foram abertas recentemente. Mais um deslizamento de dedo, abre a lista de contactos que depois de tocado, pode receber uma mensagem, email ou até uma chamada.

Da direita para a esquerda vemos os vários quadros informativos, de cima para baixo e vice versa, abre o acesso a mais informações, apagá-las ou repeti-las. Achoq ue acertei nos movimentos, mas se não for bem assim, é mais ou menos isto.

O Watch tem aplicações próprias que reforçam a sua utilização, muito vincadas na actividade física. De resto faz o mesmo que os outros Android Wears, uma política aberta a aplicações “de fora”. E este é um factor decisivo para quem o compra. Responder com voz para deixar uma mensagem é das funções mais úteis para quem vai ao volante, por exemplo.

O packaging do relógio tem muita categoria, imitando as caixas de relógios de grande gabarito. O recarregamento é feito por base própria magnéticamas que obriga a ligação física por pinos metálicos, o que é uma pena, pois exige que a transportemos com o relógio. A bateria de 300mAh continua a ser o calcanhar de Aquiles deste tipo de equipamentos. Um dia em full operation, dia e meio se não puxarmos por ele.

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Para terminar, deixo outra boa nova: é compatível com Android 4.3 em diante mas também com iOS 8.2 em diante, o que vai agradar a muitos utilizadores de iPhones que não gostam do aspecto do Apple Watch.

Como os modelos têm vários materiais e acabamentos, os preços também são diferentes: começam nos 399€ na versão clássica com pele (e que foi a ensaiada) e sobe até aos 499€ na versão em metal.

 

 

 

 

 

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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