O HP Spectre Folio foi ao passado buscar soluções para apresentar algo muito sedutor e que pode traçar o futuro da marca. O preço marcará o destino.


HP Spectre Folio

Não vou estar sequer com falsos rodeios: o novo HP Spectre Folio passa a ser, doravante, o meu objectivo para novo portátil.

Chegou, finalmente, um computador (pelo menos no que respeita ao form factor) que me enche as medidas e que pode tomar o lugar do meu fiel (de vez em quando com umas manias) Macbook Pro de 2011.

Se tenho dinheiro para lá chegar (como os desejados mas fora de alcance Microsoft SurfaceBook 2 ou Dell XPS 13), logo se verá.

A HP ainda não revelou o PVP o que é chato e faz transpirar.

Mas vamos por partes e a primeira é, sem dúvida, o design.

HP Spectre Folio

O “tudo em um” que é finalmente um “um com tudo”

O Microsoft Surface tem satisfeito as necessidades de muito consumidor desde a primeira versão séria (deixar de lado a RT).

Ao ponto em que a aba, revolucionária, com mais ou menos ângulo de abertura, foi copiada por quase todas as marcas, inclusive a HP.

O problema é que é essa obrigatoriedade de afastar a aba do corpo (tablet) a que se encaixa uma capa teclado, torna esse design bastante desconfortável para pessoas que, como eu, são menos elegantes.

O fémur fica pequeno para tanto espaço e, como o formato não se aguenta de pé, é, para mim, riscado do mapa.

O que é pena, pois sempre gostei do conceito, da máquina em si e da sua portabilidade.

HP Spectre Folio

A HP tem feito um bom trabalho nos últimos anos para ocupar um lugar de destaque no segmento dos portáteis.

Por vezes chega lá perto, mas falha num ou noutro pormenor, daqueles quase ínfimos mas que nos podem afastar.

De vez em quando, apaixonamo-nos por um corpo perfeito mas percebemos alguns problemas de aquecimento.

Ou ficamos interessados no coração portentoso para descobrir um ecrã abaixo das expectativas.

Em suma, há sempre qualquer coisa nos modelos HP, de gama média alta, que nos fazem ficar sempre com aquela pequenita dúvida quando somos puristas ou conhecedores.

E, de facto, tem sido um algo que urge ultrapassar.

E, talvez, isso tudo acaba com este HP Spectre Folio.

HP Spectre Folio

Soluções já vistas reencarnadas num objecto de desejo

O que deseja o consumidor alfa num novo portátil? Design, qualidade de acabamentos, soluções e originalidade.

Depois, tudo depende do que pretende fazer, se escrever textos e ver filmes ou elaborar peças em 3D ou editar vídeo.

O corpo pode ser idêntico, mas o coração muda e os euros aumentam.

O HP Spectre Folio foi buscar soluções engenhosas com alguns anos.

O tempo passa a correr, é certo, mas mesmo marcas que falharam nos seus objectivos comerciais, mostraram estar avançadas no seu tempo.

E a HP foi buscar dois ou três exemplos que me lembrei automaticamente assim que vi as imagens.

Repare-se neste Sony Vaio Duo 11 (ou o 13 posterior), neste Toshiba U920T e, porque não, até no tablet que é o modelo que ainda uso, muito devido ao design: o Sony Tablet S e a sua curvatura a imitar uma revista dobrada.

Relembrar o Toshiba u920t

O novo HP Spectre Folio sugere ser a soma de todos estes traços e inspirações, sendo agora proposto como o primeiro convertível do mundo revestido a pele que combina a tecnologia com a tradição artesanal para dar origem a um produto que se diferencia de qualquer outro.

Relembrar o Sony Vaio Duo 13

HP Spectre Folio

O artesão, o requinte, a originalidade e o cliente deles

Pelas palavras da marca, foi adoptada a arte da “manucrafturing”, em que o hardware é desenhado meticulosamente utilizando materiais artesanais.

Disponível em duas cores Cognac Brown e Bordeaux Borgonha, a pele 100% curtida desempenha um importante papel funcional com a costura visível e margens bem definidas,

É um material robusto que apresenta uma dobradiça natural com um chassis flexível que permite um formato inovador.

Como tudo em um e conversível, o novo HP pode ser usado numa de quatro posições (tenda, secretária, filme ou tablet) através de um sistema original:

ímanes colocados estrategicamente e à flexibilidade exclusiva da pele que actua como uma dobradiça natural.

E a máquina, a quem serve?

Para conseguir um design fino e leve neste formato radicalmente diferente, o Spectre Folio incorpora uma motherboard mais pequena, aproveitando os processadores Intel Core i5 e i7 (série Y) da 8ª geração.

Além disso, um inovador design térmico sem ventoinha aproveita as qualidades únicas da pele para criar uma experiência mais fresca e confortável no colo.

E este é, muito sinceramente, um factor muito importante para a escolha de um ultra portátil.

Quatro altifalantes frontais melhorados e especificados pela Bang & Olufsen prometem bom som em qualquer posição.

Outras funcionalidades incluem até 16 GB de memória, até 2 TB de armazenamento SSD e opções de ecrã FHD, inclusive um painel 4K UHD disponível no final do ano.

Com bateria que tem autonomia até 18 horas, o Spectre Folio é o primeiro portátil LTE Intel de classe gigabit do mundo.

O portátil também suporta dual eSIM, com um slot nano-SIM opcional sob o monitor e um eSIM digital incorporado opcional para se ligar de uma forma fácil e rápida às redes móveis e permitir acesso à Internet e a dados móveis.

Agora falta chegar o PVP. A ver vamos se será o meu próximo portátil.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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