Ensaio Smart Beam

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Smart-Beam-Projector

Que tal chegar a uma reunião com um smartphone no bolso, pode até ser um dos mais pequenos com ecrã de 4”, e pedir licença para projectar um Powerpoint, um vídeo, fotografias ou simples documentos, na parede mais próxima?

Os seus interlocutores ficarão um pouco embaraçados, questionando como é que um fulano, com um simples telemóvel, conseguirá tal proeza técnica para a qual é sempre necessário um dispendioso projector de vídeo, tela e toda a cablagem pré-instalada (estou a falar dos menos onerosos e não desta nova geração em que tudo é wireless).

Ainda sem deixá-los pensar numa saída airosa para o que pode muito bem ser um breakdown da sua pessoa, como se costuma dizer, você pura e simplesmente põe a mão no outro bolso do casaco e tira um “cubo mágico”, não o de Rubik, mas o SK Telecom SMART BEAM, um pequeníssimo e ultra portátil… adivinhou… projector de vídeo!

A Orange Online enviou-me uma unidade para fazer um ensaio e se, logo no início exclamei um “ah, está bem, deve mesmo ser”, passado um par de dias tirei o dito da caixa para colocar um ponto final na experiência. Vamos a ela!

Este Smart Beam mede 45mm x 45mm x 45mm, pesa 129g, vem protegido por uma capa de silicone e está acompanhado por uma quantidade de cabos com terminações bem explicadas e diferentes umas das outras.

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Operação

Convém recarregar a bateria, que dura até umas excelentes duas horas, e ligar os cabos certos nas entradas certas. Um deles é específico para ligar o Smart beam ao nosso smartphone, depois de pressionar o único botão de operação on/off (o outro serve para focagem rápida e manual).

Depois da app instalada no nosso smartphone (nem é necessária, mas depende do equipamento), basta escolher o que queremos replicar na parede dos nossos anteriores interlocutores ou, como experimentei, a apontar para o tecto do quarto o que, estando deitado confortavelmente na cama, expande enormemente o nosso conceito de sonho (ou pesadelo, quando a bateria se fina). Afinal é a cores…

Como se vê, a operação é extraordinariamente simplificada, a resolução atinge uns valorosos 640 x 480 pixels, um pouco longe dos novos standards, mas suficiente para uma apresentação de charme ou técnica.

A pequena lâmpada LED garante 10.000 horas de projecção, o que é fantástico devido ao tamanho deste minúsculo projector. O brilho chega aos 35 ANSI lumens, o método de projecção é DLP DMD e podemos ligar-lhe, inclusive, uma fonte por micro HDMI para além de MHL. Diz nas instruções que os outrora dominantes iPhone precisam de um adaptador para poderem ser usados como fonte. É o mal da teimosia de uma ligação proprietária…

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A qualidade

Na verdade, o Smart Beam até se comporta bem, tendo em conta todas estas limitações. Podemos ter uma imagem até 3 metros de diagonal, mas será complicado estabilizar este cubo no ângulo correcto, pois falta-lhe uma rosca para um tripé.

Ainda tem uma pequena coluna de som, mas quase que nem se dá por ela pois o ruído da ventoinha interna abafa qualquer som. Sim, faz-se ouvir e bem, o que se torna cansativo. É, quanto a mim, o maior defeito deste Smart Beam mas, tendo em conta o conceito, não posso dizer que seja um factor negativo. É o que é.

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Conclusão

O meu problema tem a ver com o preço. 299 euros não é uma pechincha. Paga-se o conceito, a qualidade de construção (corpo em alumínio), a inovação e a portabilidade. Tem, no mínimo, o factor wow e é daqueles gadgets que queremos ter só porque sim.

Há que pensar nas alternativas, como algumas camcorders HD que têm projector incluído. O preço sobe, mas temos um dois em um e continua a ser um equipamento que cabe numa mão.

Mas se for um “homem de negócios” que está em constantes viagens e precisa de fazer apresentações em salas de reuniões durante todo um dia, este Smart Beam pode ser o seu grande amigo. Não se esqueça é dos cabos.

 

https://www.youtube.com/watch?v=k_Zvqmib4LY

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