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A iRobot já é bastamente conhecida pelos seus aspiradores robóticos que muito ajudam quem repete diariamente os afazeres domésticos. Aliás, tornou-se em poucos anos um luxo necessário, pois funciona, aspira sem esforço e tem uma bateria que lhe concede o tempo necessário para dar volta a uma casa. Fiz o ensaio ao iRobot 780 no ano passado e sei que o sucesso da gama tem sido crescente (assim como o aumento do número de adversários directos).

Mas uma coisa é aspirar, outra é limpar o pó e puxar briho. Um dos últimos passatempos do Xá das 5 de 2013 acabou por ser uma mopa iRobot Braava 320, ou seja, uma espécie de sabrina robot que limpa o chão a seco ou molhado, dependendo do pano que escolhemos para a função.

A Braava 320 é pequena e muito leve, podendo ser arrumada praticamente numa gaveta. Traz um conjunto de acessórios, como é habitual na iRobot, mas é o seu avançado sistema GPS que faz com que tudo funcione na perfeição. Tal como o iRobot, a Braava analisa o espaço a limpar, percebe escadas, objectos, mobiliário diverso, etc. Curiosamente, e nesta casa que tem um par de gatos, a sua operação é tão silenciosa que dispersa quase automaticamente a atenção dos bichos, ao contrário do que aconteceu com o seu familiar aspirador bem mais ruidoso e, por conseguinte, atractivo para uma perseguição implacável.

A Braava 320 tem dois modos de funcionamento: um que limpa a seco o chão em linhas rectas e o modo mopa húmida que imita os gestos de quem lava o chão com uma tradicional sabrina. A surpresa maior, repito, é o extremo silêncio da sua operação. De vez em quando dei por mim a tentar perceber que zunido era aquele e só depois, quando a via a sair debaixo de um sofá ou móvel, é que me lembrava que a Braava estava nos seus afazeres.

A própria 320 tem uma pega incorporada para facilitar o transporte, para além dos três botões de simplificada operação (on/off, limpar/varrer) e uma unidade externa GPS.

Operação

Basta ligá-la e deixá-la trabalhar. Sózinha, faz cantos, chega onde os cabos longos têm dificuldade, lava, varre, puxa o brilho, etc. E tudo sem se fazer notar ou ouvir. Parece-me perfeita para qualquer tipo de soalho, à excepção de carpetes ou tapetes, e é tão leve que nem deixa marca quando toca ao de leve no mobiliário.

É fácil mudar os panos, mas por outro lado, a sua dimensão pequena acumula facilmente muito pó e detritos, o que obriga a uma limpeza sistemática, o que pode ser inconveniente. De qualquer forma, basta enrolá-los à volta da base, prendê-lo nas ranhuras próprias e, magneticamente, a própria base junta-se com força à unidade. Limpinho!

A lavagem, com o pano de microfibras próprio, é contínua desde que se encha o pequeno reservatório com água ou produto de limpeza apropriado (consultar a lista). Depois é mesmo deixar… andar.

O NorthStar Navigation System é uma pequena caixinha que emite um sinal GPS para “apontar” os caminhos que devem ser limpos ou varridos e desse modo, ensinar à 320 o que vai fazer a seguir. Deste modo, mapeando toda a superfície da sala ou quarto onde está colocada (desde paredes a mobiliário) todo o chão é “varrido” ao pormenor.

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Vantagens e desvantagens

As vantagens são várias, sendo a principal poupar-nos trabalho. O funcionameto é extremamente silencioso e basta olhar para os panos para perceber, de imediato, que a Braava 320 limpa e fá-lo bem.

O ponto a desfavor tem a ver com os panos. Os oficiais são caros e têm de ser encomendados, mas são de microfibra e reutilizáveis. De qualquer forma, é o preço a pagar pelo tempo livre que se ganha.

 

PVP: aproximadamente 200 euros (com IVA)

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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