O Huawei Mate 8 é um phablet evoluído, eficaz e muito equilibrado. Um perfeito tudo-em-um.

 

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Se o Huawei Mate 7 foi parte importante, porque porta estandarte, no caminho para as luzes da ribalta do fabricante chinês, era com muita expectativa que os analistas esperavam pelo sucessor lógico, o Mate 8, que acabou de chegar ao mercado europeu.

Com corpo de metal (unibody), rígido e leve, o novo Mate 8 é grande e muito semelhante ao antecessor: 157x80x7,9mm e pesa 185g. O conceito phablet é ainda incompreendido por uma boa parte dos consumidores, pois smartphones com ecrãs de 6″ (mesmo com um racio de 83% do ecrã para o corpo) mais caixa ficam realmente grandes e não são para todas as mãos. Mas o Mate 7 mudou este paradigma quando foi o primeiro a apresentar um design límpido e elegante que o transformou num mega sucesso e um equipamento muito desejado. Então, que traz de novo o seu sucessor directo? Por fora, quase nada. É lá dentro que tudo acontece.

O Mate 8 é o primeiro Huawei equipado com o novo processador da casa, o Kirin 950 cujo CPU impulsiona a energia até 100%, enquanto o GPU o faz até 125% (dados oficiais), aumentando assim a eficiência de energia até 70%. A Huawei procurou o equilíbrio entre a eficiência energética e o desempenho de alta qualidade, através da arquitectura Octa Core com processadores 4 x A72 de 2,3 GHz e 4 x A53 1,8 GHzi. Tudo isto faz com que o Mate 8 seja rápido, mesmo muito rápido, sendo o novo Kirin 950 uma solução perfeita para um smartphone de topo. A passagem entre aplicações não tem lag, nunca assisti a um travamento nem a qualquer crash, mesmo a puxar ao máximo com streaming Netflix, 10 apps ligadas, facebook a correr e gmail aberto – tudo ao mesmo tempo. Passar do Netflix para o NAS aconteceu quase automaticamente, por exemplo, e a abertura de um filme dessa forma demorou um estalar de dedos.

Fiquei muito impressionado! A acompanhar, 3 ou 4GB de RAM e memória interna com uns muito úteis 32 ou 64GB, dependendo das versões. Uma atenção especial, pois a slot para cartão de memória microSD pode estender a capacidade até mais 128GB.

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O ecrã de 6″ é Full HD com 1920 x 1080 pixels de resolução e, embora muito luminoso e de elevada qualidade, mesmo sob a forte luz do sol, não é o melhor ecrã do mercado, mesmo que tenha qualidade a rodos. Basta até olhar para o que equipa o Nexus 6P, também… Huawei, para perceber a diferença. Não é defeito nem um problema, mas esperava algo mais neste topo de gama tendo em conta as possibilidades técnicas da marca e o entusiasmante processador.

Mas qualquer analista deixa passar este ponto quando se apercebe de outras características, por exemplo e instalado de origem, sistema operativo Android Marshmallow 6.0, um brinde que faz com que tudo seja mais fluído, rápido, “clean”, com capacidade de poupar bateria de forma automática através do software Doze, mais notificações disponíveis bastando pressionar o botão Home, pesquisa por voz em qualquer ecrã e muito mais. A Huawei “colou” por cima o seu Interface já conhecido e de nome Emotion UI, desta feita na versão 4.0. Se sou daqueles que prefere um ambiente mais puro, para poder instalar apenas o que desejo, sei que o EMUI é adorado por muita gente, devido essencialmente à capacidade de mudar o design e o ambiente – incluindo o design dos botões – de forma drástica e bastante simples.

Mas há coisas que me faltam como, tão simplesmente, um atalho para todas as aplicações instaladas. Coisa pouca, sei bem, mas que me obriga a navegar por páginas sem fim até encontrar uma determinada app. Contudo, os dois ecrãs drop down com as várias aplicações e informações é personalizável, assim como o ecrã inicial e quase tudo o resto, o que fará que o “nosso” Mate 8 não tenha paralelo no mundo.

 

A bateria tem uns extraordinários 4,000mAh e, num repente, esquecemos todos os pontos menos bons deste terminal. A coisa dura e dura e dura e dura e consegui levar o Mate 8 a trabalhar com Wi-Fi, dados, alguns vídeos e tudo o resto até ao terceiro dia, inclusive. O Mate 8 vem também equipado com tecnologia de carregamento rápido (30 minutos para 100%).  Meus amigos, isto sim, vale a pena e para quem viaja muito, de aeroporto em aeroporto, de hotel em hotel, é uma benesse de valor incalculável. Se a isso juntarmos as 6 polegadas de ecrã que permitem trabalhar em várias plataformas, então, temos um escritório multimedia no bolso que até pode iluminar o caminho graças à super potente lanterna.

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Um das particularidades técnicas que destaca o Mate 8 (e o Mate S) de toda a concorrência que já equipa os seus topos de gama com sensor de impressões digitais, é que o da marca chinesa está realmente a anos luz dos demais. Ao invés de apenas acordar e ligar/desligar o terminal, com o sensor biométrico do Mate 8 podemos atender chamadas, usá-lo como obturador fotográfico – o que é perfeito para selfies -, passar de fotografia em fotografia, navegar pelos documentos e apagar a lista de notificações. Julgo que não deixei nada de fora. E a conclusão é simples: se costumo desligar esta função nos mais variados smartphones que me chegam para análise, uso-a diariamente nos Huawei Mate.

O Mate 8 tem muitas novidades tecnológicas:

  • Sensor de impressão digital circular com tecnologia de protecção reforçada em três níveis de segurança

  • Dois conjuntos de padrões de interface de impressão digital que melhoram a experiência de pagamentos

  • Encriptação em tempo real de armazenamento, para melhor protecção de dados com bloqueio do cartão microSD

  • Tecnologia “Super Hands-Free 3.0” que permite a utilização mãos-livres numa variedade de ambientes

  • Já apresentada no Mate S, o Mate 8 permite gravação omni-direccional e reprodução direccional devido aos três microfones adaptativos

 

Quem o comprar tem direito a um mimo especial: dentro da bonita caixa, e para além dos auscultadores e carregador, vem uma tampa/moldura em plástico transparente, perfeita para minimizar os efeitos daquelas pequenas quedas do dia a dia.

A Huawei também nos habituou a uma escolha eficaz, para além de filtros criativos únicos e inovadores, para as suas duas câmaras e o Mate 8 reafirma esse posicionamento.

A unidade principal tem 16MP com estabilização óptica e flash Dual-LED. Podemos escolher modos de utilização, como o Pro que acerta os valores ISO, balanço de brancos, velocidade de obturação, abertura do diafragma e a focagem de forma muito rápida e constante, tanto que podemos ver os valores a mudarem constantemente. Mas é em Modo Manual que este Mate 8 mais brilha, deixando-nos mesmo mudar todos os parâmetros de forma visualmente simplificada, o que aliado ao imenso ecrã, passa a ser uma experiência muito conseguida.

Para além dos filtros criativos já “típicos” da marca, como a Pintura de luz de que gosto particularmente, temos ainda uma câmara frontal com 8MP, mais que suficiente para uma selfie muito jeitosa que ainda podemos “embelezar”. Para não ficarmos com os olhos tortos, o Mate 8 abre um pequeno ecrã junto à objectiva para onde olhamos. Tudo simples e automático.

Gosto da qualidade fotográfica do Mate 8, muitos furos acima do que existe no mercado. Mas tem três concorrentes de peso que brilham ainda mais, como os S6, o Z5 e o G4.

O Huawei Mate 8 estará disponível em Portugal no mercado livre com P.V.P. de 649,90 €, já durante Fevereiro, e em duas cores: moonlight silver e space grey.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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