google-nexus-6

A Google sempre teve olho em escolher o parceiro certo na altura certa para brindar o mundo com os famosos Nexus, os mais limpos, puros e up-to-date smartphones com sistema operativo Android. E, desta vez, o form factor não engana ninguém: quem já teve a oportunidade de experimentar um Motorola X (ler ensaio aqui), olha o Nexus 6 como um X de maiores dimensões, tal a semelhança física (e não só). E este phablet Nexus encanta todos quantos olham o seu ecrã.

O maior problema de todo este espectáculo (e peso, pois são 183 g) é a falta de grip causado pelo plástico liso da tampa. Por uma ou duas vezes, quase que se escapava da mão e, devido a algumas mossas (estas unidades de teste passam por alguns colegas), posso afirmar que não fui o único a sentir esses calafrios. Uma coisa é certa, mesmo com marcas de quedas altas nos cantos, tudo funcionava como deve ser. A qualidade de construção é uma das vantagens.

Com um imensa tela de 6″ Amoled Quad HD com 2560 x 1440 píxeis para uma densidade de 493 pontos por polegada, reforçado com Corning Gorilla Glass 3, o que se pode dizer é estamos perante um dos melhores ecrãs do mercado. Sim, mesmo comparando ao super especial LG G3 (ensaio aqui), este Nexus 6 brilha como poucos, com transições fluidas, naturais, pretos densos, tons equilibrados. É um festim imagético e, confesso, a primeira das razões para se escolher este “Google”. Fiquei francamente rendido, principalmente na visualização de vídeos, seja pelo Youtube ou através da memória interna.

Logicamente que um monstro destes tem de ter coração à altura e o caso não é para menos: processador Snapdragon 805, a correr a 2.7 GHz com 3 GB de RAM e um GPU Adreno 430 fazem maravilhas. Se bem que…

Aquando o upgrade para Android Lollipop, com que já tinha convivido aquando o Motorola X, percebi que houve algumas falhas que não foram corrigidas. Por exemplo, sou fã do jogo Real Racing 3 que, a bem dos ensaios (e não é desculpa), instalo em todos os terminais. É através deste jogo que percebo muita da qualidade de um smartphone e este Nexus 6, uma versão beta e já batida por colegas do ramo, crashava subitamente a meio de uma corrida. Pensei que o Lollipop viesse colocar um ponto final neste bug, mas percebi que apenas o mudou. Agora, o Real Racing 3 pura e simplesmente, recusa-se a abrir. Ainda tenho de perguntar à Motorola se alguém mais se queixou deste tipo de situação, mas fica aqui o dado, que foi importante para mim, pois não consegui fazer o save do jogo.

Google Nexus 6 a

A segunda razão que me leva a gostar do Nexus 6 são as duas colunas frontais que imitam uma pequena discoteca ambulante. Os Motorola G (II) e X (II) já tinham provado que esta é a melhor solução (nunca experimentei um HTC pelas razões conhecidas no mercado português) e estão a anos luz dos Xperia Z que, com a mesma arquitectura, são muito brandos no alcance do volume. Fenomenal para ver vídeos ou tropelias no Youtube, é um dado certeiro.

Outra qualidade, mas não tão boa quanto alguns concorrentes, é a câmara de 13MP com abertura f/2, estabilização óptica de imagem (OIS) e funcionalidade HDR+, para além da gravação vídeo em UHD 2160p a 30fps. Tira fantásticos bonecos, mas quando existe ao lado um Xperia Z2/3 ou um Lumia 1020, a fasquia está lá muito em cima e difícil de superar. Contudo, a abertura f/2 para uma boa exposição, gravação de vídeo a 4K e um forte flash com duplo LED, são trunfos que tornam o Nexus 6 num óptimo companheiro de viagem e podemos deixar a fotográfica em casa.

Google Nexus 6 b

O Nexus 6 é um dispositivo 4G de categoria 6, suportando assim ligações até 300 Mbits/s de download e 50 Mbits/s de upload. Vem com Wi-Fi 2×2 MIMO 802.11ac que permite ligações de grande velocidade graças às suas duas antenas de recepção e de emissão de sinal. O NFC está incluído, bem como o Bluetooth 4.1 e o SLimPort HDMI output através da porta USB do smartphone.

O Google Nexus 6 possui uma bateria de 3220 mAh que, em teoria, proporciona mais de 24 horas de autonomia total, o que nunca chega a ser verdade pois estamos sempre com os olhos vidrados no ecrã, sehja a jogar ou a navegar pela net. Este equipamento tem ainda um carregamento rápido de 15 minutos, que permite obter 6 horas de autonomia, imprescindível devido à utilização multitarefa que lhe vai ser exigida e porque o 4G, Wifi (2×2 MIMO 802.11ac), NFC, Bluetooth 4.1 gastam energia enquanto o utlizador esfrega um olho.

A versão ensaiada foi a Midnight Blue, na sua versão de 32GB, e é aqui que reside um dos principais problemas do Nexus (e dos Motorola): não existe entrada para cartão de memória o que, a contrastar com o tamanho, pode criar dúvidas em quem utiliza o smartphone como fonte de vídeo e áudio, para além dos milhares de fotos que se acumulam em dispositivos modernos.

PVP é de 649€ nesta versão de 32GB

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

View all posts