João Rodrigues, Country Manager da Schneider Electric em Portugal falou da transformação do Turismo, renovação urbana e sector industrial

Pra cada caso, uma solução

João Rodrigues, Country Manager da Schneider Electric em Portugal,  estava manifestamente satisfeito pelo resultado da Innovation Summit, tanto pela comitiva de portugueses – contaram-se 300 representantes de empresas nacionais – como pelo interesse manifestado pelos jornalistas que a empresa convidou para os dois dias do evento.

Esta foi uma operação logística que levou 3500 profissionais a Barcelona para saber das novidades em todas as áreas onde a empresa actua.

“O feedback é muito positivo e vamos aguardar pelo desenvolvimento de todos os contactos que trazíamos e de todos os outros que foram feitos ao longo dos dois dias.”

A empresa cresceu 5,4% em termos globais, número que se irá manter até ao final do ano, e Portugal alinha pelo mercado europeu que já está consolidado e que não tem uma margem de crescimento tão elevado mas que a empresa considera bastante bom.

“O mercado português é favorável. Nos últimos anos Portugal está na moda, não só pelo turismo, mas também pelo lado da inovação, um novo normal que muito nos orgulha”, reforça João Rodrigues.

O grande desafio lançado aos parceiros é tirar o máximo partido da transição energética com o digital no centro, e com a revolução industrial que está em curso, aproveitar ao máximo esta nova realidade com dois principais pilares para gerar melhor negócio para todos.

Schneider Electric innovation Summit 2019
Schneider Electric innovation Summit 2019

Turismo, a renovação urbana e o sector industrial têm um factor comum: o digital.

Novas soluções para velhos problemas, análise e processamento de dados, para gerar conhecimento. Se no ano passado a empresa se focou no IOT, este ano os olhares estão apontados para a identificação clara do foco da sustentabilidade que, para a Schneider Electric, não é um cliché nem de moda nem de marketing. É o caminho lógico.

“Tento ser um optimista à procura de soluções, criar valor e tentar fazer melhor. Portugal é um país de pequena dimensão mas, ao contrário do que se pensa, dá-nos agilidade e importância.” João Rodrigues continua “O nosso potencial é enorme e temos características inatas que nos ajudam a ser mais rápidos na adopção de novos produtos mas, e sublinho, temos um longo caminho a percorrer, principalmente no sector público que é muito avançado nuns sectores, mas atrasado noutros tantos.”

João Rodrigues também aponta para a necessária humildade do sector privado, porque também está em constante mutação e crescimento, e o que é facilmente adotável para uns sectores, demora mais tempo para outros.

“Neste mundo tão inconstante é preciso não perder o barco. A Schneider tem vários projectos de grande sucesso e implementação porque Portugal é também um país piloto, por exemplo, na migração do domínio na web”.

Portugal é um dos dois países do mundo a comercializar, e no caso nacional a entregar à EDP, a nova geração de telecomandos e a empresa vai reforçar a comunicação da solução de gestão de energia em data centers na IP Telecom para majorar todo o investimento e sucesso conseguidos.

Schneider Electric innovation Summit 2019
Schneider Electric innovation Summit 2019

A sustentabilidade é uma das grandes apostas da empresa

O compromisso traçado de ser uma empresa verde em 2030 foi antecipado em cinco anos e isto aplica-se nas fábricas, centros logísticos e escritórios. É um claro exemplo de inovação no tema da sustentabilidade.

No que respeita aos Data Centers (fiz uma visita à fábrica de Barcelona), a  Schneider estava, acima de tudo, certa no seu entendimento de mercado há meia década e à aposta em micro data centers que hoje estão “na moda”.

A marca quer evitar congestionamento no armazenamento de Data em Cloud e acredita que ter suporte físico adequado às necessidades e dimensão do negócio é uma mais valia, maior se reforçada com soluções híbridas.

Schneider Electric innovation Summit 2019
Schneider Electric innovation Summit 2019

Onde está o futuro para a Schneider?

E se em Portugal a Google está a apostar fortemente na cloud, com custos muito baixos, como se “luta” contra isto?
João Rodrigues responde que “não luta contra tendências. A Google e a Amazon não são nossos concorrentes. Serão parceiros comerciais e têm, naturalmente, as suas fórmulas. O futuro está na necessidade do cliente e é ele que entende qual a melhor solução para o seu negócio.”

“Neste mundo tecnológico evolutivo”, – continuou – “o que hoje é a realidade amanhã é outra. E o mundo, assim como as tecnologias, vai continuar a mudar. As decisões têm de ser tomadas com a consciência do que existe hoje mas, acima de tudo, colocando as necessidades dos clientes ao centro”.

Schneider Electric innovation Summit 2019
Schneider Electric innovation Summit 2019

Para a Schneider, o negócio faz-se com a evolução conjunta do cliente

Há um claro ADN de parcerias e os 300 clientes que estiveram presentes estão nessa cadeia com novos negócios que respeitam as definições das áreas de trabalho e de coisas fundamentais, e estruturais, que são as pessoas.

E no centro de tudo, se as pessoas tiverem a formação adequada, o crescimento é real.

“As redes vão ter de evoluir e vão estar no centro de toda a transformação.  E a Schneider está no centro dessa decisão. A transição está em curso e temos capacidade de fazer a aprendizagem. Gerir as redes e dotá-las de inteligência é o processo natural para nos prepararmos para as mudanças que o amanhã trará”. – concluiu João Rodrigues.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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