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Confesso a minha infidelidade a sistemas operativos ou até a form factors. Quanto a mim, um computador tem de ser bom para a tarefa que lhe exijo, não ser o melhor do mundo. Se queria ter um novo Mac com retina display e um processador i7? Claro, mas também gostaria de ter um Alienware… Se preferia um All-in-One a uma enorme caixa debaixo da secretária? Sim, mas precisaria sempre de um tablet potente para poder trabalhar… Bom, percebem onde quero chegar.

Sempre tive computadores desde que foram democratizados. Comecei com um Macintosh LC em segunda mão, depois passei para a Commodore, depois para os PCs, depois novamente para os Macs e agora vou alternando entre 8.1 e Yosemite. Portanto, não sou defensor deste ou aquele sistema e não ataco violentamente qualquer deles. Gosto de ambos.

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Nesta altura do campeonato, em que me surgem super monitores externos para ensaio, não me dá jeito nenhum manter um portáteis em cima da secretária, devido à dimensão e à impraticabilidade. Como o Macbook foi recentemente alvo de um upgrade sério que o servirá para mais uns anos, é o laptop Windows que serve de alimentador informático para os monitores. Mas a idade pesa e a placa gráfica também.

Procuro, por isso, o mais pequeno computador que se deixe arrumar em cima da secretária, uma coisa tipo Mac Mini mas com um preço normal. E, finalmente, estes dois últimos anos têm colocado nas prateleiras algumas, poucas, soluções neste território dos microPCs, segmento geralmente escolhido pela malta do DYI (do it yourself), e mais dedicados ao centro multimedia de uma casa do que à computação em si.

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Já por aqui passou o Asus VivoPC , de que gostei bastante e percebi que estes novos microPCs servem muito bem para o normal trabalho que se faz no dia a dia profissional.

Agora, abram alas para o HP Pavilion 300-030 Mini, uma bonita caixa cinzenta, muito arredondada, com ligações q.b. e características interessantes.

A HP oferece dois tipos de Pavilion Mini: o mais barato e menos equipado Stream Mini com caixa em azul, até este do ensaio, com um processador Intel i3, 4GB de Ram (que podem ser aumentados até uns consistentes 16GB) e um disco rígido de 1TB que corre a 5400 rpm, algo lento, mas com “grande” coração. Existe ainda um outro modelo, topo de gama, mas cujo preço já se chega ao do Mac Mini, quase 600€.

A caixa está muito bem desenhada, com os ventiladores colocados na base, cujo ruído é mínimo. Na frente encontramos duas entradas USB 3.0 e o botão on/off. No lado direito, a entrada para cartões SD. Na traseira tudo o resto, HDMI e Display Port, AC, Ethernet, 3,5mm para áudio, mais duas portas USB 3.0. A existência das duas ligações, HDMI e Display Port, possibilita termos ligados dois monitores em simultâneo, se assim o desejarmos. Mas com tantas ligações, bem que a HP poderia ter dividido a entrada 3,5mm em duas, In e Out separadas.

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A HP junta no pack um teclado e rato sem fios, mas neste versão de teste, não chegaram junto ao PC, deixo apenas o apontamento.

Este Pavilion Mini é tão pequeno que cabe na mão: 14,5 cm de área com 5,3 cm de altura. Factor wow, certo? Perfeito para levar uma carrada de filmes naqueles 1 TB para ligar por HDMI à TV do amigo e passar uma bela noitada a ver filmes e a comer pipocas. Mas, no meu caso, tornei-o mesmo no computador de secretária de plenas funções para escrever, por exemplo, o Xá das 5. E isso significa algum processamento de imagem, uma ligação rápida à internet e qualidade gráfica para alimentar, também em ensaio, o super ecrã ultrawide da Philips. Coisa boa, e imediata, é a noção automática que o HP “tem” quando ligado a um monitor externo. Não precisei de fazer nada para alterar ou adaptar as dimensões do ecrã, radicalmente diferente do que se costuma usar. E esta é uma das boas notícias deste Pavilion Mini, pois ainda estou a tentar conseguir o mesmo resultado, agora ligado ao Macbook e aos malditos adaptadores (if you know what I mean).

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Com um engasgo aqui e ali, o Pavilion Mini superou o que estava à espera dele. Claro que preferia, pelo preço, um processador i5 e 8GB de ram de raíz… mas não posso apontar como defeito, tendo em vista a concorrência directa. Contudo, tenho de apontar umas três ou quatro ocasiões em que ele congelou numa ou outra função mais puxada. Não é um computador para multitasking, muito devido à gráfica que tem onboard, e não o podemos forçar para conseguir editar vídeo sem pestanejar. Mas como quem compra um equipamento deste género está mais interessado em ter um companheiro para tarefas normais, chega e sobeja.

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Duplicar a RAM é fácil, pois existe uma slot vazia para o efeito. Irá, logicamente, melhorar a performance geral mas não será necessário para 90% dos utilizadores. O HP Pavilion Mini é um “laptop replacement” muito interessante. Sim, leram bem, foi um trocadilho. Podia ser um pouco mais barato, mas o facto de se fazer acompanhar por teclado e rato sem fio devem ter pesado na conta final.

PVP: 469€

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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