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Se há gama que passei a adorar durante 2013 é a da Volvo, ainda na memória porque me foi dada a possibilidade de experimentá-la quase na totalidade. Já por aqui publiquei os ensaios à super cool V40 (ler ensaio aqui) e ao sucesso XC60 (ler ensaio aqui), mas se, visualmente, fiquei imediatamente encantado pela V40 numa primeira vista, fui apreciando em crescendo e dia após dia este S60 (e mais tarde a V60) e, posso até acrescentar, que a comprar um novo Volvo teria mesmo muita dificuldade em escolher emocionalmente (V40) ou racionalmente (V60). Mas este S60 ficou-me na retina. É muito atraente, extremamente confortável e esta cor fica-lhe a matar!

O restyling da gama 60 não é consensual. Muitos optariam ainda pela versão anterior, com a sua frente mais felina e desportiva, com a colocação dos faróis de auxílio à condução diurna de uma forma pouco usual e muito atraente. Compreendo-os. Mas uma coisa é olhar o S/V60 pelas fotografias, outra é poder admirá-lo ao vivo. E a opinião muda, pois as linhas estão mais fluidas, trabalhadas, puras. O que perdeu em agressividade ganhou em equilíbrio, pelo menos na minha opinião. E, confesso-vos, nunca fui fã de sedans, mas fui seduzido pelo traço deste S60. E quem me leva a mal?

 

 

O Motor

O modelo de ensaio foi o D4, um poderoso turbodiesel de dois litros e cinco cilindros com a potência de 163 cvs e um bnário de 400 Nm. É um regalo utilizá-lo em viagens, pois permite viajar depressa e com grande conforto, estando cheio de tecnologia e ajudas à condução. Um turbodiesel não faz milagres e temos sempre de contar com algum lag na aceleração aquando a necessidade de uma ultrapassagem, mas ela é-nos dada progressivamente e sem esforço. A caixa de seis velocidades é muito directa e bem escalonada, perfeita para quem gosta ainda de “meter” as mudanças. Para os que procuram maior conforto, existe a opção da transmissão automática Geartronic de seis relações.

Parte das tecnologias servem até para poupar combustível, como é o caso do sistema Start/Stop. Aliás, este motor não é muito guloso e, dependendo da forma como o utilizamos, podemos confiar-lhe largas centenas de kms por depósito. Existe também o carregamento de energia nas travagens.

Equipamento que é sinónimo de Segurança

É neste campo que a Volvo se distingue de muita concorrência (e está na hora para que os portugueses percebam que o logotipo não é tudo nesta vida) e este 60 é um manancial de siglas e sensores, gadgets e auxilílos, automatismos e controlos.

De todos, destaco o fantástico BLIS, um sistema luminoso e sonoro que nos avisa sobre os veículos que estão no nosso ângulo morto. É de uma utilidade extraordinária e, depois de viver com esta ajuda, percebemos a falta que nos faz (e a sorte que temos) em algumas situações quotidianas. A Volvo apostou forte neste tipo de sistemas de segurança, como o DAS (sistema de alerta para o condutor) e Cruise control adaptativo com travagem automática e Pedestrian Detection.

Aliás, há que realçar o extraordinário resultado obtido pelos S60 e Xc60 no IIHSInsurance Institute for Highway Safety dos Estados Unidos, um programa de testes para colisões frontais. Ambos os modelos (entre 74 automóveis concorrentes) foram os únicos com o sistema City Safety instalado de série e com as opções Collision Warning with Full Auto Brake e Pedestrian Detection. Não é de estranhar que tenham conquistado (com mais outros cinco automóveis) a classificação ‘Superior’.

E ainda existem os auto explicativos:

  • Alarme com sensores movimento e inclinaçãoo
  • Vidros laminados e repelentes à água
  • Sistema Keyless Drive com personal car communicator
  • Private looking

Este imenso conjunto garante resultados e eficácia a quem conduz. Há que perceber que a Volvo tem uma dinâmica muito própria e que, quase solitariamente, desempenha um esforçado papel no que respeita à segurança activa e passiva dos passageiros. Mas em Portugal, o eterno desejo pelo logotipo ainda é forte…

Quanto ao restante equipamento, vou repetir-me (visto que é quase transversal a toda a gama). O interface de comunicação é extremamente completo, com a nova funcionalidade Sensus (Human Machine interface) e o Sensus Connected Touch, tudo controlado e comandado por um ecrã de 7” táctil que também está preparado para manuseamento com luvas (ou não fosse a Volvo de um país com invernos rigorosos). A conexão com o smartphone é imediata, assim como a utilização do GPS muito facilitada.

Mais moderna é a capacidade streaming deste sistema que ainda é acompanhado por rádio online e, pasme-se, acesso à internet. Há ainda localizador de estacionamento, que funciona bem e me ajudou inclusive numa terra que não domino, e todos os passageiros têm direito a Wifi. Isto, claro, nas unidades equipadas com toda esta panóplia digital.

Depois a modernidade do painel informativo que tem três versões, cada uma pensada para um tipo de condutor e que já expliquei nos ensaios anteriores, quanto a mim uma mais valia nesta geração Volvo e a que ninguém fica indiferente.

Noutro campo, temos direito a câmara de estacionamento traseiro e demais auxiliares à mesma manobra. Não se pode falhar!

A experiência de condução e a conclusão

Fiz-me à estrada, à auto estrada, às ruelas, de dia e de noite. Guiei devagar e depressa. A conclusão é simples: eu quero um S60! Ou, também pode ser, uma V60! Lembram-se da minha paixão pela V40 que me conquistou à primeira vista? Imaginem todas essas sensações para melhor e com vantagens reais para a qualidade de vida a bordo, tanto a nível de espaço como conforto. Este S60, com a cor azul metalizada e os interiores em pele clara, seduz imediatamente quem o olha ou sente. É um dos automóveis mais confortáveis que guiei, com uma qualidade de construção real e um nível de equipamento fora do usual. A qualidade dos materiais ombreiam com segmentos mais altos e toda esta dinâmica não custa os olhos da cara. A Volvo posicionou-se com preços interessantes e abaixo dos concorrentes que, quanto a mim, são-lhe directos. E sim, falos dos intocáveis germânicos.

PVP: a partir de 34.746,00 Euros

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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