Para quem está ao volante e precisa de rapidez de processos, pode confiar na função Tap & Go, um zoom muito útil para poder ver as ruas com mais pormenor e tudo o que lhes está associado.

tomtom 500

O meu primeiro GPS foi um TomTom One com um ecrã 4×3 táctil e mapa ibérico com o extra das Canárias. Vivemos uma relação intensa, pois sou conhecido pela falta de orientação e também de conhecimento sobre artérias, truques e corta matos das vilas e cidades que rodeiam Lisboa. É o mal de quem nasce e vive no centro da capital e que causa algum transtorno quando se tem de ir, por exemplo, ao Museu do Ar no pólo de Alverca. É que nem imaginam…

O TomTom conheceu, entretanto, dois problemas: o specto prático dos mapas nos smartphones (como o Google Maps, o TMN que agora é Meo e, acima de tudo, o espectacular Here Maps da Nokia) e um ligeiro acidente com qualquer coisa que estava dentro da mala de uma senhora. Acho que pó de arroz. Foram-se os mapas ibéricos e ficou o das Canárias. Não me perguntem porquê… Não me preocupei muito, pois o smartphone lá me ia indicando o caminho a seguir, até que a TomTom me entregou este Go 500 para dar umas voltinhas.

Não estava à espera que um GPS moderno fosse tão diferente do meu antigo e fiquei surpreso com a rapidez com que debita informações, gráficos e tudo o mais. O Go 500 é um dos mais recentes modelos desta marca que é quase sinónima de GPS e promete novos mundos para o mapeamento on the go. De destacar os mapas em 3D, a informação em tempo real sobre o trânsito e a facilidade de utilização. Fiquei novamente rendido aos TomTom. Se vale o preço quando se pode ter, gratuitamente, um serviço similar no telemóvel? Tudo depende da utilização que lhe vamos dar.

Salto qualitativo e funcionalidades

O mercado destas unidades GPS está mais limitado que nunca, pois muitos dos novos carros já o incluem no equipamento (cada vez mais de origem) e, para quem necessita de saber esporadicamente um caminho, pode servir-se dos mapas gratuitos no smartphone. O cliente tipo deste novo Go 500 é quem passa mais tempo dentro do carro e que tem de deslocar-se mais vezes por caminhos que não domina ou, por exemplo, um condutor de taxis com maior noção tecnológica. Este Go 500 tem um ecrã táctil de 5″ ficando no meio da oferta dos novos Go (400 com 4,3″ e 600 com 6″). É muito responsivo e directo, facilitando a inserção de dados à mão ou até por voz. Os menus são fáceis de entender sem ajuda do manual, toda a informação é muito gráfica e consegue, com êxito, facilitar-nos a vida.

Para quem está ao volante e precisa de rapidez neste processo, pode confiar na função Tap & Go, um zoom muito útil para poder ver as ruas com mais pormenor e tudo o que lhes está associado. Pode, inclusive, escolher o tamanho da informação gráfica, pois há quem goste de ver os metros que percorre e quem prefira uma visão mais geral.

Esta visualização pode ser enriquecida com os mapas e gráficos em 3D, em que prédios específicos e outros pontos de referência dão uma ajuda mais realista a quem procura determinada localização que fica ao lado, por exemplo, de uma igreja ou de uma torre de escritórios. Por exemplo, ajudou-me num destino para os lados de Sintra em que o número da porta não condizia com a informação mais actualizada. Através deste tipo de grafismo, consegui ver que o armazem que procurava estava um pouco mais à frente de onde tinha parado. Estas pequenas coisas fazem um mundo de diferença.

tomtom 500 go

Serviços em tempo real

Uma das novidades, e das principais características dos novos Go, são o Serviço de trânsito e o Radares de trânsito. Os dois conjugados são realmente de grande utilidade. Pena que os radares sejam um serviço de oferta com apenas 90 dias de utilização, tendo que se pagar após esse limite. Mas o Serviço de Trânsito é vitalício! O TomTom Go tem uma entrada para cartão SIM de uma operadora, mas para evitarmos mais uma despesa mensal, podemos recorrer ao emparelhamento por bluetooth com o nosso próprio smartphone e utilizá-lo para fazer a ponte com o GPS. Basta ligar a comunicação de dados e o bluetooth para tudo funcionar. Apanhei o início das obras na segunda circular, devido à construção da ponte pedonal cor de laranja, e o Go 500 foi lesto a mostrar-me uma imensa linha vermelha que traduzia o caos e, ao mesmo tempo, mostrou-me percursos alternativos que me deram realmente muito jeito. Fiz também a experiência no confusão que a edilidade fez nascer na zona do Terreiro do Paço. Onde até há poucos anos atrás nunca houve filas, hoje podemos contar com 30 a 45 minutos para fazer 200 metros. O Go 500 mostrou-me muitas vezes que a fila já começava quase ao saír de Santa Apolónia e indicou-me a alternativa pelas ruas interiores. Fiquei fã!

Mais serviços

Existem mais funcionalidades que fazem parte do dia a dia, como a memorização dos locais preferidos que permite alguma personalização e acesso muito rápido. A pesquisa rápida começa a procura do destino só com a parte da morada que já escrevemos, o que também poupa algum tempo e trabalho.

Conclusão

Como referi, tive um TomTom que me serviu bastante bem, mas existe uma diferença astronómica entre o meu One e este Go na versão de 5″. Tudo é mais intuitivo, rápido e informativo. Há sempre vantagens na utilização deste tipo de soluções em relação à alternativa do smartphone, desde a facilidade de pesquisa ao tamanho do ecrã e à qualidade gráfica que nos facilita a consulta. Tudo isso se traduz numa segurança acrescida e, sabemos bem, que a utilização de um smartphone pode ser muito perigosa porque poucos condutores têm uma ventosa para o segurar num plano mais elevado.

Achei o serviço de trânsito em tempo real de uma utilidade muito grande e que me poupou bastante tempo durante os dias em que utilizei o Go 500. Como fiz praticamente percursos citadinos, e sei onde a maior parte dos radares se encontram, não tive grandes alarmes sonoros e visuais devido a um comportamento mais despachado ao volante. Mas os avisos relembraram-me, constantemente, da localização dos ditos. Só é pena que custe algum dinheiro ao fim do tempo de cortesia de três meses.

O preço de 200 euros é justo para um equipamento com esta qualidade e que pode servir ainda muitos condutores que conduzem automóveis menos recentes ou optam por não gastar mais dinheiro no equipamento extra de um modelo novo.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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