Familiar moderno, bem equipado, elegante e económico. O C-Max tem motor revolucionário e aponta para a família urbana.

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Se for um pai com 2.3 filhos, de classe média urbana, e que preciso de um automóvel eficaz, familiar mas ao mesmo tempo pouco dispendioso e económico mas que mesmo assim garante de conforto e segurança, o que poderei escolher? Na verdade, existem algumas soluções que respondem a este conjunto de necessidades e, nesta mesma perspectiva, o Ford C-Max tem uma palavra (ou duas) a dizer.

 

 

O Fiesta está para uma utilização urbana assim como o C-Max se destina ao mesmo fim mas com uma família às costas. Principalmente com esta extraordinária motorização tricilíndrica com 1 litro de cilindrada que apresenta uns estrondosos 125 CV, perfeita para o quotidiano e lufa lufa de uma cidade. Este motor é um fora de série e, não tivesse tido a experiência a bordo do Fiesta, estaria ainda muito estupefacto. É económico e tem muita genica, mas não esconde os limites quando leva mais peso ou se faz a uma auto-estrada. Não é o veículo mais indicado para longas viagens pois esta motorização, vivaça e alegre em cidade e que satisfaz numa condução moderada em estrada, peca por falta de “sumo” para uma ultrapassagem in extremis. Por outro lado, os consumos nesta situação também não são simpáticos. Mas o C-Max é proposta para quem tem de dar as voltinhas casa-escola- trabalho-recados- supemercado-escola-casa e, neste caso, é, posso dizer sem medo, a solução.

Visualmente é equilibrado, principalmente nesta cor preta com aquele friso cromado que se destaca e lhe confere uma linha de cintura lateral ascendente e de grande dinâmica. O carro está francamente bem conseguido, com uma frente que faz bem a ponte com a restante gama e uma traseira que lhe confere alguma imponência, até superior à gama onde está inserido. Não temos aquele friso automático para evitar toques nas portas presente no Focus, mas o nível de equipamento desta unidade ensaiada satisfaz plenamente qualquer tipo de condutor.

 

O interior

Quem me lê sabe que não sou fã de alguns elementos de design da marca, como a consola central. É uma questão de gosto, mas prefiro desenhos mens angulosos e com menor ruído visual, pois fico sempre com a sensação que a localização dos comandos e a consequente utilização é mais difícil do que se prova na realidade do dia a dia. No caso do C-Max, esses ângulos continuam para o desenho do interior das portas, principalmente as traseiras, mas há quem adore este ar mais modernaço.

Já que estou na secção dos passageiros, quero apontar dois “mimos” que fazem com que este C-Max seja perfeito para os tais 2,3 filhos: nas janelas podemos puxar cortinas anti-sol e nas costas dos bancos podemos baixar duas tampas que podem fazer de mesa. De salientar ainda que há três lugares cujo banco central se baixa com facilidade para dar acesso imediato à bagagem que está mais atrás. Para terminar, outro ponto positivo: a consola central traseira tem ventiladores o que facilita, e muito, escolher a melhor temperatura para os petizes.

À frente destaco o tablier com computador de bordo e um desenho tipicamente Ford, e a tal consola central que não me enche as medidas. Está dividida em três secções: em cima o ecrã com as muitas informações (desde entradas digitais a auxiliares de estacionamento), a parte central que considero confusa com um grande botão circular que controla a maior parte das funções e, mais abaixo, a secção da climatização que nada tem a ver, visualmente, com o que está acima. Mas, lá está, são apenas opções de design. O que conta é se tudo funciona bem e de forma rápida e confortável e, neste caso, a forma realmente toma o lugar da função e exige-me um tempo mais prolongado de aprendizagem. Foi um tema que mencionei no ensaio ao Fiesta e que felizmente não foi replicado no mais recente Focus.

 

Equipamento

Estranho a não presença de um ecrã de 5, 6 ou 7 polegadas a preencher a consola central e com sistema de mapas. Este C-Max aposta numa solução diferente e propõe um nível de equipamento muito interessante para um pai moderno e sofisticado (e conectado). Quem vive numa cidade sabe bem o drama que é estacionar e o sistema de ajuda para encontrar um lugar é fenomenal (assim como os sensores que também fazem parte desta versão ensaiada).

Por cima do espelho central há um lugar de arrumação (para óculos) e uma curiosa iluminação que banha o interior com uma luz avermelhada. Outra lâmpada está colocada na parte debaixo dos espelhos retrovisores, que iluminam o chão que vamos pisar depois de abrir a porta. São mimos que sabem bem e que têm a sua utilidade.

O volante tem comandos para o computador, assim como para telefone e secção áudio, para além do satélite para controlar o cruise control. Só falta mesmo um ecrã central com mapas para ser perfeito.

 

Conclusão

O C-Max é um carro perfeito para transportar diariamente a família, é confortável e muito bem equipado e uma qualidade de construção palpável. Em cidade é equilibrado, vivaço e económico. O mesmo não se passa em viagens mais longas, onde se nota que o peso do conjunto precisa de um motor mais poderoso e presente.

É uma solução muito interessante para uma família urbana que pisca o olho à tecnologia e que pretende, acima de tudo, eficácia por bom preço.

 

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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