O mundo divide-se em três partes:

A: quem tem tablet

B: quem não tem mas vai ter

C: quem não tem e nunca terá

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Pertenço ainda à parte B e tenho algumas razões para isso. A primeira é viver a sorte e o azar de poder ensaiar as novidades que vão surgindo no mercado. Sorte, porque às vezes o equipamento não é tão bom quanto as expectativas, o que se traduz num alívio por não ter gasto dinheiro ao adquiri-lo, azar porque outras vezes supera em muito o que se pensava teoricamente e, confesso, é um drama dizer-lhes adeus aquando a reentrega à marca.

 

Em relação aos tablets, continuo a viver os dramas da escolha.

Serão as 9 ou 10 polegadas os ideais?  Para mim, não. Continuam a ser pesados e a dimensão do ecrã é curta para o que, afinal, prometem.

Serão os híbridos de 11 e 13 já com teclado incorporado os indicados? Sim, já estão mais próximos, porque ao fim e ao cabo, são computadores portáteis com a vantagem do ecrã táctil, mas mais caros que um qualquer laptop.

Serão então os novos mini tablets, com 5, 6, 7 até 8 polegadas?

Quanto a mim, sim e, pelos vistos, para a maior parte dos fabricantes, também.

De todos os que estão bem firmados no mercado, destacam-se o iPad Mini e o Asus Nexus 7. Nenhum é novidade, mas ambos (por esta ou aquela razão), conhecem um êxito extraordinário e sempre fiquei com água na boca em relação ao Nexus, um tablet com especificações técnicas muito interessantes, uma capacidade de armazenamento interno muito boa e todo o know how de uma marca que cedo apostou e se destacou neste mercado dos tablets.

 

Foi por isso que pedi um para, mesmo agora que já não é novidade, dar-me a total noção do que um equipamento tão leve e pequeno consegue no nosso dia a dia (infelizmente, iPad mini ou outro só de amigos).

 

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Nexus 7

 

Dois apontamentos que lhe tiram alguma clientela: não tem câmara traseira e não tem entrada para cartões SD. Em relação à primeira, basta observar alguns utilizadores a fotografarem ou filmarem qualquer motivo com um tablet, para perceberem a minha opinião. Só me faz falta a frontal para o Skype e outros serviços similares.
Em relação ao armazenamento, o Nexus 7 tem 32 gigas. Chega e sobeja. Pode ser útil e rápido para passar ou retirar informação, mas ele há outras formas. E, na verdade, para que é que precisamos de entrada para cartão suplementar se ninguém depois compra um SD com essa capacidade? Ainda por cima, o que não falta são nuvens em que podemos ter contas grátis e que, todas juntas, já garantem uma capacidade deveras interessante. E estamos conversados em relação às duas críticas negativas mais sonantes.

O coração é um processador Nvidia Tegra 3 quadcore, apenas perfeito em termos de velocidade de processamento e multi-operação, que alimenta a versão mais corrente do Android 4.2 JellyBean. Tudo é fluido, rápido, sem engasgos, mesmo quando ligado por wireless a uma rede com os requisitos mínimos.

A resolução é q.b. com 1280×800 e não lhe faltam o giroscópio e acelerómetro. Ver filmes é um prazer, numa viagem de comboio ou avião, umas jogatinas também são coloridas, dinâmicas, rápidas, e, para trabalho (e contando que estamos a falar de um tablet), chega para fazer muita coisa, inclusive alguma edição fotográfica.

 

A bateria, não amovível, é recarregada através da ligação usb e garante 9 horas de visionamento vídeo e mais uns trocos em actividade web intensa.

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O Google Play

A Asus diz que o Nexus 7 foi quase feito de propósito para a loja (e o que lá está dentro) da Google, a Play que tem um número infindável de apps, revistas, tv, vídeos, livros, jogos, etc.

De origem, já vêm instaladas as apps mais em voga, como o Gmail, Chrome, G+  Youtube, por exemplo.

Outros mimos, como o Google Now (memo’s constantes sobre o estado do tempo, trânsito, etc) têm uma nova e mais moderna navegação e a Cloud própria garante ao utilizador o sincronismo automático e, por sua vez, a segurança dos seus dados. 

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A utilização

 

É um prazer este pequeno Nexus 7, bem construído, belíssimo ecrã e uma capa traseira em material aderente que se deixa agarrar bem e é uma mais valia para o conforto de utilização.

Não tenho críticas a apontar-lhe, pois o preço, cerca de 250 euros, é justo (tendo em conta a capacidade interna de 32 gigas). O Nexus 10 espreita, com a mesma receita infalível da qualidade a preço justo, mas acho que este 7 é, talvez, o tablet ideal para consumidores como eu que não o olham como substituto de um portátil, mas que não se importavam nada de ter um para os momentos de lazer puro e duro.

Uma nota muito positiva porque, não sendo novidade, ainda está um degrau acima da nova concorrência.

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Características

o Dimensões: 198.5 x 120 x 10.45mm
o Peso: 340g
o Sistema Operativo: Android 4.2
o Memória: 32GB de memória interna (Sem MicrosSD)
o Dimensão do ecrã: 7”
o Resolução: 1280 x 800 p (216ppi)
o Câmara Frontal: 1.2MP
o Processador Nvidia Tegra 3 a 1.2GHz
o GPU: GeForce de 12-cores
o RAM: 1GB
o Bateria: 4325mAh

 

Camila Hoffman

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