Insectos cibernéticos, onde já ouvimos falar disto ou, pior, onde já vimos isto? Em livros e filmes e até séries televisivas!


Se sempre pensámos que uma libelinha é tal e qual um helicóptero, estavamos bem perto da verdade. O novo presente está a apostar em pequenos robots voadores que assumem a forma de um pequeno insecto daqueles esvoaçantes.

Os ditos estão a ser desenvolvidosa em vários laboratórios por esse mundo fora. Trata-se até de uma corrida desenfreada para conseguir o mais pequeno, melhor e com maior autonomia.

Mas para que servem?

Ora aqui é que está o segredo: ao contrário daqueles que nos picam, chateiam e metem nojo, os insectos cibernéticos vão ter inúmeros propósitos que vão desde a vigilância de ruas e bairros (olha o terrorismo a impôr mais uma mudança de paradigma), ao poder perceber que um objecto é realmente uma bomba e fazê-la explodir de forma controlada, até ao controlo de matas e florestas afim de procurar pessoas desaparecidas ou avisar sobre focos de incêndio, enfim, todo um novo mundo de controlo ambiental e outros.

Mas a que se deve, de repente, esta febre sobre o fabrico de insectos que, afinal, são máquinas super avançadas? É que até agora, o sistema electrónico que era incluido no seu “corpo” pesava cerca de 1,3 gramas, pois tudo funcionava através de impulsos eléctricos e de eléctrodos e de toda uma panóplia técnica.

Os novos modelos usam a optogenética, ou seja, e se compreendi, uma modificação genética que faz com que o “organismo”responda à luz, o que possibilita a miniaturização do sistema electrónico.

Com este avanço, 0s engenheiros do Draper em parceria com as inteligências que trabalham no the Howard Hughes Medical Institute começaram a trabalhar no DragonflEye, o novo “insecto” que está equipado com uma mochila que armazena energia através de minúsculos paineis solares o que lhe permite mais autonomia de vôo.

Sendo assim, também pode receber e enviar dados para uma central de comando e, atenção, imagens em vídeo (câmaras de alta velocidade estão montadas no corpo) o que, mais tarde, vai ajudar a criar um algoritmo que possibilite um vôo totalmente autónomo.

Não é extraordinário? Bzzzzz bzzzzzz!

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

View all posts

Add comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *