Entre os meus 10 e 15 anos, ou assim, acompanhei uma grande amizade entre os meus pais e um casal alemão, a Frau Helena e o Herr Henri. Adorava-os e eu fui um protegido deles, já que a guerra lhes tinha tirado a possibilidade de terem filhos. Portanto, todos os anos o Herr Henri trazia-me uma prenda desse país das Autobahn e muito mais avançado que o nosso. Nesses mesmo 70, um dos presentes foi uma calculadora enorme e pesada, com apenas uma linha de fostafo cor de laranja… ou vermelho. Tinha de se ligar à corrente por cabo e transformador e tudo vinha bem acondicionado em capas de cabedal que, à altura eram normais, hoje acessórios caros.

Essa calculadora fez-me importante lá na rua. E durante alguns anos. Como segui humanísticas, essa foi a minha única calculadora até surgirem os telemóveis.
Ao que parece, lá no Japão também deviam andar uns Ogata todos contentes com as suas Casio.

 

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comunicado de imprensa:

Lisboa, 18 de março de 2013 – O mês de março de 1973 constitui um marco na história da eletrónica de consumo: foi há exatamente 40 anos que a Casio lançou a primeira calculadora do mundo suficientemente pequena e acessível para poder ser usada por qualquer pessoa – a Casio Mini.

Com um preço incrivelmente baixo para a época (equivalente a cerca de €80), a Casio Mini foi uma revolução. Até essa altura, as calculadoras eletrónicas mais acessíveis custavam cerca de €500, pesavam vários quilos e eram apenas usadas por contabilistas ou cientistas.

Resultado: apenas dez meses depois do seu, lançamento tinham sido vendidos um milhão de unidades de Casio Mini. Desde então, a Casio tornou-se líder mundial no mercado de calculadoras, com modelos para todos os mercados, desde as mais básicas até aos mais sofisticados modelos programáveis e com ecrãs a cores de alta resolução.

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Do relé para a calculadora gráfica

A história da Casio e da calculadora eletrónica começou com o desenvolvimento da primeira calculadora de relé compacta e totalmente eletrónica em 1957, a Casio 14-A. O que tornava esta calculadora única era a utilização de relés eletrónicos em vez das engrenagens mecânicas usadas até essa altura. Em 1965, era lançado o modelo 001 – a primeira calculadora eletrónica do mundo com função de memória.

Seguiram-se mais dois marcos importantes: a Casio Mini em 1973 (a primeira calculadora portátil acessível ao grande público) e, em 1985, a primeira calculadora técnica e científica do mundo. Pela primeira vez, uma calculadora tinha um ecrã que mostrava gráficos e formas geométricas e não apenas números.

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A calculadora como ferramenta de ensino

Pouco a pouco, as calculadoras começaram a ser usadas nas escolas. Pais e professores começaram por se mostrar céticos, receando que os estudantes se esquecessem de saber como fazer cálculos “de cabeça”. Mas estas reservas iniciais foram rapidamente afastadas e as calculadoras escolares são hoje consideradas como ferramentas de aprendizagem nas aulas de matemática.

As calculadoras gráficas são cada vez mais usadas e as vantagens são evidentes: os estudantes conseguem mais facilmente entender conceitos matemáticos quando os vêm representados graficamente e é mais fácil trabalhar na sala de aula com exemplos práticos. A calculadora gráfica realiza as tarefas de rotina deixando aos alunos mais tempo para a aprendizagem e a descoberta.

Uma revolução que começou há 40 anos com uma pequena calculadora chamada Casio Mini.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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