Poucos sistemas Wifi, mesmo MESH, conseguem passar o teste da “casa da mamã” que tem um corredor longo. Será que o TPLINK DECO E4 conseguiu superar o teste?

Ir à casa da mamã pressupõe estar com os progenitores, mimá-los, passar tempo, ficar à mesa após as refeições, e todas essas obrigações e prazeres familiares.

Mas no meu caso, ir à casa da mamã também tem outro papel que é o de fazer análises a tudo o que esteja relacionado com força do sinal de internet, se é que posso dizer assim.

A casa da mamã

Vou explicar: tem um corredor longo, muito longo, com pouco menos de 30 metros. As paredes são grossíssimas, construídas no final dos anos 50. Ou seja, particularidades que são o grande exame, até mesmo o final, posso dizer, para qualquer tipo de equipamentos que têm como propósito levar sinal de internet de A a B.

Até agora, posso esclarecer, que só consegui sinal WiFi da sala ao último quarto com o Google WiFi e por pouco, ou então com o Gigagate da devolo, mas que me obrigou a configurações complicadas e que levaram o seu tempo.

Num destes dias, a TP-Link entregou-me o seu kit Mesh Deco E4 com três unidades, um número ideal para a casa da mamã. Vamos ver como se safou?

De discos a tubos

O design das unidades Deco E4 tem a forma de cilindros, ao invés dos discos da geração anterior que pareciam pequenos OVNIs.

São muito leves e podem arrumar-se num qualquer canto e a instalação é rápida e simples.

Basta ligar, com cabo LAN, a primeira unidade ao router, abrir a app no smartphone, seguir os passos e esperar que a luz verde fique acesa no primeiro Deco.

Depois de escolhermos um nome e password para a nossa nova rede Wifi, basta continuar a seguir os passos e ir ligando os restantes módulos Deco, explicando em que local da casa está cada um, por exemplo, sala, quarto e escritório.

Quando tudo está ligado, temos acesso, através da App, a vários controlos, como a segurança da rede e a criação de um perfil para a criançada bastante completo com temporizador, proibição de acesso a sites específicos, etc.

Podemos criar um acesso para convidados e depois, no final de cada mês, vermos o relatório de tudo o que se passou e por onde se surfou.

Extras como IFTTT e ALexa

Ok, tudo instalado e configurado. Mas então ver se o sistema é mesmo bom e chega lá ao último quarto.

Antes de mais, quero salientar que a marca diz que podemos ligar até 100 equipamentos, que deixamos de ter zonas sem sinal wifi pela casa, tipo no quarto de banho que, pelos vistos, funciona como grande teste em muitas habitações, e que garante bons resultados até 260m2.

Ah, para os mais conhecedores, é compatível com IFTTT e a assistente Alexa.

Este sistema Mesh, que significa que todos os equipamentos ligados à rede sabem que estão nessa única rede o que facilita a sua conexão e a escolha automática da unidade que tenha melhor sinal quando dela estamos mais próximos.

Cada unidade combina três serviços: um ponto de acesso, um repetidor e um router. Cada um tem também duas portas gigalan para a ligação por cabo e, naturalmente, a ligação à corrente eléctrica. Quando funcionam, têm um led iluminado no logo que nos garante que está tudo ok.

Vamos aos testes?

Bom, já vos falei do longo corredor e da grossura das paredes, portanto, há que fazer dois testes.

Por cabo

O primeiro é conectar as unidades através dos cabos ethernet. Ora isto tem alguns inconvenientes físicos, pois teremos sempre cabos por todo o lado.

Por outro lado, o sinal é garantido e estável, mesmo que tenha o limite de 100 mbps o que, nos tempos modernos em que muita gente está ligada ao mesmo tempo, o que nos obriga a especificar que equipamento terá supremacia sobre os outros numa certa zona da casa, por exemplo, o computador no escritório, a consola no quarto dos miúdos, etc.

E se na casa da mamã 100 mbps são suficientes para o que ela faz, mais propriamente os convidados que lá vão, inclusive o filho, para a nossa vida digital brutalmente conectada o limite pode ser um problema.

Por Wifi

Tentei então a ligação por wifi, sem cabos, sabendo de antemão que poderia ter um resultado negativo no último dos quartos.

Ora bem, se formos ligar cada E4 dentro das divisões, no meu caso Sala (ao lado do router), quarto 2 e finalmente o quarto 4, sim, há uma divisão que é o escritório pelo meio, o sinal que chega ao final da casa é quase nulo.

Um tracinho, por vezes dois. Chega para ver os emails no smartphone e olhar as últimas paródias do facebook, mas para um episódio por streaming já é curto.

Mas, porque há sempre um mas, se ligar os E4 ao longo do corredor, e esse malfadado faz todas as divisões da casa, o sinal que chega ao último quarto melhora para entre dois a três tracinhos.

Com pouca gente ligada, chega lá!

Sem mais ninguém conectado em casa, dá para ver um episódio da netflix com alguns engasganços.

O que, pelo preço a que a TP-Link propõe este kit com 3 unidades, posso dar como dinheiro muito bem empregue, principalmente se o comparar com o investimento no Google Wifi.

Portanto, a coisa funciona mesmo não sendo perfeita. E posso sempre comprar mais unidades E4 para reforçar o sinal da rede doméstica.

Mas atenção, o máximo de velocidade de transmissão é 1200 mbps e existem soluções no mercado que dobram esse valor, embora por um acréscimo de preço.

De salientar que a segunda porta ethernet em cada Deco pode ser usada para ligar um equipamento que não tenha ligação wireless. E deixo-vos aqui uma espécie de passatempo: que tipo de equipamentos podemos usar nesta configuração?

Concluindo, o sistema passou no teste da casa da mamã, o teste quase científico mais exigente do mercado lisboeta.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

View all posts

Add comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *