Ver o som. Exactamente, observá-lo, olhá-lo. E depois sentir. Só no fim, ouvi-lo.
ENSAIO AO
BOSE VIDEOWAVE ENTERTAINMENT SYSTEM
Ver o som.
Exactamente, observá-lo, olhá-lo.
E depois sentir.
Só no fim, ouvi-lo.
Este é o resultado da experiência sensorial que me foi oferecida nas instalações da BOSE em Lisboa com o intuito de ver e ouvir in loco o afamado, premiado, badalado e desejado VIDEOWAVE Entertainment System (VWE).
Fui convidado a sentar-me numa pequena plateia com uma parede/painel defronte. Nela estava, centradíssimo, um monitor LCD HD bem mais profundo que os cânones actuais. Um pouco afastadas lateralmente, duas colunas de pequena dimensão tapadas com panos escuros e por baixo um sub-woofer não muito grande, também tapado para reforçar o efeito (na conversa fiquei a saber que é assim que a Bose faz as suas apresentações há bastante tempo devido a um caso bem engraçado).
O dimmer baixa a luz ambiente e a apresentação AV começa.
Segue-se um festim! O som é límpido, multi canal, forte, claro e dinâmico. Os graves enchem-nos o peito, devido à preciosa ajuda do sub-woofer (SW), esse rectângulo pesado que fica mal em qualquer sala mas que infelizmente é necessário.
Num repente, retiram os panos das colunas esquerda e direita. Desculpem, alguém retira tudo, pano e colunas. O som mantem-se igual. O SW também é retirado deste enquadramento ao mesmo tempo que os graves são ainda mais poderosos. Desculpem mais uma vez, nem colunas eram, apenas panos numa estrutura metálica a imitar as colunas da marca…
E a explicação é dada: afinal, a tal profundidade excessiva deste monitor Bose tem uma razão “simples”… é dentro dele que está montada toda esta fonte sonora que, confesso aqui e agora, envergonha muitos sistemas 5.1 e 7.1 que tenho ouvido por casas de amigos, do menos oneroso à loucura que é o preço de um jipe.
Confesso que fiquei assim a modos que atordoado. Os ouvidos transmitiam mensagens ao cérebro que os olhos não entendiam. Como podia um tal som, tanta riqueza de pormenores, com bordões bem “físicos”, estar naquela caixa que também é o monitor?
Para ser muito franco, não estava à espera deste “estalo”, pois tive umas Bose LifeStyle 2.1 lá pelos 90 e sabia que as pequenitas caixas eram capazes de milagres, mas pouco versáteis em termos de utilização. Bastou mudá-las de uma sala quadrada para uma rectangular, para vendê-las a um amigo que ainda as tem na sua sala… quadrada.
Num repente, vejo este som, aliás, oiço esta imagem… vocês entendem, através de um sistema audiovisual norte-americano que foi pensado para nos acompanhar ao longo dos anos (já lá vamos) sem perturbar o nosso cantinho com colunas, cabos, enquadramentos, distanciamento, etc.
Basta somente este fantástico Lcd HD com 46” mais a base onde tudo se liga e que está preparada para o que vem aí. Como mencionei no “já lá vamos”, a marca crê que todos os sistemas de reprodução AV actuais têm os dias contados e daí ter optado pela NÃO inclusão de qualquer leitor óptico na base que faz lembrar uma PS3 original. É verdade, nem CD, nem DVD, nem BR. Apenas ligações, bastantes, para todos os acessórios que temos e que vamos ter. É até uma solução lógica, se pensarmos que quem pode e vai comprar este VWE já terá tudo e mais alguma coisa e deseja apenas um Centro Digital onde possa ligar tudo.
Voltando ao som e à sua tecnologia: como é que se consegue um resultado destes sem a utilização de cinco colunas mais o SW? A marca explica que tudo se consegue devido a um sistema proprietário de processamento digital de sinal que, atenção, usa a reflexão das paredes laterais da nossa sala e, através (e aqui sim, está a diferença) de sofisticados algoritmos próprios e de um microfone especial embutido, mede a resposta acústica da sala em diversos pontos configurando automaticamente todo o sistema.
Tudo é compensado, se existem móveis, se as paredes são de betão, se há portas de vidro ou prateleiras com material reflector, etc.
E se funciona…
Outra característica que realmente torna o VWE numa peça à parte, é o extraordinário comando e todo o menu pensado e criado de propósito para a mais perfeita interacção com o utilizador. Este comando designa-se por Bose Unify e, realmente, unifica tudo num corpo bastante pequeno e totalmente negro.
Para além dos botões tradicionais de operação, tem um controlador central com quatro ângulos e um Enterno meio, mas é na orla deste que tudo se torna diferente. Este quadrado externo é touchable e acessa um menu que se abre em toda a moldura do monitor (como se pode ver na foto). Depois é só navegar por ele e clicar na opção. É viciante!
Voltando à base do sistema, afinal o que liga o monitor/colunas “ao mundo”, convém referir que existem quatro entradas HDMI (uma à frente, as restantes atrás). Quatro! Tem ainda três entradas analógicas para o que der e vier (AV à frente, por componentes e áudio digital óptico e coaxial atrás).
Existe ainda a ligação para o berço do iPhone/iPod, duas entradas USB e uma proprietária que apenas serve para fazer os upgrades exigidos pela marca.
Logicamente que nem tudo é perfeito e o USB não permite a leitura de formatos vídeo, tal como acontece nas boxes dos operadores fibra e cabo, reforçados pelo mesmo problema nos próprios modems routers. E isto porque a Bose também não confia que os formatos digitais actuais sejam os indicados para reprodução neste valioso conjunto. Também não existe qualquer sintonizador TV.
O preço não é para todos os bolsos, infelizmente, mas, para quem prefere ter um sistema audiovisual topo de gama em casa em vez do último modelo germânico na rua porque um italiano ou japonês também anda, não é de todo um sonho inalcansável.
São cerca de 6299€ em que está incluído um serviço completo de entrega e configuração em casa do cliente e, logicamente, assistência imediata se acontecer qualquer problema (que pode ir até à substituição integral do aparelho durante a garantia).
Para quem estiver mesmo muito interessado, é combinar com a ABC na Maia ou em Lisboa e marcar uma audiovisualização no showroom.
Depois deste embate, fui também convidado a apreciar parte da gama multi canal exposta (para além de componentes audio portáteis), agora já com colunas e SW “verdadeiros” e em várias configurações.
Existem uns satélites tão pequeninos que estou desde que cheguei a casa a tentar dizer à cara metade que nem ela vai dar por eles na sala.
O que até é verdade…Cliquem aqui para um video esclarecedor.
Para mais contactos:
Abc@aempress.comou http://bose.abc.pt

Camila Hoffman

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