ENSAIO À
CASIO EXILIM EX-ZR200
A compacta mais rápida de sempre?
O X5 decide!
 
A Casio EXILIM EX-ZR200 (doravante ZR200) é uma compacta de 200 gramas que cabe em qualquer bolso, com uma qualidade de construção notável, comandos manuais bem colocados e uma roda de selecção bem posicionada.
Mas o design é automaticamente posto em segundo plano quando começamos a enumerar a extensa lista de características, algumas improváveis nesta gama de produto e muito menos de preço.
A ZR200 está equipada com um sensor CMOS com 16,1 megapixels, estabilizador de imagem de última geração e um zoom óptico de 12,5x (a que se adiciona o Advanced Zoom 25x mais o Digital Zoom 4x) que permite gravações vídeo em full HD.
Começamos a ficar interessados, não é?
Na frente temos uma ligeira perturberância (com um filete de pele para não escorregar da mão) e o flash, enquanto que o painel traseiro é dominado pelo grande ecrã de 3 polegadas, botões com acção directa (video, foto, reprodução e menu) mais um comando circular com botão central Enter.
Em cima o botão zoom e o disparador, o botão HS, o on/off e a roda de selecção que fará as delícias dos menos amadores.
Em baixo encontra-se a porta para a bateria e cartão memória e a entrada para tripé.
Podemos usar a ZR200 como point and shot, pois o seu programa automático dá conta de todas as situações e com bastante qualidade (e imensa rapidez), mas então para que é que teríamos escolhido um modelo com tantas especificações e controlos manuais?
Hora de ir ao menu, ligeiramente complicado porque extenso, mas perfeitamente controlável com o botão rotativo e Enter central.
São três os sub menus directos e apresentados longitudinalmente. O primeiro, REC, apresenta os parâmetros de gravação como o zoom, focagem, temporizador, nível de estabilização, área de autofocagem, assistente de luz AF,  detecção de face, continuousAF, zoom digital, redução de ruido no microfone, chave L/R, grelha, revisão, ajuda e estado da memória.
Ao centro a QUALITY que nos apresenta os vários parâmetros (foto e vídeo), ponto de focagem, intensidade do flash, filtro de cor (oito), contraste, saturação e nitidez.
Finalmente e na porta direita do menu, surge o SET UP com as várias opções mais secundárias, como o auto ajustamento do ecrã, rotação do mesmo, Eye-Fi, sons, gerenciamento de arquivos, data, hora, idioma, temporizador, Auto power, saída USB, formato de saída vídeo, ligação HDMI, reset e formatação.
Extenso, não? Por isso, o tal automático até dá jeito para algumas situações…
Se pressionarmos a parte superior do botão circular escolhemos quais os elementos que queremos visualizar no ecrã e no extremo oposto entramos no meu mais rápido de escolha do formato e qualidade de gravação, ISO, equilíbrio de brancos, saturação, flash e display. Tudo do automático ao manual. Impecável.
Outro comando que vai ser muito usado é a roda dos modos: Premium Auto, HDR, HDR Art, ASM, Manual, Program Auto, Best Shot, Panorama e redução de tremuras são as “grandezas”. Existe um outro botão físico no topo da câmara denominado High Speed HS que mal se toca, configura a ZR200 para fotografias com mais velocidade de captação.
Velocidade é o desígnio desta Casio. Tudo é ultra rápido. Por exemplo, basta carregar no botão Foto ou Video para ela ficar automaticamente disponível nessa função. A mudança de parâmetros pode ser visualizada pelo ecrã e é quase automática. Depois são os 30 fotogramas por segundo (sim, leram bem), o vídeo vai até 1000 fps (sim, leram bem) embora com os inevitáveis problemas de focagem e qualidade com pouca luz.
Regressemos ao modo automático, tão presente em comandos aqui e ali. Este sistema a que a marca deu o nome de Premium Auto que, através dos sensores, consegue rapidamente programar a EX200 para captar fotos de grande qualidade em vários enquadramentos e situações, velocidades, temperatura de cor, equilibrio de brancos, etc. Confesso que o usei bastas vezes.
Para quem gosta de filmar as férias ou algumas loucuras, a ZR200 fá-lo em full HD (1080/30p) ou 720/60p. Existem mais possibilidades, principalmente na escolha da velocidade de frame rate, mas essas duas serão as preferidas pela grande maioria dos utilizadores. Não se esqueçam é que este modo vídeo permite o auto focus e o zoom in/out o que, convenhamos, é francamente um ponto a favor. E que ponto!
Passando à frente das várias hipóteses de qualidade e tamanho dos ficheiros (da VGA aos 16 megas em 4608×3456), chegamos às originalidades.
O HDR (high dynamic range) apresenta um qualidade notável e, ainda por cima, podemos usar um filtro artístico (até três níveis) com resultados muito engraçados e que se denomina ART. Mas mais útil e  interessante é a possibilidade (bastante engenhosa, saliente-se) de conseguir uma espécie de profundidade de campo (raríssimo nesta gama de câmaras) através deste sistema, ou seja, a Casio grava uma sucessão de imagens acrescentando mais desfocagem (blur) a cada uma, tipo layer, o que depois de juntas “milagrosamente”, consegue-se esse efeito que todos desejamos, o tal “look” mais profissional.
Outra razão para colocarmos esta ZR200 no topo das nossas preferências, é a fantástica focagem para todos os gostos e feitios: Spot, Multi-point, Intellligent, e Subject tracking (fica em inglês pois os termos são já consensuais). Ainda controlamos a macro, super macro (de mais difícil acesso), manual e infinito.
Extraordinária neste campo também, a pequena Casio.
Outra característica que a coloca acima da concorrência são os inúmeros ajustes manuais ou automáticos da exposição e prioridades, valores ISO (80-3200), balanço de brancos (pré-estabelecidos ou forçados) e a estabilizaçãoo de imagem que, juntamente com o sistema anti-shake, ajuda a estabilizar a ZR200 para conseguirmos obter uma sucessão de imagens (já percebemos que isso vai ser uma constante) de qualidade.
Aliás, e tendo também experimentado a EXILIM ZR10, uma escala abaixo em termos de características técnicas, com menos opo vou dizer quais mas se quiserem podem tentar adiinhar)ento, esta ZR200 era uma das top 3. Cada uma com as suas caracterescolhações manuais (mas também com menos peso e menos onerosa), pareceu-me que a diferença era notória neste aspecto, o único que me tinha deixado menos satisfeito na irmã mais nova, magra e leve.
Em jeito de conclusão, posso afirmar que fiquei fã e se tivesse de escolher uma compacta neste preciso momento, esta ZR200 era uma das top 3, cada uma com as suas características, manhas e segredos e de marcas diferentes (não vou enunciar, mas se quiserem podem tentar adivinhar).
As ligações são as necessárias nesta gama: USB, A/V e mini HDMI. Os cartões são SD e há quatro cores disponíveis: preto, branco, azul e fúcsia. Para quem gosta existe um aro dourado na objectiva para a tornar mais apelativa a uma certa casta mais chique mas que também não chateia quem não liga a essas coisas.
Pontos a favor: a qualidade geral, o acesso aos imensos comandos, a rapidez de operação (é extraordinária e demora apenas 0,8 segundos a ficar pronta para disparar), as variadas opções manuais, o Burst, a múltipla focagem e a possibilidade de Zoom e auto focus em vídeo Full HD.
Pontos que poderiam ser melhorados: a recarga da bateria é feita através do cabo USB e este não é standard. A sua irmã ZR10 trazia um adaptador de corrente.
A roda de modo poderia ser revista e ter um toque mais mecanizado e metálico.
O preço é mais uma agradabilíssima surpresa, quase 250€, mais 50 que a sua mana ZR10.
Seguem-se alguns exemplos tirados com a ZR10
Todas as fotos são originais de João Gata sem qualquer tipo de manipulação, totalmente captadas pelas camaras em questão e sem ajustamentos posteriores.

Camila Hoffman

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