O iZotope Spire Studio é um gravador com oito pistas e um desenho invulgar. O problema? Só é compatível com iOS o que, nos dias que correm, é uma má jogada.


Perguntam? Para que se precisa de um gravador de oito pistas como este Spire Studio?

Bom, nos dias que correm em que todos nós somos (ou podemos ser) comunicadores, quer seja através de vídeos nas várias plataformas, diários digitais ou gravação de podcasts, este zingarelho podia ser a resposta técnica para muitas necessidades.

Podia? Porquê, não pode?

Não, não pode, porque a ver pelas especificidades técnicas, a marca que o lança, a iZotope, leva demasiado a sério o “i” que usa como prefixo.

Se calhar até é por ele que limita todo um target que procura um aparelho com estas características.

Mas agora imaginem o que é chegar a casa e encontrar isto na mesa.

SPIRE STUDIO

Ó pai, o que é isto em cima da mesa?

Não toques nisso! É o meu novo brinquedo que me permite gravar áudio de grande qualidade através de dois microfones com entradas profissionais (XLR / TRS)!

Ainda por cima, posso usar a App Spire para ter todo o controlo na mão e fazer as gravações través de simples toques.

É que nem me chateio com os níveis de entrada de sinal, pois são automáticos e tenho entre quatro a seis horas de acção por cada recarregamento da bateria.

Posso ainda aceder a uma pasta de efeitos divertidos como o reverb, delay, etc, entre muitas possibilidades de edição.

E repara, ainda posso editar as oito pistas através do aplicativo ou on-board.

Ó mãe, para que é que isto serve?

Olha, para o teu pai serve para ir gravando as faixas da música que sempre quis fazer e julga que vai ser um número um nos tops.

Para mim é aproveitar o microfone embutido, deixar ligado à corrente, e gravar a lista de compras que o teu pai vai ter de fazer.

SPIRE STUDIO

Concluindo

O Spire Studio é o gravador que qualquer criativo, principalmente se trabalha em música, gostaria de ter na secretária.

Faz lembrar os antigos multi-track, gravadores quase “normais” de cassetes, em que se gravava pista a pista e se utilizava uma técnica denominada ping-pong para se libertar espaço e conseguir gravar mais uma guitarra, por exemplo, e assim por diante.

Parece simples de usar e permite alguma qualidade profissional o que, para quem faz podcasts e “teatro na sala” à moda dos antigos programas radiofónicos, é perfeito.

Bom, perfeito não, pois obriga a ter de comprar um qualquer produto da Apple o que só convence quem quer.

E é pena, porque 300 euros é até um valor simpático.

Está à venda aqui.

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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