Sony MDR-100ABN, o ensaio aos novos phones H.ear On que marcaram uma posição

10 Design
9 Construção
8 Inovação
8 Qualidade
9 Factor X5
8.8

Há qualquer coisa de orgânico nos Sony MDR-100ABN. O design acentua curvas que convidam ao deleite táctil e visual, as cores ousadas e sofisticadas da nova colecção H.ear On, atrevem-se à diferenciação imediata e provocam um olhar de espanto imediato. Assumem o destaque onde quer que se encontrem, em casa, na rua, num transporte público, numa esplanada. Repetem a linguagem física da colecção de 2015 mas acrescem-lhe uma funcionalidade muito útil e que está cada vez mais na moda: som sem fios, portanto, sem limites físicos, sem fronteiras.

Pareço um poeta, não é? Mas acreditem que estes Sony são quase uma musa de sentidos a que apetece ficar para sempre ligado, como se fossemos apenas um ser, lá está, orgânico. Isto deve-se à extraordinária qualidade de construção, ao design que parece ser perfeito para todas as cabeças, ao imenso conforto de utilização que, mesmo após horas, continua a embalar-nos os sentidos.

Não são pequenos nem leves, mas o equilíbrio é a palavra de ordem. As 290 g não se deixam sentir, mas transmitem uma robustez fora do comum. Tudo está bem feito, desde a suavidade da pele que nos protege dos drivers de 40 mm, ao sistema de dobradiça, à bolsa de transporte. Até o cabo (1,5 m ) é da cor dos auscultadores que desta vez me calharam num verde lima que tanto agrada a senhoras quanto a senhores.

A grande diferença dos 100ABN para a anterior “colecção” é o facto de serem wireless. Exactamente, estão desprendidos de cabos e outros obstáculos à nossa total liberdade… desde que não ultrapasse os 10 metros de distância da fonte sonora. Quanto mais passos a partir daí, mais quebras, como se sabe. Para além do emparelhamento por Bluetooth, podemos também encostar o nosso reprodutor para o conseguir através do NFC. Tudo muito prático e instantâneo e menos uma dor de cabeça. A tecnologia actual está tão avançada que nos permite ouvir ficheiros de alta resolução mesmo sem fios, e isto, senhores e senhoras, transforma pequenos momentos no mais puro deleite egoísta (mesmo que possa ser sentido e vivido a dois desde que se compre outro par de 100ABNs). Através de um botão desconecta-mo-nos do ruído do mundo (até agora era através do chá que o conseguíamos) e damos graças aos deuses por terem inventado uma tecnologia tão formidável quanto o cancelamento de ruído que, no caso destes MDR-100ABN, já tem inteligência artificial que analisa constantemente o som ambiente para escolher, de forma automática, o modo de cancelamento de ruído mais eficaz. A Sony anda a par da Bose no avanço desta tecnologia e é difícil apontar uma das marcas como a candeia que ainda vai à frente. Se por um lado busco a perfeição garantida pelos Bose QC35, por outro prefiro a sumida passagem de algum som externo que os Sony ainda deixam passar, pois isso de me alhear completamente do mundo pode ser perigoso e ainda gosto de ter alguma noção do que se passa em meu redor.

Através do NWZ-A15, o Walkman Hi-Res Áudio da Sony que me acompanha há mais de um ano, foi facílimo aceder aos encantos da superior qualidade sonora destes ficheiros mais pesados e muito bem trabalhados. O que impressiona é que o resultado nos chegue sem fios e que, mesmo assim, seja tão dinâmico quanto preenchido. São uns auscultadores para todo o serviço, extraordinários na forma como protegem o cordame mais trabalhado e rítmico de um Michael Nyman, como até parece que dançam com o beat mais artificial e puro dos Kraftwerk. Aliás, dei por mim a ir buscar CDs que ainda não passei para 320Kbs e a ligar os 100ABN com o cabo próprio ao HiFi enquanto a bateria era recarregada (o que acontece ao fim de 20 horas de audição).

Em suma, são quase perfeitos, pois aliam uma qualidade extraordinária ao design e acabamentos superiores. O preço anda de mão dada com os Bose QC35, os grandes e directos adversários. Ambos são um must.

PVP: 320€