O Motorola G6 Plus não engana: é um série G, tem corpo esbelto, um interior cativante e um preço bastante simpático para o que oferece


E, num repente, chega-me um smartphone Motorola G6 Plus à redacção.

Quando num repente percebo que posso ter novamente na mão um Motorola quase que esfrego os olhos para acordar desse “sonho”. Mas sim, é mesmo verdade, aqui está ele.

Tive muitos Motorola ao longo da existência conectada. Aliás, estou até na dúvida se o primeiro “tijolo” foi um Motorola ou um Nokia, ambos com grande peso, ecrã mínimo e antena saliente.

Lembro bem os Startac, uma maravilha da miniaturização. Mas o que elevou mesmo a Motorola ao mundo dos modelos imortais foi o primeiro RAZR.

Esse objecto de intenso desejo teve várias vidas e mudou a imagem da marca para sempre.

De Motorola a Moto, de Moto a Lenovo, de Lenovo novamente e Moto, o que interessa é que me chegou às mãos um digno sucessor dos média gama com excelente relação qualidade/preço a que a marca sempre nos habituou.

Análise ao Motorola G6 Plus, o topo de gama da mítica série G
Um terminal elegante

Então, o que dizer deste novo M6+?

O ecrã tem 5,9” IPS FHD+ (1080 x 2160) com formato alongado 18:9 como agora é “imprescindível”, tem um intenso brilho e cores muito sólidas.

Faz-nos logo esboçar um sorriso.

O corpo é largo mas leve, e a versão que me calhou para análise é de um azul cobalto escuro que lhe fica muito bem, mesmo que se deixe marcar com as nossas impressões digitais e que seja bastante escorregadio.

Análise ao Motorola G6 Plus, o topo de gama da mítica série G
Capa protectora de silicone maleável incluída

A máquina corre bem qualquer tipo de jogo ou aplicação: basta-lhe o processador Snapdragon 630, os 4 GB de RAM, os 64 GB de armazenamento interno e o GPU Adreno 508.

Temos direito a conexão 3,5mm para auscultadores (yeah) ao lado da porta USB-C com carregamento rápido, principalmente através do carregador incluso “turbo-boost”, e a tal capa maleável que, curiosamente, já vem montada.

Análise ao Motorola G6 Plus, o topo de gama da mítica série G
USB-C e 3,5mm

Os três botões do costume estão colocados no lado direito mas o que marca a imagem dos Motorola é a secção traseira circular que alberga as câmaras.

Infelizmente, e para mim, é o único elemento negativo no que concerne ao design, visto ter uma protuberância relativamente alta e que é um chamariz de sujidade.

Análise ao Motorola G6 Plus, o topo de gama da mítica série G
Dupla câmara traseira

As fantásticas câmaras

O que ressalta no Moto G6 Plus são as câmaras montadas. Quem diria que por este preço se obtivesse tanta qualidade?

A dupla câmara principal tem montada um sensor de 12 MP e um secundário com 5 MP.

O que esta combinação garante são fotografias de elevada qualidade e com a característica, em modos de retrato ou grande plano, de conseguir uma profundidade de campo de belo efeito e pouco comum nesta gama de smartphones.

Existem alguns efeitos curiosos que até fazem lembrar a assistência artificial já presente em alguns modelos de topo: a Motorola chama-lhes “Cutout” e o “Spot Color” que em conjunto com o Modo Retrato recortam a nossa figura para podermos trabalhar o fundo, o que até pode ser divertido com as cores e efeitos disponíveis.

A dupla câmara na versão Plus tem uma abertura de f/1.7 e dual pixel autofocus que fazem a diferença para o modelo Motorola G6.

Análise ao Motorola G6 Plus, o topo de gama da mítica série G
Protuberância evidente da secção da câmara

As cores são vibrantes, os recortes muito bem definidos, tudo sempre equilibrado e com tons muito naturais e o HDR faz maravilhas.

O Plus também grava vídeo a 4K/30fps ao invés dos 1080p/60fps do modelo menos potente, mas “perde” a ajuda do estabilizador óptico e do estabilizador digital (sim, o G6 plus tem os dois processamentos o que assinalável).

Menos extraordinária é a unidade montada na parte frontal. Tem 8 MP, flash LED que ajuda a cores mais neutras, mas que também sobre-expõem as áreas mais claras.

Mas os retratos ficam com muita qualidade para selfies de bom efeito… dramático. Vale a pena brincar também com as muitas opções do modo Manual para conseguirmos ainda resultados mais vistosos.

É que nunca nos podemos esquecer que este G6 Plus é um média gama…

Análise ao Motorola G6 Plus, o topo de gama da mítica série G

As aplicações que enchem o olho

Se o sensor biométrico já faz mais do que apenas destravar o smartphone, muito à semelhança do permitido pela Huawei há muitos anos (movimentos com o dedo para a esquerda, direita, cima, baixo para realizar certas funções).

Mas é o reconhecimento facial que brilha! Não por ser muito rápido mas, mais uma vez, por estar presente na gama G.

E a função Moto Key? À semelhança dos Samsung, este Moto G6Plus memoriza por bluetooth (5.0) os equipamentos do utilizador e liga-se automaticamente aos ditos na sua proximidade.

Podemos também programá-lo para ficar desbloqueado em locais que consideramos seguros.

Análise ao Motorola G6 Plus, o topo de gama da mítica série G

Conclusão

Com o Android 8.0 e uma bateria realmente boa para a gama, com 3200mAh, o Motorola G6 plus também tem um modo de ecrã activo que não se desliga enquanto estamos a olhar para ele.

Também nos notifica das novas mensagens e afins, tem alguns truques catitas como agitar para ligar a câmara, passar três dedos no ecrã para tirar um screenshot, entre outros.

Gostei bastante deste G, principalmente da qualidade fotográfica e do desempenho, tendo em conta que falamos de um smartphone de segmento médio.

É um excelente regresso da marca ao nosso país e só me resta desejar boa sorte!

Ganha facilmente o Selo de Ouro Voicebox.

PVP: 299€

VoiceBox - selo prata

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

View all posts

Add comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Analista ao volante do novo Mercedes Classe A

Análises – reviews

Breves

Siga o Xá das 5, um blogue de João Gata