Motorola-Moto-E-2015

Foi lançado um novo Motorola E que promete agitar as águas da entrada (quase média) de gama. Tem características sonantes, mas podia estar melhor equipado em áreas sensíveis para o target a que se destina.

Como estamos cada vez mais conectados e dependentes de uma existência digital/virtual, a excelente notícia que acompanha esta nova geração do Motorola E é a inclusão da velocidade 4G/LTE, algo raro nesta gama de equipamentos e que, só por si, capta a atenção de quem (se) liga mais à internet. Se a isto juntarmos o Lollipop 5.0.2, um ecrã decente, uma bateria que dura mais que a maioria e uma construção que parece sólida, temos um possível best seller na mão.

A Motorola optou por um ecrã de 4,5″ qHD Corning Gorilla Glass 3 com 960×540 pixels e 245 PPI. É suave nas transições, tem qualidade quanto baste para se ler textos, embora (e confesso aqui o meu drama) seja um pouco desconfortável de utilizar para quem vem de ecrãs 5,1 a 6″. O toque poderia ser mais directo, por vezes o ecrã obrigou-me a pressioná-lo com mais força para abrir a aplicação. O coração é um processador quad-core Qualcomm Snapdragon 410 a 1.2 GHz, Adreno 306 com 400 MHz GPU. É até ligeiramente melhor que o que encontramos no modelo acima, o Moto G (II), o que é um dado mais “vistoso” que prático.

O Moto E vem equipado com 1GB de Ram e 8GB de memória que pode ser aumentada através de cartão com até 32GB, suficiente para a maior parte das exigências. Tudo corre bem e depressa, mas não podemos exigir milagres a um base de gama e este smartphone não é indicado para jogos que puxem valentemente pelo sistema, ocasionando algumas pausas no, por exemplo, “Real Racing 3”, geralmente o jogo que utilizo para forçar ao máximo os aparelhos, mas já é perfeito para jogos como o mágico “Badland”. E atenção, este pequenito Moto E, mesmo que não apresentando duas colunas frontais (como os modelos G e X), tem um som muito bom, com a coluna colocada no espaço do auricular. Jogos, como o citado Badland, dependem muito da banda sonora e esta ouve-se em volume e pormenor. Nota máxima, neste campo.

Moto_E_2nd_Gen_2

O Moto E foi buscar algumas características ao desejado Moto X: notificações no ecrã da entrada Moto Display (personalizáveis) e movimentos de pulso (Motorola Quick Capture) para abrir a câmara principal e, depois, rodá-la para a câmara frontal. Tudo muito útil, principalmente para a malta mais nova que usa e abusa das fotografias e das #selfies. Mas um dos pontos menos bons deste Moto E encontra-se precisamente na qualidade das câmaras: 5MP (f /2.2) na principal e uma insuficiente VGA à frente, ficam aquém do que se pretende, mesmo nesta gama de preço. E a ausência de flash ainda limita mais o resultado.

Mas há que espreitar os comandos fotográficos: depois de agitar o pulso, abrimos automaticamente a câmara, mas temos de ser pacientes… a acção demora uns três a cinco segundos. Se optarmos pelos comandos manuais, podemos seleccionar o HDR assim como o ponto de focagem e exposição. Para ajudar à festa, que tal tirar uma foto panorâmica e marcá-la com coordenadas GPS? Sim, é possível.

Quanto ao corpo, o Moto E não é propriamente o mais elegante dos smartphones, sendo até um pouco “rechonchudo”. Mas esta caixa adapta-se tremendamente bem à mão, sendo muito confortável de usar. O facto de ter um ecrã 4,5″ ajuda à operação com o polegar, o que é um factor primordial para muitos utilizadores que preferem este form factor desde o primeiro iPhone.

A bateria de 2390 mAh promete todo um dia de utilização “mista”, o que até é verdade. Numa utilização normal, consegui aguentá-lo quase dois dias (e uma noite).

Motorola-Moto-E-2nd-Gen-Bands

Disponível em preto ou branco, a Motorola pensou numa solução muito prática para dar mais vida ao E e, paralelamente, encontrar a fórmula para esconder as entradas dos cartões SIM e MicroSD. Trata-se das Motorola Bands, um aro colorido que podemos mudar e que tranforma imediatamente um monolito preto (ou branco) com um ar bem jovem e dinâmico. Para quem gosta de super protecção, as Grip Shells são outra proposta. Pessoalmente, fiquei fã do conceito das Bands e até comentei com Juan Carlos de La Vela, DG da Motorola Ibérica, que deveriam estar no pacote de venda.

Motorola-Moto-E-2nd-Gen-Grip-Cover

 

 PVP: 149,99€ (versão livre)

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

View all posts