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Este televisor é todo um upgrade à linha de topo da sul-coreana LG, uma marca que já tem pergaminhos na qualidade dos seus produtos e que se excede anualmente através de propostas muito difíceis de recusar. Este novo UHD 4K LG UF950V é todo um espectáculo de qualidade de imagem com o sistema operativo próprio, denominado WebOS, melhorado nesta versão 2.0. O topo da linha está ainda melhor!

O LG UF950V tem um grande “autocolante” que cativa o olhar: a estreia de um duplo sintonizador digital num TV LG. E qual é a mais valia deste atributo para a vida audiovisual portuguesa? Um redondo ZERO. Continuamos escravos de caixas e caixinhas (as famosas Boxes) que impossibilitam a utilização de quase metade da performance dos novos televisores, desde a citada sintonia de canais até ao temporizador e finalizando nos gravadores digitais. Até existem televisores com disco rígido incorporados, imagine-se. Mas com as boxes das operadoras, não só ficamos sem acesso a essas maravilhas modernas, como temos uma qualidade de imagem inferior ao apregoado e, pasme-se, nenhuma das entradas USB estão activas (ou se estão, funcionam parcialmente). Ou seja, nem posso conectar uma Pen à box para ver na TV o que tenho guardado. Há que mudar esta realidade e quanto mais depressa melhor.

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Voltando ao LG UF950V (e passando por cima de todas essas características), tenho de salientar um primeiro aplauso: o packaging deste monstro de 55” (também existe em 65”) é perfeito com uma caixa de cartão reduzida ao mínimo, mesmo tendo em conta o suporte que é bem grande. Fantástico e deu para guardar a caixa num canto sem provocar queixas de terceiros. Pode parecer coisa pouca, mas garanto-vos que não é.

Depois de montada (o stand requer algum trabalho), ficamos com um imenso painel negro quase sem moldura. É um televisor muito elegante e extremamente fino (8mm no topo), mas que fica massivo devido ao design do stand. Pessoalmente, não aprecio muito esta solução, mas se todos gostássemos de amarelo…

Este painel oferece qualidade UHD com uma resolução de 3840 x 2160, mais que suficiente para as boxes actuais (sou teimoso, não sou?) e para os “canais de alta definição” que pagamos bem caro independentemente dos operadores. Na traseira, encontramos todas as ligações necessárias para uma vida moderna: a tal DVB-T2/C Tuner in, as supostamente fantásticas 2 x DVB-S2 tuner in, e as que funcionam em Portugal: 4 HDMI, 1 Video in, 1 Audio in, 1 Phono in, 1 Digital Óptico in, 3 USB, 1 LAN e uma entrada para cartões PCMCIA. Quem ainda usar o inenarrável SCART, tem possibilidade de conexão mas somente a partir do adaptador que vem incluído no pacote.

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Outra das novidades é o telecomando que da anterior geração para esta, passou a uma única unidade integrando os dois sistemas. Muito bom e com a dimensão perfeita, esta unidade tem ao centro uma roda dentada típica de um Mousse que nos permite alguma navegação com direcções e função Enter central. Mas este Smart Remote é mais especial que os da concorrência, pois aponta-mo-lo para o ecrã através de infra vermelhos como se fosse um apontador daqueles digitais. É mais fácil e muito mais rápido navegar pelos menus e clicar as opções desta forma. Uma pessoa apercebe-se realmente desta inovação quando tem de passar para o TV próprio. E este é o segundo aplauso que dou à LG.

Passo agora para o sistema operativo webOS já na versão 2.0. Se critiquei alguma lentidão no primeiro contacto já no ano passado (ler aqui), o resultado actual é francamente positivo. Tudo está mais rápido, sem travagens a que não é alheio o processador mais potente que a LG escolheu para esta nova geração de TVs UHD. O menu não sofreu alterações de maior e continua simples e fácil de operar, muito embora admita que neste campo, uma ligeira “tremideira” de mão pode abrir o menu que está à esquerda ou direita do que queremos, pois é preciso direcção para “surfar” no meio de tanta opção, legenda, aplicação e canais alternativos. É bem verdade, este sistema casa muito bem com a denominada Smart TV e é muito rápido procurar e ver os canais/portais instalados no serviço, guardando-os depois numa lista pessoal, uma novidade interessante nesta versão 2.0 que nos facilita a interacção com o sistema. Sim, a TV como a conhecemos acabou…

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De dois comandos para um. Esta LG tem só um Smart Remote e que bom que é.

Existem inúmeros ajustes de qualidade áudio e vídeo, tanto no menu “quick settings” com acesso directo às funções mais utilizadas, como no menu de sistema em que até podemos apagar a luz de presença. É também através deste que acedemos às pré-programações de imagem para os determinados géneros de emissão (desporto, cinema, etc.) com possibilidades de pormenor no modo Expert que nos garante total e absoluto controlo de quase a totalidade de parâmetros. E quem compra uma 4K quererá sempre obter a melhor qualidade possível.

A qualidade de imagem é soberba quando a partir daquelas PENs que as marcas gravam para os showrooms e que, por acaso, tenho uma ou duas. São elas que me fazem ver a diferença real, pois não posso contar com os tais canais HD do operador. Pela PEN, sou espectador de cores muito nítidas e brilhantes, um perfeito espectáculo sem qualquer lag (atraso) ou soluço de imagem, mesmo quando o movimento é mais rápido tanto pelo movimento de câmara como pela velocidade do objecto filmado. Contudo, e a ver TV, deparei-me com uma ligeira faixa mais esbranquiçada e horizontal na linha das legendas. Pensei num arrasto ou num glitch digital, mas deu-me para ir à net checar se mais alguém mencionava este pormenor nos riquíssimos fóruns (o que aprendo nos fóruns…). E ainda bem que o fiz: existe realmente esse arrasto que acontece devido ao melhoramento “local dimming” que tem por missão tornar os negros mais densos e puros, só que ao fazê-lo através de colunas que varrem o ecrã por zonas, provoca esse muito ligeiro esbranquiçar da secção em causa, coisa que só vai chatear 1% dos utilizadores. Quando inquiri sobre isto aos convivas que olhavam a LG, todos sem excepção olharam para mim e me questionaram a saúde mental. É, portanto, um não problema.

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Continuando nas capacidades da UF950, temos o sistema ColorPrime para melhoria das cores, True Motion para melhorar a reprodução dos movimentos e, last but not the least, um sistema de som optimizado pelos engenheiros da HarmanKardon que se faz ouvir e marca a diferença para melhor, embora não consiga milagres. Para termos um som fabuloso é sempre necessário apostar mais algumas centenas de euros numa SoundBar.

Concluindo, esta LG UF950V é uma proposta de grande excelência, ainda que o preço seja uma miragem para a maior parte das bolsas portuguesas.

 

3.499 €

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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