LG G3S – Ensaio

8 Design
7 Construção
6 Inovação
7 Qualidade
7 Factor X5
7

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Não sou adepto das versões mini dos topos de gama, pois geralmente reduzem, efectivamente, as características que fazem dos seus big brother os tais topos de gama que meio mundo deseja.  

Então, porque pagar pela imagem e designação para ter menos do que realmente  pretendo? E, ainda por cima, existem cada vez mais modelos bem dignos embora sem tanto glamour.

Quando se reduz um “mito” há que perceber muito bem o seu novo e diferenciado target. Será o mesmo mas com mãos pequenas, ou femininas, ou porque simplesmente não gostam de smartphones enormes, ou serão consumidores menos exigentes mas que gostam de um certo modelo e não querem, ou podem, pagá-lo? É que, neste campo, tenho sempre de apontar o extraordinário trabalho de miniaturização que a Sony fez no seu Xperia Z (primeiro com o Z1 compacto e agora mesmo com o Z3 compacto) como exemplo, se não a seguir, pelo menos a apontar como o certo e que tantos consumidores conquistou exactamente pelo tamanho reduzido mantendo a maior parte das opções técnicas.

Pode o G3S ser uma miniatura tão boa quanto os Xperia ou cai no erro dos modelos Galaxy S5 Mini e até o HTC One Mini 2? 

Porem, outra dúvida assaltou-me quando o peguei pela primeira vez: será que podemos tratar este G3S por “mini”?

Vamos lá pôr as cartas na mesa: lá fora chama-se BEAT o que explica um ecrã de 5” que é quase igual ao do Xperia Z2 que é um smartphone… grande. O S significará “Small”? Mas 5” é quase um Phablet de 6”… Ou a LG pura e simplesmente quer lançar um modelo parecido com o seu topo de gama que se apresente bem menos oneroso e, assim, mais democrático, criando bases e laços com uma mão cheia de consumidores que assim são apresentados a algumas características inovadoras e realmente úteis?

Se for esta a razão, é acertada.

 

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G3S vs G3

 

As diferenças 

Quem já experimentou o LG G3 (ler ensaio aqui), percebeu imediatamente que esse é um super smartphone. Não terá o mesmo factor wow que o anterior G2, pois não é uma revolução mas uma evolução desse que, quanto a mim, foi o melhor terminal de 2013/14, mas é um forte candidato, mais uma vez, a smartphone do ano. E vamos ser francos: fazer uma versão mini ou small deste campeão é… deveras complicado.

Vamos às diferenças?

O ecrã é a mais notória. Em vez do espectacular Quad HD de 5,5″, o G3S convence bem com um ecrã de 5″ de 1.280 x 720 pixels de resolução. 

O processador também recuou para um Qualcom Snapdragon 400 que corre a 1,2GHz com apenas 1GB de RAM, muito diferente do modelo normal e até do Xperia compacto. 

Pouca é também a memória interna, com apenas 8GB se bem que aumentada com cartões com até 64GB. É suficiente para a maior parte dos utilizadores, mas está na linha de muitos concorrentes bem menos onerosos e longe dos 128 possíveis no G3 e nos 256 em alguns modelos de topo.

Por outro lado, tem tudo o que é preciso para nos ligarmos ao mundo: bluetooth 4.0, NFC, USB 2.0, e wi-fi b/g/n. A bateria serve bem este G3S, com uns muito bons 2,540mAh

 

O design 

De frente é uma cópia chapada do G3, embora mais pequeno. A traseira também é arredondada e mantém os poucos comandos físicos centrados no topo.

Embora sendo menos delgado que o irmão, oferece o mesmo conforto de utilização, embora o tacto seja um pouco escorregadio nesta capa que me calhou. O peso de 134g não é tão leve quanto possa parecer e é menos estreito que o G3. 

 

As câmaras

As câmaras também são menos potentes, mas a LG manteve essa mais valia da focagem por laser que, realmente, funciona muito bem e é extremamente rápida.

A principal tem agora apenas 8MP, mas o pior acontece na frontal, que desceu para uns muito “antigos” 1,3MP. Assim, as #selfies e #groufies já não são um ponto de destaque como no G3. Perdeu também o super estabilizador óptico de imagem, que tão bom resultado permite no modelo original. No entanto, manteve o automatismo do obturador através de abrir e fechar a mão, perfeito para selfies sem a extensão do braço. A qualidade das fotos com a câmara principal satisfaz e bem.

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Características

É o sector que menos diferenças tem para o G3. A LG manteve o UI e quase todas as suas características. Podemos contar com Quick Memo +, muito útil e que nos permite escrever ou desenhar notas de forma rápida e facilitada, o fantástico Quick Remote também se mantém, transformando este G3S num comando universal e que é das características que mais prezo desde o G2.

Temos acesso ao QSlide (abrir tarefas ou aplicações em cima da página que estamos a utilizar, com a vantagem de podermos escolher até quatro apps simultâneas), e o já famoso Knock Code que nos permite criar um código secreto por toques no ecrã e o Knock On que vicia e deixa saudades.

 

Conclusão

Percebo que a LG queira colocar um G3 nas mãos de todos os consumidores mais exigentes, mas o G3S está longe de ser um flashgip. Apresenta-se com o mesmo design, qualidade de construção, colocação dos comandos e o mesmo interface de utilização, com algumas aplicações muito interessantes e inovadoras. Mas, algumas delas, como a focagem por laser, não tiram partido da sua própria tecnologia quando as câmaras são medianas.

Pelo mesmo preço, existem algumas opções e, bem procurado, modelos com melhores processadores e mais memória. Mas falta-lhes o Quick Remote (sou mesmo fã), um belo ecrã e a bateria que nunca mais acaba.

É uma questão de opções. O LG G3S é um belo smartphone com dimensões grandes e pode servir as necessidades da maior parte dos consumidores. Mas tratá-lo por “mini” ou “small” é, fisicamente, incorrecto. Embora o seja na configuração técnica.

Quanto à tal comparação com o Xperia Z1 ou Z3 Compact… não tem hipótese, enquadrando-se bem mais próximo dos minis da Samo e da HTC.

Mas o preço, principalmente se for “ajudado” pelos operadores, é atraente.

PVP: 399 euros (livre)

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