Huawei MediaPad M3, o ensaio ao adversário do iPad Mini 4

9 Design
9 Construção
8 Inovação
9 Qualidade
8 Factor X5
8.6

Ainda está fresco no mercado (internacional) e é já apontado como o grande adversário do iPad Mini 4, o que automaticamente nos faz prestar mais atenção. Contudo, tal introdução não é necessária, pois o Huawei MediaPad M3 é um super tablet, muito bem construído e com aquele look premium que nos cativa imediatamente.

É um tablet poderoso e de construção sólida num corpo de alumínio e frente em vidro que continua para aquela faixa branca que vai buscar o design do Huawei P9, esse mega sucesso de vendas. Aliás, todo o design relembra os topo de gama da marca, um resultado que mistura um pouco de Mate S com o já citado P9. O ecrã supera as 8″ (8,4″) num cinematográfico formato 16×9 para podermos ver Netflixes à vontade, o que fiz variadíssimas vezes. Existe outra razão para se “perder” horas audiovisuais: a qualidade de som! Debitada pelas duas colunas da Harman Kardon, são qualquer coisa de especial, com uma pujança muito acima da média e cujo som marca presença devido à grande dinâmica e ao exemplar tratamento das frequências tendo em conta o tamanho dos altifalantes. É perfeito para embalar as belas imagens debitadas pelo ecrã IPS FHD com 2560 x 1600 pixels (359 ppi) cheias de cor e brilho com texturas bem definidas em todas as condições e com facilidade de leitura sob luz solar. Mas atenção: não abusem do volume máximo, pois aí, tudo perde fôlego e fica um tanto ou quanto estridente.

E a máquina? Bom, para ser alcunhada como “iPad killer” só pode ter pujança: olhando para as características técnicas encontramos o processador próprio HiSilicon Kirin 950, GPU Mali-T880 MP4 e uns belos 4GB de RAM, o que nos faz soltar um “wow”, pois garante uma operação muito rápida e fluída. Tudo corre às mil maravilhas e a mil à hora, permitindo uma eficácia a toda a prova apenas manchada pelo já ultrapassado sistema operativo que ainda é o Android 6.0 Marshmallow com o EMUI na versão 4.1. Espera-se que a marca faça a actualização brevemente pois esta máquina merece estar no ponto ideal, e quem já trabalhou com os mais recentes Huawei equipados com Nougat 7.0 e EMUI 5.0, não quer outra coisa e sabe que toda essa dinâmica servirá o M3 na perfeição. Em Portugal só podemos contar com a versão WiFi de 32GB, mas noutros mercados temos opções. O cartão microSD garante até 256GB de armazenamento o que é mais que suficiente para o que se faz num tablet.

 

Temos direito a um mimo na forma de um sensor de impressões digitais cujo botão é o único físico que está colocado no painel frontal. A Huawei tem o melhor sistema do mercado, rapidíssimo e, acima de tudo, que permite algo mais que apenas o desbloquear do sistema. É uma boa adicção e uma das curiosidades deste tablet que tem um importante papel a desempenhar: nada menos nada mais que iniciar a aventura no mercado norte-americano e combater ombro a ombro o omnipresente iPad mini.

As câmaras, já se sabe, são o parente pobre dos tablets (o que considero normal), mas a Huawei, que começa a ter grandes pergaminhos também neste contexto, escolheu equipar o M3 com duas objectivas idênticas de 8MP à frente e atrás para o que der e vier. A aplicação é também mais complexa, abrindo algumas possibilidades técnicas e até criativas, com o modos Pro Photo, Beauty, Video, Pro Video, HDR, Panorama e Time-Lapse, por exemplo. Também presente nos smartphones, o modo Document Scan faz exactamente o que promete: endireita as fotografias que tiramos a documentos vários para que possamos usá-los numa apresentação. Vale bem a pena experimentar.

Um outro ponto que quero destacar é a bateria. Os 5,100 mAh garantiram-me uma noitada de Netflix devido a uma insónia e que se traduziu numa jornada de cinco episódios do Dr. House (sim, na tentativa de adormecer, só queria deixar-me embalar por uma série de que conheço de cor todos os episódios e deste modo evitar o entusiasmo que um novo plot me transmite). Ponto também positivo é o recarregamento rápido desenvolvido pela marca e que funciona bastante bem, chegando aos 100% em cerca de duas horas e meia.

Sem ter um Mini 4 na mão (a Apple mantém a sua postura portuguesa em não abrir canais de informação com os bloguers ou jornalistas tech, salvo uma ou outra rara excepção), é-me impossível comparar os dois tablets e concluir qual deles será o melhor. Mas uma coisa posso afirmar: este Huawei é bem capaz de ser o melhor 8″ da actualidade e, quanto a mim, vai permanecer no top durante algum tempo, pois as marcas já não investem tanto neste segmento de mercado que continua a ver a sua popularidade decrescer a cada trimestre que passa. É poderoso, rápido, tem um excelente ecrã com som a condizer, até as câmaras são bem melhores que o que costumamos encontrar neste tipo de equipamentos. Está muito bem construído, o que tem o seu peso (319 g) no final do dia, e até está equipado com um sensor de impressões digitais. Existe um ou outro pormenor que deveria ser melhorado, como o click dos botões de volume e on/off, demasiado sensíveis, e a ligação USB-C deveria ter sido a escolha, visto que não mudamos de Tablet tão depressa quanto um Smartphone. O Android 7.0 Nougat com o EMUI 5.0 que encontramos no Mate 9 (em ensaio) será o sistema ideal para esta máquina que brilhará ainda mais fortemente. A ver vamos se a Huawei tem esse plano para muito breve. O preço, se bem que paralelo com a concorrência directa, é um pouco alto, o que poderá afastar uma importante fatia de interessados. Mas temos máquina para o “ataque” aos EUA.

PVP: 349€