Há parasitas que são pintores abstratos. Marcus DeSieno explica.

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Folheando a Wired, deparei-me com este curioso trabalho do fotógrafo Marcus DeSieno. Intitulou a sua mais recente série de “Cosmos” e com toda a justiça! Afinal, são imagens de bactérias que “vivem” nos assentos das sanitas e nos, atenção, ecrãs dos iPhones (logicamente que os restantes smartphones também convivem com a bicharada, mas nos EUA a percentagem desta marca é avassaladora e daí a explicação), entre os mais diversos locais!

O senhor tem uma fobia em relação aos germes e nada melhor que confrontá-los à lupa. Mas o resultado é fascinante, certo?

As cores são maravilhosas e estas fotografias tornam-se, para quem não sabe do que se trata, numa porta aberta para a arte abstrata. E como se consegue? Deixa-se a película junto a parasitas e sujidade, como pratos com restos de comida e tantos etc. Promove-se assim o crescimento das colónias e, passado uns dias, as bactérias começam a “comer” a própria película, rasgando e alterando as camadas que a constituem. Depois é colocar num scanner de excelente qualidade.

As impressões estão à venda, como não poderia deixar de ser.

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