A World Photography Organisation distinguiu o fotógrafo português Edgar Martins com o título de melhor fotógrafo de natureza morta do mundo, atribuindo-lhe o primeiro lugar pela sua série intitulada “Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e outros Interlúdios”, nos Sony World Photography Awards 2018.

comunicado de imprensa:

Com produção da World Photography Organisation, os Sony World Photography Awards são o concurso de fotografia mais diversificado do mundo.A 11.ª edição teve a participação recorde de 320 000 inscrições de fotógrafos de mais de 200 países e territórios, apresentando algumas das melhores fotografias contemporâneas do mundo captadas durante o ano passado.

Edgar Martins alcança uma dupla vitória nos Sony World Photography Awards 2018

Eduardo Martins nasceu em Évora, cresceu em Macau e reside agora no Reino Unido. Em declarações sobre a sua dupla vitória, Martins afirmou: “Este prémio é um reconhecimento de uma forma de trabalhar cada vez mais contrária à prática fotográfica contemporânea. Mais importante ainda, é também um reconhecimento da importância da discussão e reflexão sobre as tensões e as contradições inerentes à representação da morte violenta, bem como do papel profundamente paradoxal mas fundamental da fotografia na sua perceção e inteligibilidade.”

Descrevendo a sua série vencedora, Eduardo acrescentou: “A série Silóquios e Solilóquios foi produzida no Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), em Portugal. Muitas das imagens produzidas no INMLCF retratam provas forenses, como notas de suicídio, cartas e outros objetos utilizados em suicídios e crimes, bem como outros objetos inerentes ao trabalho dos patologistas. As imagens incluídas nesta série representam uma seleção de cartas de suicídio escritas por pessoas que puseram fim à própria vida. O trabalho perscruta a tensão existente entre a revelação e o questionamento da ocultação, entre outros, e as implicações éticas da representação e divulgação de material sensível desta natureza.”

Já a série ” A Impossibilidade Poética de Conter o Infinito”, distinguida na categoria Arquitetura do Concurso Profissional, examina e reavalia a relação da Humanidade com a tecnologia e a indústria, e o seu impacto na nossa consciência social e cultural. Este trabalho foi produzido numa série de espaços, como centrais hidroelétricas (EDP, Portugal), instalações espaciais (Agência Espacial Europeia) e fábricas automóveis (Fábrica da BMW em Munique).

Somando-se a este sucesso, Eduardo Martins ficou também classificado entre os finalistas da categoria Descoberta do Concurso Profissional, com uma seleção de imagens adicional da série “Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e outros Interlúdios”.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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