A Samsung enviou-me a sua coluna portátil DA-F61 (F61) na semana passada e desde então não consigo deixar de transportá-la daqui para ali, de cá de cima lá para baixo, etc.

Por ter passado demasiado tempo da minha (outra) vida com auscultadores, tento evitar a sua utilização ao máximo (e só me dou bem com raros in-ears, um dos quais tenho a sorte de ter). Como não gosto de “vestir” phones e até sou contra a sua utilização enquanto se caminha, ouvir música fora de casa só mesmo quando guio.

Mais eis que a F61 me garante poder transportar um novo “tijolo” para qualquer lado que vá, à semelhança de muitas outras propostas (das quais saliento a extraordinária Bose Sound Link Air mas demasiado dedicada à Apple, aliás, como a grande maioria das propostas qualitativas) com uma bateria que aguenta bem o embate de algumas horas e, acima de tudo, com uma qualidade de som muitíssimo interessante.

Mas antes disso, vamos ao corpo e ligações.

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O design é soberbo, muito simples, que denota uma excelente construção e até um certo olhar sobre os rádios vintage. Muito simples, tem apenas botões no lado direito (se o estivermos a ver de frente) e ligações no painel traseiro bem centradas com a tomada para o carregador e emolduradas pela base de plástico que de destaca do corpo e serve como pé/stand, de longe o elemento menos qualitativo desta coluna. A tampa de plástico traseira esconde a bateria para qualquer eventualidade.

A parte frontal é totalmente dominada pela grelha, neste caso da cor do corpo, em cinza metalizado. Uma capa existe para tapá-la e que se “agarra” através de magnetos.

Pesando 1,4kg, mede 131x225x47mm e falta-lhe apenas uma pega para a transportarmos mais facilmente de um lado para o outro. Mas é fácil de arrumar ou mesmo de encostar a qualquer canto.

Já mencionei que a bateria dura e dura, mas se vos disser que são 10 horas contínuas com uma simples carga, a coisa muda de figura, não é? Aliás, já gastei duas vezes o MP3 (em Bluetooth) e outras tantas o smartphone (em NFC) e só agora começou a piscar uma luz que avisa que precisa de mais “sumo”. Excelente neste campo, mais a mais porque não fui meiguinho e forcei-a mesmo ao máximo para lhe sentir o corpo e os graves.

Mas antes de mudar de assunto, e se lhes disser que a ligação traseira por USB também pode alimentar o nosso smartphone numa altura de necessidade? Mais uma razão para o sucesso, certo?

 

Ligações

Uma das grandes vantagens desta coluna é oferecer wireless via NFC e Bluetooth, mas também tem fichas USB e 3.5mm auxiliar, para se ligar equipamentos mais antigos e que não disponham destas modernices sem fios.
Por exemplo, até pode ser uma valorosa ajudante na reprodução de uma qualquer entrevista ou palestra que tenha sido captada com um gravador de áudio que disponha de uma saída mini jack e que assim seja audível para um maior número de pessoas. Na verdade, esta F61 é muito prática e consegue responder a um elevado número de utilizações. E é outro factor a ter em conta.

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Botões

O lado direito da F61 tem os únicos botões físicos, começando pelo power on/off que emite um tom assim que é pressionado e que nos demonstra imediatamente que estamos perante uma coluna “séria”, depois encontramos três botões com a forma física das suas funções: Bass, Function e Mute.

Na parte frontal e só visíveis quando em acção, temos ícones iluminado: em carga, bass activo, tipo de entrada (carregando consecutivamente no Fuction temos Bluetooth, mini jack ou usb / tv) e a coluna apagada como Mute.

Por último o grande botão de volume que se clica e salta para fora, permitindo rodá-lo volume up/down. Muito vintage também e um toque de classe.

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Emparelhamento

Não é difícil perceber como se liga um equipamento por Bluetooth. Basta carregar mais alguns segundos no botão Fuction para o ícone Bluetooth ficar iluminado e a piscar rapidamente até ser encontrado. Depois basta inserir os quatro algarismos código no equipamento externo que estamos a querer ligar.

Mais fácil é a ligação por NFC, principalmente um smartphone, bastando tocá-lo no logotipo que se encontra solitário do lado esquerdo da F61.

 

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Som

Foi raro escolher o reforço “bass” para dar mais corpo às músicas, pois neste tipo de equipamento prefiro sempre utilizar a minha própria equalização que já está guardada no leitor MP3 ou no smartphone mais pessoal.

Seguindo esta preferência, foi muito fácil deixar-me embalar pela qualidade da F61. Mas há também um truque (felizmente que o smartphone é compatível) que é, para além da norma A2DP, o codec apt-X lossless (a lista dos smartphones compatíveis vai engrossando, mas ainda são os Samsung, HTC e Motorola a estarem na linha da frente). Na verdade foi a primeira vez que fiz a experiência usando equipamento meu e, confesso, há diferenças no tratamento digital e o som fica mais límpido, com mais graves e agudos, enchendo ainda mais uma pequena sala.
Outro dos pontos que demonstra que a Samsung acertou em cheio, é a qualidade e a percepção de todos os sons, principalmente se escolhermos música electrónica, desde os mais presentes aos mais ínfimos. É toda uma aventura ouvir o novo disco dos Depeche Mode com a F61, pois consegue resolver os dramatismos e os extremos das frequências com alguma precisão.

Contudo, a imagem estéreo não é tão extraordinária, o que é normal se olharmos para a caixa que temos a debitar som. De qualquer forma, é uma fantástica surpresa colocar a F61 numa sala e soltar-lhe os watts. Chega a ser surpreendente.

 

Conclusão

O preço não é barato, pois cerca de 280 euros pesam se pensarmos que estamos a comprar uma coluna portátil com algumas limitações (nível de volume, imagem estéreo, etc.).

Mas há que escrevê-lo: não fica atrás de outras propostas similares de marcas de topo ainda mais onerosas e que não oferecem tantas ligações, ou estão somente apontadas ao mundo Apple.

Só por isso, nota máxima para a Samo que sabe que existe muita gente a comprar outros produtos com sabor de outros frutos e que desejam ter o máximo qualitativo como suporte.

Esta F61 é, assim, mais que uma muito boa coluna. É também o sinal que o mercado mudou. A ligação NFC é muito bem vinda e ainda uma originalidade neste tipo de equipamentos, mas que lhe garante uma quantidade acrescida de utilizações, como por exemplo, servir o nosso próprio tablet ou laptop que tenha essa capacidade. E cada vez são mais.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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