Ensaio Philips SensoTouch 3D

 

É o primeiro ensaio que faço para a secção LAR e, curiosamente, começo com um equipamento masculino, o que dadas as probabilidades, é extraordinário.

A Philips entregou-me uma máquina de barbear toda xpto, visualmente muito apelativa, com ecrã digital que nos vai mostrando o tempo útil de vida entre recargas e uma cabeça tripla (típica da marca) 3D, ou seja, que se move em três ângulos e sim, é verdade. Ela move-se para todos os lados, exterior e interior. Muito cool.

Mas antes de inciar a experiência, convém dizer que já tive umas cinco máquinas ao longo da vida, talvez duas Philips, duas Brown e uma que já nem me lembro. Por algum motivo, sempre as abandonei mas, cada vez que surgia uma novidade, lá ia comprar a dita para tentar melhorar o meu aspecto diário.

Confesso que me lembro de alguns motivos que me levaram a regressar à típica máquina manual: uma aquecia demasiado e rebentava-me com a pele, outra gastava as lâminas depressa demais e depois não era fácil encontrar novo set e a última, curiosamente Philips, inovou com creme hidratante que passava para a pele ao mesmo tempo que se fazia a barba o que, confesso, me sujou mais do que me fez a dita.

Sendo assim, já conto com alguns anos sem ver máquina mas esta nova 3D, tal como as outras na altura certa, seduziu-me e como a Philips convidou, vamos lá experimentar! Será que passa o teste mais complicado de todos e que é a linha do pescoço em que a barba finda?

 

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 Design

Antes de mais, aplaudamos o facto de ser design europeu com construção no velho continente, o que nos tempos que correm, é algo importante e, até, ousado. Este modelo é o RQ1285. Não sei muito bem quais as diferenças para os restantes, mas tem a ver com a quantidade de acessórios que vêm no pack e algumas características típicas para alguns mercados. Penso que seja isso.

Esta 1285 vem com um acessório trim, para conseguir fazer aquelas barbas todas muito bem delineadas com desenhos e curvas e tudo (e deve dar para cabelo também), uma protecção de plástico e uma escova de limpeza, para além de uma bolsa onde cabe tudo menos o acessório de oferta.

Corpo preto e prateado com as legendas digitais em tonalidade branca, bem bonito e hightech. Um só botão on/off e outro físico para fazer “disparar” o cortador de patilhas, como sempre lhe chamei.

Cabe na minha mão de forma perfeita e consigo agarrá-la em diversos ângulos, o que mostra ser bem pensada e melhor concretizada, algo que deve ter demorado muitas horas de trabalho e a que poucos utilizadores dão a devida importância.

Limpeza

Simples, muito simples, principalmente se pensarmos nas três cabeças oscilantes. Como é à prova de água, basta abrir as tampas de cada lâmina e jorrar água para cima. Não é o ideal (um dos kits tem um acessório que leva a limpeza – automática – muito a sério), mas é rápido e pode-se lavar ao final de cada barbear.

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Duração

Tirei-a da caixa e lá lhe “meti” 60 minutos de alimentação, ou juice, como dizem os anglófonos. Como não faço a barba todos os dias, já lá vão sete sessões (com vários dias de intervalo) e ainda tenho 28 minutos de bateria. Muito impressionante, pois a primeira ‘sessão’ durou bastante tempo.

 

Métodos e resultados

Esta 3D, como é à prova de água, está também preparada para conseguir um barbear com espuma.

A primeira vez que a utilizei, tipo “factor choque inicial para ver como te aguentas”, foi com quatro dias de barba e a minha, já mesclada de brancos e pretos, dificulta este tipo de experiências. Demorei bastante tempo até conseguir o quase ‘escanhoado’ que uma tripla lâmina me garante. Demorei mais tempo, mas cheguei lá. O problema foi a grande irritação que ocasionou um vermelhão na linha que acaba a barba no pescoço, ao fim e ao cabo, a linha da maçã de Adão.

Não fiquei convencido e também sabia que a minha pele não estava habituada a este tipo de tratamento. Já agora, convém esclarecer que se tem de fazer movimentos circulares para um resultado mais rápido.

Dois dias depois, tentei logo com espuma. Lá aconteceu e não é que a 3D fez a barba com espuma? Maravilha! Mas… desta vez, o efeito ‘escanhoado’ na face não foi imediato, mas pelo menos, a pele sofreu menos e já não ficou irritada.

Dois dias depois, a terceira experiência que foi dentro do duche. Confesso que não vivo os prazeres másculos de fazer a barba aquando o duche. Não sei.. sou um homem muito terra a terra, neste caso, banho a banho, e o que me interessa fazer sob um jacto de água é gastar o menor tempo possível. Se for para relaxe, preparo um banho de imersão (e aí até faço a barba só porque sim).

Mas como o vapor alarga os poros, é num instante enquanto se a faz… três, cinco minutos e já está. Mas a linha maçã de Adão continuou a dificultar a perfeição.

Das últimas vezes fiz a barba em seco o que é a verdadeira função de uma máquina de barbear. Demorei menos tempo, pois já aprendi algumas técnicas. Inclusive, comecei pelo pescoço enquanto as cabeças não estão muito quentes consegui irritar menos a pele. Ou seja, tudo tem uma linha de aprendizagem e o processo para conseguir um perfeito barbear com uma máquina 3D não é diferente.

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Conclusão

De todas as minhas experiências passadas, confesso que parti a medo para esta 3D mas, na verdade, já a sinto como solução, não digo diária (pois não faço a barba tanta vezes) mas de dois em dois dias passou a convidar-me para uma passagem. Talvez porque é novidade aqui em casa ou talvez porque até faz o que promete.

Temos de aprender as suas manias, os ângulos de ataque mais precisos. Mas após uma semana ou duas, em que a vamos testando sob várias condições, depressa chegamos ao que queremos.

Está aprovada!