Huawei Mate 20, X, Porsche RS e Pro, Watch GT e carregamento por indução! Eis toda a nova armada chinesa para conquistar o que falta do mundo.


A Huawei prometeu que tinha um trunfo na manga para o final do ano e que vinha aí um novo topo de gama.

A marca não pode esmorecer, está no top três global, em Portugal foi a primeira em vendas e promete ultrapassar as concorrentes directas muito brevemente em todo o mundo (excepto nos EUA).

E como pretende fazê-lo? Com o lançamento sazonal de novos topos de gama que, realmente, são inovadores em muitos aspectos, acompanhados por uma campanha de neuro-marketing aguerrida.

Afinal, a Huawei conseguiu em poucos anos destacar-se do selo “é uma marca chinesa” para passar a ser conotada com “é uma das marcas” ao lado da Samsung e Apple.

Mate 20 Pro, um super ecrā

Simétrico, desenho de quatro pontos, flowing design, 2K, 6,53 FHD+ RGBW de formato 18:7:9 HDR com 820 nits.

Tem um ratio com ecrã maior devido às margens mais pequenas, um design mais confortável de usar devido às curvatura, com apenas 4mm de espessura.

Também inovador é o sistema dual speaker com colunas integradas que sugerem invisibilidade.

O processador próprio que se chama Kirin

Muitos de nós, analistas de mercado tecnológico, franzimos o sobre-olho quando, há poucos anos, a marca decidiu produzir os próprios processadores.

Seria bem sucedida, conseguiria chegar aos calcanhares dos actuais topos, como da Qualcomm?

Se a Huawei queria dar uma lição, essa pode ter siso a mais importante. Não só chegou aos calcanhares, como anda a mordê-los e, com o novo Kirin 980, poderá dar uma estocada formidável aos seus concorrentes (talvez singular) neste campo.

Apresentado na IFA no início de Setembro, o kirin 980 é o primeiro processador octacore da marca com SOC de 7 nm (nanómetros).

Tem três clusters de núcleos ARM Cortex-A55 e ARM Cortex-A76 que funcionam a velocidades diferentes (clock) subdivididos em dois grupo.

Enfim, existe muito blabla técnico que poderão estudar em locais apropriados.

Mas convém escrever que este chip está ladeado por um processador de desempenho gráfico ARM Mali-G72 que reforça todo um desempenho conjunto e que tem dizimado tabelas comparativas.

É aqui que depois também entra o poder dos 6 ou 8 GB de RAM que, no caso deste novo Mate, é do tipo LPDDR4X.

O coração e a aposta num novo cartão

Se podemos optar por 6 ou 8 GB de memória, RAM, também, e dependendo da saúde económica, podemos escolher o modelo com mais ou menos memória interna:

O Huawei Mate 20 estará disponível nas versões 6/128

O Huawei Mate 20 Pro estará disponível nas versões 6/8 com 128/256/512

Se acham que 256 ou 512 não chegam (tenho um modelo da marca com 128 Gb que nem a meio vai – pois também sei o que devo ou não guardar em memória – ), a Huawei apresenta o Nano Memory Card (NMC) para transformar o nosso smartphone num NAS… ou numa nuvem do tamanho de Lisboa.

Desta forma mata dois coelhos com uma só cajadada, digo eu, mas não é bem assim.

Os novos NMC são mais pequenos que os tradicionais micro SD e vão encaixar-se exactamente na slot do segundo cartão SIM.

Mas agora, antes que as vozes se levantem, questiono: quantos de vocês usam dois SIM no mesmo telefone? Os NMC têm capacidade de até 256 GB.

Sou do tempo das floppys, malta… ainda nem havia disquetes 3,5…

 

A nova câmara fotográfica Leica Tripla Acção

Confessem: o que faz mesmo falta a um smartphone em termos fotográficos e vídeo que melhorem consideravelmente as possibilidades criativas do utilizador?

É que, muito sinceramente, a guerra dos pixel já é “old story” no que concerne às câmaras fotográficas, após uma escalada de números que em nada melhorou a capacidade qualitativa.

Ter 40 MP mas uma abertura com pouca luz de pouco serve. Ao contrário também, muita luz e um sensor mínimo garantem resultados apenas honestos.

Mas eis que essa guerra, uma batalha sem quartel, existe no campo dos smartphones, mas desta feita, com sufixos que só a mais recente tecnologia permite.

A Samsung, Google, Apple, Sony e Huawei continuam nesta luta que é perfeita para nós, consumidores, que a cada ano que passa conseguimos melhorar os nossos fotomatons.

A Huawei renovou por completo o design da sua linha de topo, Mate, mas também fugiu ao que apresentou na gama P20.

Agora temos um quadrado mágico!

Huawei Mate 20

O Quadrado mágico

Imaginem um smartphone, que, vá lá, ainda cabe na palma da mão, e que tem arrumadas num quadrado três objectivas, um flash e uma enormidade de sensores.

Este é o novo e badalado desenho na nova gama Mate e que deverá ser copiado à exaustão nos próximos tempos.

Há diferenças no quadrado mágico do Mate 20 Pro para o Mate 20:

Mate 20 Pro:

1 objectiva com 40 MP e abertura f/1.8 com FusionMind (combinação dos valores de quatro pixeis num único pixel)

1 objectiva telefoto com 20 MP e abertura f/2.4

1 objectiva grande angular com 8 MP (que substitui o sensor monocromático)

Zoom óptico 5x

O que a Huawei garante com toda esta panache é aquilo que sempre faltou os smartphones: a capacidade de fotografar em modo macro REAL.

Ou seja, com a objectiva bem próxima do objecto.

A marca garante que consegue oferecer o modo Ultra-Macro com distância mínima de 250 mm. Opa, dá até para salivar, certo?

Mate 20:

Ver foto

1 objectiva com 40 MP e abertura f/1.8 com FusionMind (combinação dos valores de quatro pixeis num único pixel)

1 objectiva telefoto com 20 MP e abertura f/2.4

1 objectiva grande angular com 8 MP (que substitui o sensor monocromático)

Zoom óptico 5x

Câmara frontal

Uma objectiva de 24 MP com modos Selfie ultra sofisticados e artificialmente elaborados, são mais que suficientes para ficarmos mais jovens, mais dinâmicos e super atraentes.

O Notch, a Gota e a dupla inteligência artificial

Odiado por muitos, indiferente para alguns e nem uma coisa nem outra para os restantes, o Notch veio para ficar nestes e durante alguns anos.

De todas as marcas de topo, só a Samsung e a Sony se esquivam a tão perturbante (Galaxy e XZ) aba horizontal. E, pelo que se diz por aí, têm conquistado adeptos apenas e só por isso.

A Huawei mantém-se fiel ao seu estilo último mas com algumas diferenças.

Se a traseira se difere entre o Mate 20 e a versão Pro pelo sensor biométrico, é na frente que algo realmente muda.

O Mate 20 Pro surpreende com a utilização de um Notch bem largo enquanto que no Mate 20 encontramos outro Notch em formato gota de água, bem menos intrusivo mas sem tanta função.

O maior contem a grande câmara de 20 MP, um sensor de profundidade, um laser de superfície vertical que vai ajudar ao desbloqueamento através da análise facial por laser infra-vermelhos, o que a marca garante, ser muito mais rápido que o actual módulo encontrado no P20.

Estou até perplexo, pois a Huawei fez um extraordinário trabalho neste contexto dando uma lição a todas as concorrentes.

Huawei Mate 20

A bateria tem sido, paralelamente, outro dos grandes empurrões para o sucesso das gama de topo da marca chinesa. Sempre um passo à frente, sempre com mais “sumo”, prometendo ir mais longe ou mesmo chegando a três dias úteis numa utilização moderada.

Pois que para o Mate 20 Pro, a Huawei reforçou esta verdade e apresenta agora uma bateria com 4200mAh o que é, simplesmente, extraordinário.

Carregamento por indução e reversível passam a ser uma realidade a partir de agora. E tudo com super fast speed.

Para a sua extensão temporal, há que levar em conta o DUPLO NPU, ou seja, temos agora dois processadores neurais que se vão ocupar de tudo e mais alguma coisa, desde as características da fotografia a tirar, como na aprendizagem dos nossos hábitos diários, até ao processamento para atenuar automática e drasticamente o gasto energético.

Huawei Mate 20 CPU

Ecrãs, valências e competências

Como dois modelos que são, apresenta-se com duas medidas, o que tem sido mais ou menos tradicional se olharmos para os modelos de cada gama.

O Mate 20 Pro veste-se com um ecrã Simétrico, desenho de quatro pontos, flowing design, 2K, 6,53 FHD+ RGBW de formato 18:7:9 HDR com 820 nits.

Para uns é fantástico, para outros implica acções um pouco menos directas devido a essa curvatura. Mas que dá um ar cool e altamente moderno, dá.

O ecrã do Mate 20 Pro também esconde sob si e na parte de baixo, o sensor biométrico, InScreen ID, tal como tinha sido prometido e muito antecipado.

Outras coisas? Bom, IP68 contra mergulhos e poeiras, um novo SuperCharge 2.0 de 40W e que promete carregar 70% da bateria em apenas meia hora, NFC, Bluetooth 5.0 e Gigabit WLAN com suporte de banda dupla e, last but not the least, Android 9 Pie com o novo EMUI 9.0 instalado.

Gesture Navigation for Full view , perfeito para orientar, maximizar ou diminuir o tamanho do ecrã para diferentes tamanhos de mãos, mais e melhor privacidade, espaço privado, scanner 3D, duplo toque com o dedo no ID frontal no ecrā para efectuar uma compra, tradução automática de texto, contador automático de calorias através de imagens captadas, também através do scanner 3D associado à inteligência artificial, contabilidade com Miracast através do Huawei wireless dongle, a que chamam wireless projection, instant share 3.0 com velocidade até 61 Mbps e multisistema, uma função Single Touch para transferir fotografias para o computador.

O novo Porsche design foi apresentado por Jan Becker, CEO da marca germânica.

Denomina-se Huawei MATE 20 RS vem nas versões preto ou vermelho, traseira em pele acessóriosúnicos e com 8/256 ou 8/512GB de capacidade.

Super modelo para jogos, o enorme Mate 20 X

Quase como surpresa finalzinho o novo Mate 20 X, um portento de ecrã com 7,20″ com Stylus M-Pen e bateria de, atenção, 5000mAh.

Vapor chamber é também o novo super sistema de arrefecimento, 20 vezes mais eficaz que o cobre.

Perfeito para ver filmes e jogar os títulos preferidos. É quase um dia inteiro de reprodução de imagens.

Há também um GamePad totalmente compatível e comandos tipo Nintendo switch.

 

Cores e PVP

O Huawei Mate 20 Pro estará disponível para compra em quatro cores: preto, azul, crepúsculo e uma nova opção verde.

PVP Versão PRO a partir dos 1100€ com venda marcada para final do mês.

 

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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Analista ao volante do novo Mercedes Classe A

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