Dos aviões de dois lugares, que já estão a voar, para os nove lugares que voarão no ano que vem, o flyway eléctrico é uma realidade


A easyJet juntou-se à Wright Electric para anunciar o plano estratégico para o lançamento de um motor eléctrico que alimentará uma aeronave de nove lugares.

Leram bem, os aviões vão passar a competir com os carros neste caminho sem combustíveis fósseis. Tesla, be afraid!

E não pensem que esta é daquelas ideias que só servem para criar impacto e chamar a atenção (e possíveis investidores).

A Wright Electric já tinha apresentado o ano passado uma aeronave de dois lugares.

O novo plano é o desejo de transportar nove passageiros a partir de 2019.

“Olhando para o futuro, os avanços tecnológicos nos voos eléctricos são verdadeiramente entusiasmantes e estão a progredir rapidamente.

Dos aviões de dois lugares, que já estão a voar, para os nove lugares que voarão no ano que vem, o voo eléctrico está a tornar-se uma realidade e agora podemos prever um futuro que não seja exclusivamente dependente de combustível”, afirmou Johan Lundgren, CEO da easyJet.

O protótipo do sistema de propulsão para a aeronave de nove lugares é quatro vezes mais potente que o sistema instalado na aeronave de dois lugares.

“Prevemos que esta aeronave consiga percorrer cerca de 500 quilómetros, o que, dentro do nosso portfólio actual de rotas, significaria que uma rota de Amsterdão até Londres poderia tornar-se o primeiro flyway eléctrico.

E, como é actualmente a segunda rota mais movimentada da Europa, isso poderia, por sua vez, oferecer reduções significativas no ruído e nas emissões de carbono, com múltiplas descolagens e aterragens diárias.

Achamos que a Holanda tem a oportunidade de liderar o caminho se o governo e os aeroportos incentivarem as companhias aéreas a operarem da maneira mais sustentável através de uma estrutura de cobrança diferente e mais vantajosa”, continuou Johan.

“Sabemos que é importante para os nossos clientes que operemos de forma sustentável.

Com a introdução dos A320 neo, já conseguimos proporcionar uma redução de 15% nas emissões de carbono e 50% menos ruído, colocando-nos entre as melhores companhias aéreas da Europa”, concluiu o CEO da easyJet.

Jeffrey Engler, CEO da Wright Electric, revela também o entusiasmo com o próximo ano, adiantando também que “A easyJet tem sido uma parceira fantástica e esperamos ajudar a introduzir a aviação de baixo ruído e baixa emissão de poluentes na Europa.”

Vamos então esperar para ver se isto dá choque ou se fica pelo papel.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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