Leve, moderno, rápido, bom e barato. Não é isso que pretendemos de um smartphone? A Asus está no caminho certo para dominar a gama média

A Asus é automaticamente reconhecida pelos computadores, placas gráficas e todo um mundo de equipamento e acessórios muito apontado pra a malta do gaming.

Mas a marca também tem relevância no segmento dos smartphones tendo vindo, paulatinamente e nos mais recentes anos, a apostar em terminais com boas características, excelentes câmaras e um preço muito equilibrado.

A nova coqueluche, o Asus Zenfone Max Pro M2, é prova disso mesmo. Apostando num processador intermédio, como é o caso do Qualcomm Snapdragon 660, reduz custos sem estragar o comportamento.

Análise Asus ZenFone Max Pro M2 - Xá das 5

O coração

A unidade que veio para análise tem 4GB de RAM e 64 GB de armazeamento interno, mais que suficiente para o utilizador comum que ainda pode aumentar o espaço através de cartão de memória com até, imagine-se, 2 Terabytes. Custa mais o cartão que o smartphone.

O corpo, feito em plástico, é muito leve, principalmente se tivermos em conta que estamos perante um smartphone com um ecrã bastante grande com 6,26” em formato 19:9, ou seja, alto e esguio.

Análise Asus ZenFone Max Pro M2 - Xá das 5

Este ecrã tem um vidro com protecção Corning Gorilla Glass 6 que, diz a marca, é novidade no segmento. Contudo, não vale a pena deixá-lo cair para provar a rigidez. É um conselho de amigo. Mas o que nos importa é a leitura sob a luz do sol português e a qualidade FullHD ajuda-o a passar este teste.

O design frontal é idêntico à maior parte dos lançamentos do último ano: temos o notch que acomoda a câmara frontal e os sensores, enquanto a traseira também mimetiza a moda geral, com uma câmara dupla e um sensor biométrico para impressões digitais que, neste Asus, é muito funcional e bastante rápido.

Análise Asus ZenFone Max Pro M2 - Xá das 5

Se o Zenfone 5 mostrou que a Asus sabe fazer bons smartphones, este Max Pro M2 vem reforçar esta realidade, ao oferecer muito por menos dinheiro.

A Asus optou por não incluir o seu User Interface ZenUI e optou, e a meu ver bem, muito bem, pelo sistema mais puro, simples e menos pesado do próprio Android básico. Isto significa que vem com menos aplicações instaladas de origem o que nos garante alguma felicidade e mais espaço disponível.

Análise Asus ZenFone Max Pro M2 - Xá das 5

Esta opção permite que este Max 2 seja mais rápido em todas as operações. Não lhe senti nenhum atraso, nem mesmo em alguns jogos mais puxados, como o Real Race 3.

Claro que só contamos com uma coluna de som, colocada na base ao lado do minijack para auscultadores e, infelizmente, uma antiquada conexão Micro-USB. O áudio sai estridente mas em mono, o que não é ideal para ver filmes ou vídeos.

Análise Asus ZenFone Max Pro M2 - Xá das 5

As câmaras

Passando às câmaras, o Max Pro M2 está bem equipado para esta gama: a câmara frontal tem um sensor com 13 MP e abertura f/2.0, enquanto que no painel traseiro temos duas objectivas: a principal com 12MP com abertura f/1.8, a secundária com 5 MP com sensor de profundidade para conseguir o tão desejado “bokeh”.

A aplicação de câmara oferece um vasto leque de opções, permitindo obter excelentes resultados para a gama onde este Asus está inserido. Para além do modo Pro que abre um mundo de opções, temos filtros, detecção de cenas por inteligência artificial, modo Bokeh, estabilizador EIS e, de forma manual, o modo HDR.

Os resultados são os expectáveis: boa reprodução de cor, algum ruído em ambientes pouco iluminados, alguma sobreexposição que nos leva ao modo Pro para compensar, cores realistas e algum detalhe.

Em suma, faz o que esperamos de um smartphone dentro desta gama de preço.

Análise Asus ZenFone Max Pro M2 - Xá das 5

Vale a pena?

Em conclusão: muito leve e até bem desenhado, o Asus Zenfone Max Pro M2 é uma excelente proposta na gama média.

Tem uma bateria que nunca mais acaba, com 5000mAH, um bom set de câmaras, especificações técnicas de relevo e um bom ecrã.

Mas é devido ao preço que ganha mais pontos: 299€ nas grandes lojas transforma-o numa excelente opção.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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