Este Z30 tem grandes armas: o peso e a duração da bateria, aliadas à construção e segurança. Mas será que o preço compensa?

Ao longo deste mês tenho utilizado um portátil que me tem dado provas que pode ser uma escolha para o denominado “profissional em movimento”.

Ora isto de ser profissional que está em constante movimento tem muito que se lhe diga, principalmente no que concerne à saúde física.

Análise Toshiba Z30-E-12M - Xá das 5

É que transportar um portátil ao longo de um dia de viagens e reuniões aumenta a fadiga e a dor muscular. E quanto a isso, só há um remédio: encontrar um computador o mais leve possível mas que tenha qualidade e potência para concretizar as tarefas o mais rapidamente possível.

Ora encontrar um portátil deste género não é tão fácil quanto se possa pensar. Ou temos leveza ou potência ou escolhemos ligações ou pouca espessura e por aí em diante. Finalmente, a questão do preço: quanto mais leve e potente, construído com ligas modernas e materiais nobres, mais alto o preço.

Como ia dizendo, este mês vim aproveitando a presença deste portátil potente, bastante interessante no que respeita a alguns atributos e, atenção, como fui de viagem quase meio mês, precisava de um modelo o mais leve possível pois o peso da bagagem vale dinheiro quando se anda em low costs (o que não é propriamente a solução para o “profissional em movimento” mas a triste realidade de um escriba tecnológico).

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Toshiba, um logotipo com memória

Ao longo da vida tive muitos computadores, de secretária e portáteis, e nunca fui fiel a marcas (tal como o não sou nos automóveis). Mas lembro-me muito bem do meu primeiro Toshiba Qosmio, um colosso de 17” que me serviu de estúdio musical durante alguns anos numa altura em que eram raros os monitores de 17″ em portáteis.

A partir daí, a “Tosh” sempre ficou com um lugar reservado no coração e foi com pena que vi a marca quase desaparecer devido a uma imensa crise interna.

Este Toshiba Portégé Z30-E-12M é o menos potente desta gama Z30. Teimosamente, mantém o desenho e o visual com que surgiu há já duas gerações, mas tem (quase) tudo o que precisamos para uma boa experiência nos dias que correm.

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A máquina

Para base de gama, este Z30 está muito bem equipado: processador vPRO Intel i5-8250U de 8ª geração, tem 8 GB de RAM e um disco SSD de 256 GB.

O Z30 tem um ecrã de 13,3” Full HD com anti-reflexo, placa gráfica Intel UHD 620 e, muita atenção, uma super bateria que garante muitas horas de trabalho.

A marca, através dos testes Mobilemark 2018, aponta até 18h de duração, mas não vamos ser tão optimistas.

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O meu maior teste foi estar no aeroporto a trabalhar com wireless ligado durante uma hora, ver filmes dentro do avião durante 3,5 horas, chegar a casa, trabalhar mais horas e, à noite, ainda ver filmes por Wi-Fi (Netflix) até adormecer. No dia seguinte ainda tinha uma bela percentagem para gastar.

Portanto, se apontar umas 10/12 horas posso estar à vontade que não minto nem exagero. O certo é que houve dias em que não o liguei à corrente.

É no sistema operativo que se começa a perceber que há diferenças para o mercado de consumo, pois a escolha recaiu no Windows 10 PRO de 64 bit. A marca é também reconhecida pelas aplicações de segurança extrema com que equipa a sua gama profissional a que o Z30 não é alheio.

Este computador está equipado com TPM, ou seja, Trusted Platform Module que, em conjunto com unidades de encriptação automática, são uma salvaguarda extra para os nossos documentos.

Fisicamente, podemos optar pelo arranque através do sensor de impressões digitais, que é rápido e preciso, para além de poder aceder a documentos e sites através do nosso cartão de cidadão, visto que o Toshiba tem essa ranhura do lado esquerdo.

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Por falar em ligações físicas, e neste mesmo lado, destaque para a ligação HDMI pura, USB 3.0, uma porta VGA e a entrada mista para ascultadores/microfone para além do transformador.

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No outro extremo, temos um leitor de cartões de memória, duas USB 3.0, a tomada LAN Gigabit e o Kensignton lock.

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Falta, como podem reparar, numa ligação USB-C que cada vez mais está presente no nosso dia a dia e não se compreende muito bem esta falha.

Existe ainda ligação para um dock externa.

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Teclado e trackpad

O teclado retro-iluminado tem um bom toque e convida à escrita. O espaçamento entre as teclas torna confortável a utilização por largos períodos, mas só temos direito a um nível de iluminação que é automática assim que se começa a escrever (podemos desligar a função) e se desliga poucos segundos após perceber a inactividade.

O trackpad é, no mínimo, estranho. Funciona bem, tem multi toque para várias funções (zoom out e in, etc.), e basta um ligeiro e suave toque para clicar a acção ao invés do antiquado toque duplo. É tão suave que requer alguma habituação, mas depois não queremos outra coisa.

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O que acho menos conveniente são os vários leds brancos que mostram o que se está a passar com a máquina. Se está ligado, se o disco rígido está a ser acedido, se está conectado à corrente, e ainda por cima em duas fileiras, uma que permite a visualização destes estados com a tampa fechada e outra que está colocada de forma a ser bem visível quando trabalhamos.

Aliás, demasiado visível.

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Este é um dos pontos que menos me cativou no Z30. É que tanta luzinha a piscar é demasiado distrativo, principalmente por serem brancas e colocadas onde estão. A barra fixa também me parece que serve apenas como tampa para onde, outrora, estavam duas teclas de função (rato esquerdo e direito).

Para um computador desta gama, são estes pormenores que também contam, assim como uma peça que tapa um qualquer orifício onde está descrita a gama Portégé e que parece ser metida a martelo.

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A qualidade e robustez

Não deveria ser um ponto de análise, mas vou aproveitar o descuido da transportadora que deve ter deixado cair o pacote que trazia este Z30. E a queda foi de tal forma violenta que a base do laptop apresenta um vinco bem notório de muitos centímetros.

Porque é que aponto esta situação? Porque o Z30, mesmo se montado numa estrutura de magnésio, não mostrou qualquer sinal de queixume ou que a queda tivesse provocado qualquer marosca no seu interior.

Pelo contrário, comportou-se sempre muito bem, com um arranque super rápido e apenas por duas ou três vezes precisei de “entalar” melhor o cabo HDMI, visto que o vinco chegava até aí.

Que melhor forma tem a Toshiba de mostra que este Portégé protege mesmo a nossa data? Esta ultra resistência é mais admirável quando estamos a trabalhar num computador que pesa parcos 1,2 kg e que, devido exactamente a isso, é facilmente transportável como uma mão, mesmo aberto… o que pode ocasionar quedas.

Estas quedas, derrames de líquidos e de pressão, são testados pelo H.A.L.T. (teste de durabilidade de elevada qualidade) que simula três anos de utilização intensiva assim como os mesmos testes são também levados a cabo pelos alemães do TUV Rheinland. Podemos confiar, pelos vistos.

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O que é bom e o que é menos bom

Usar o Z30 no dia a dia é uma experiência agradável pois tudo funciona bem e rapidamente. O arranque é supersónico, não há engasgos, consigo até fazer uma edição vídeo sem grandes problemas, mas não é um laptop para os jogos mais recentes, pois a gráfica não serve esse tipo de propósito.

A leveza e a duração da bateria são os factores plus deste computador e, só por si, valem muito, pois prometem facilitar a vida a quem corre de reunião para reunião e de aeroportos para hotéis.

A qualidade de som, não sendo entusiasmante, permite ver filmes com alguma estaleca e é perfeita para reuniões através de skype ou outros aplicativos idênticos.

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Também nota positiva para a qualidade de construção e todo o incremento de segurança de origem, mesmo que a webcam não tenha uma portinhola que a tape.

No lado menos positivo, temos a falta de fichas USB-C, um design antiquado e demasiados leds que, falo pr mim, me perturbam a concentração.

Mas há uma nota negativa: o preço! Este Toshiba é um i5 com 8/256 que custa 1300€ o que o aproxima de propostas muito apetecíveis num mercado que está a bombar.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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Analista ao volante do novo Mercedes Classe A

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