A batalha dos super tablets está ao rubro e a Microsoft quer uma grande fatia do bolo. Será que o Surface Go vai conquistar as massas?


Anos atrás, quando a Microsoft teve a feliz ideia de apostar no hardware, apresentou-me ao primeiro dos Surface que, ainda me lembro bem, tinha dois tipos de teclado à escolha (ler análises aos Surface no final do texto).

Curiosamente, preferi o mais “digital”, sem curso ou mecanismo nas teclas, ao contrário da versão que ficou e que é, hoje, o acessório imprescindível para quem escolhe um destes tablets que também são computadores.

A família Surface evoluiu e foi copiada, na forma e função, pela maior parte das marcas. Temos, portanto, um formato vencedor.

E, como máquina, sempre foi uma escolha certeira (exceptuando o primeiro RT) para quem precisa de algo leve e transportável e, nas versões mais recheadas, que até permita fazer o que os “grandes & poderosos” fazem.

E, num repente, eis o júnior!

Se foi a batalha entre a supremacia dos super-tablets que fez com que a Microsoft percebesse que um modelo mais pequeno e barato poderia ser outra chance de sucesso, o que é certo é que estou a escrever esta análise na capa teclado do Surface Go, usando-o como se fosse um normal laptop.

E isso, meus amigos, faz com que o trate de outra forma, quase injusta, pois para mim passa a ser mais computador que tablet e precisa de estar à altura de outro tipo de utilização.

Este tamanho faz todo o sentido e o poder de processamento tem força suficiente para eu encarar o Go como uma ferramenta de trabalho simples e eficaz.

Microsoft Surface Go, a análise ao mais novo da família

Características

Se o ecrã nos surge com 10″ mas com uma moldura ainda um pouco larga (comparativamente com o Tab4 da Samsung e o novo iPad parece antiquada), há que equacionar o valor e potência de um processador Pentium 4415Y que corre a 1.60 GHz, principalmente porque o PVP do GO, nesta versão, é alto.

Mas, na verdade, os 8 GB de RAM fazem milagres, ao que juntamos o disco SSD com 120 GB para obter uma velocidade de processos que convence quem, como eu, precisou de lançar vídeos para serem reproduzidos em tela gigante através de um dongle HDMI como recurso de emergência durante um festival de cinema.

Sim, a miniaturização tem destas coisas e uma delas é a falta de ligações convencionais o que nos obriga a comprar acessórios caríssimos que deveriam vir no pacote básico.

O Microsoft Go vem com Windows 10 e permite-nos escolher entre sistemas operativos: o próprio Windows 10 que pode ser actualizado para Windows 10 Pro ou a versão mais básica Windows 10 com S Mode, o tal sistema que trabalha com as apps da Windows Store tal e qual como um normal smartphone o faz nas lojas Google ou Apple.

Microsoft Surface Go, a análise ao mais novo da família

Comportamento

No dia a dia, o Surface Go foi um bom companheiro. Leve, moderno, bonito, com uma belíssima capa-teclado e qualidade de construção a que a marca nos habituou, foi demasiado fácil metê-lo na mochila e caminhar por aí.

O GO é tão portátil que se perde dentro de uma mochila, aviso-vos já, pois passei uma ou duas vezes por um susto, convencido que o tinha perdido, deixado ou que alguém o tinha “levado” emprestado.

Gostei francamente deste pequeno Surface e, confesso, é-me mais útil para a minha utilização na escrita de textos e pesquisas “internetianas” que o Surface “normal” e isto porque faço edições vídeo e áudio no desktop. Não olho para o GO como uma possibilidade nesse sentido e, a bem ver, nem é a sua função.

É perfeito para escrever, para levar para férias, no dia a dia, para o jardim e restaurante, esplanada e casa de amigo.

A dobradiça consegue ângulos extremos, o que nos permite vários tipos de utilização. E como todo o conjunto é mais pequeno, passa o “teste do fémur”, ou seja, consigo abri-lo no colo mesmo com a aba aberta, coisa que não faço com os restantes Surface.

São estas potencialidades, a de trazer um Surface quase no bolso, que vão cativar muitos consumidores que, tal como eu, só precisam de algo “computacional” para o dia a dia e que possa fazer sem esforço muitas das acções de lazer e algumas profissionais, dependendo do software que se usa (o excell dá, o premiére não).

Ligações

Para além da conectividade que os tempos modernos exigem, ainda contamos com uma entrada para cartão microSD escondida debaixo da tampa/suporte, uma ligação USB-C e uma conexão mini-jack.

Seria necessário oferecer uma típica (e antiquada) ficha USB tradicional porque muitos de nós ainda usam Pens, e essas coisas estranhas.

A urgência que me leva a comprar um mini laptop é também a facilidade que tenho em usá-lo aqui e ali e, por algumas vezes, esse processo foi travado devido a não ter comigo um qualquer adaptador.

Confesso, é bastante frustrante não poder concluir uma operação por causa da falta de uma ligação que, para todos os efeitos, ainda é a que mais é utilizada por este mundo fora.

Mas por ouro lado, Microsoft, kudos por permitirem recarregar o Go tanto através do carregador próprio como através de um cabo USB-C. Isto faz a diferença!

Microsoft Surface Go, a análise ao mais novo da família

E como tablet?

O GO tem duas colunas frontais, muito bem dissimuladas, que nos oferecem um som bastante envolvente e até poderoso.

É mais que suficiente para ver uma série do Netflix ou, com a ajuda da câmara frontal e microfone incorporado, ouvir perfeitamente a conversa através do Skype ou qualquer outro serviço de comunicação.

O GO, com a sua aba e formato, é ideal para se colocar em qualquer lado para servir como “telefone”.

Podemos começar a conversa com quem nos é querido e está longe na sala, transportamo-lo para a bancada da cozinha, mantemos a fofoquice enquanto fazemos o jantar e ainda o levamos para os intervalos que nos permitem descansar de tanto trabalho.

Microsoft Surface Go, a análise ao mais novo da família

Os acessórios

Esta capa teclado é um mimo! Igual em tudo, ou pelo menos assim me parece, à irmã maior que acompanha os Surface.

Tem o mesmo toque, iluminação de teclado, as função básicas, os comandos Fn e as teclas têm um tamanho quase idêntico aos teclados tradicionais, embora o espaçamento entre elas seja menor, o que pode causar alguma dificuldade no período de habituação.

Numa palavra, adorei!

A caneta é daqueles instrumentos que só vale mesmo a pena comprar se o a formos utilizar no dia a dia. Senão é um acessório caro e que vai ficar arrumado a um canto.

A capa-teclado em tecido Alcântara adquire-se separadamente – por 99€ para a versão black e 129€ para as versões Burgundy, Cobalt Blue e Platinum.

PVP versão ensaiada: 619,00 € incl. IVA

Se quiserem ler mais sobre os Surface:

Análise Surface PRO 4

Análise Surface 3

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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