HP Spectre X360

A HP tomou-lhe o gosto e desde que redefiniu a sua estratégia, o sucesso tem-lhe estado colado a cada novo ou renovado modelo.


É o caso da versão 2017 com 13,3” do já famoso Spectre x360, um laptop híbrido que se pode usar de quatro formas: tablet, tenda, notebook e suporte vídeo.

Muito leve e extremamente fino (1,3 kg para 13,9 mm), super elegante e com materiais de grande qualidade num chassis de alumínio, o x360 exibe uma notória qualidade de construção, visível nos acabamentos como na montagem. Sendo um híbrido, foi necessário reforçar as dobradiças (em aço inoxidável revestidas por alumínio polido) assim como ter mais cuidado na protecção do teclado, mas tudo isso escapa ao olho comum. Sugere ser um peso pluma profissional, mas é afinal um todo o terreno para o menino e para a menina. E digo isto porque a HP achou por bem incluir uma graciosa bolsa para o transportar e proteger de qualquer tipo de dano aquando metido numa mala ou lançado para uma mochila. Contudo, um reparo: não foi nada fácil retirá-lo da bolsa, está um pouco apertada demais (talvez com o uso, a dita alargue e dê um pouco de si).

Sou um confesso apaixonado pelos novos ultra books, e quero mesmo trocar o meu Macbook Pro de 2011, ainda com gaveta DVD mas com coração SSD, por uma das novas propostas. Se esta vontade não demonstra uma grande viragem no comportamento e fidelização computacional, está lá perto. Mas atenção, nunca fui um fan boy, pelo contrário, tendo conseguindo usar PCs e Macs ao mesmo tempo e a trabalhar em perfeita harmonia. Acontece que a evolução que vi acontecer no ambiente Windows e nas suas máquinas chega para convencer até o mais fervoroso amante dos MBPs. A razão primordial é apenas uma: a relação preço/qualidade e quem tem liberdade de escolha (entendam isto como quiserem) vai optar por uma das inúmeras opções PC ao invés de gastar novamente uma fortuna para ter um ecrã muito jeitoso mas que não passa de um gimmick.

HP Spectre X360

Voltando ao HP Spectre X360, com várias versões desde o base equipado com i5/8/256 ao topo i7/16/1Tb, calhou-me a configuração mais apetitosa (i7/16/512) que existe em duas versões sendo a grande diferença o ecrã com resolução 4K. Enquanto a versão base tem 1,920×1,080 pixels de resolução, as vantagens dos 3,840×2,160 do 4K são as conhecidas, apresentando uma muito maior resolução e definição de todos os parâmetros. Mas pergunto-me se valerá realmente a pena gastar mais dinheiro para ter mais qualidade num ecrã tão pequeno. Afinal, o 4K serve artistas gráficos e fotógrafos profissionais, não é de forma alguma uma necessidade para quem procura um computador leve e cuja bateria dure muitas horas. Ah, pois é, não foi inocente falar da bateria neste parágrafo: quanto melhor o ecrã, mais consumo o que resulta em menos horas de utilização. Neste caso, perdemos metade das 16 horas de autonomia (numa utilização mista). É muito sumo deitado fora, não acham?

A HP equipou este Spectre x360 com um processador Intel Core i7-7500U que corre a 2.7GHz, upa upa, e para quem pode gastar uns cobres extra, existe a possibilidade de comprá-lo com até 16 GB de RAM. Os discos também são à vontade da bolsa, mas o SSD com 512GB que equipava esta máquina chegam e sobejam para qualquer tipo de utilização (nunca se esqueçam que estamos a falar de um portátil).

O funcionamento é tipo “Lucky Luke”, por vezes mais rápido que a própria sombra… digital. É uma máquina que tudo faz sem o mínimo queixume, inclusive a edição de alguns vídeos com que o forcei para este próprio Voicebox. Até o ruído de funcionamento não nos perturba, tal o design do chassis e a capacidade de ventilação bem pensado e de dupla ventoinha.

HP Spectre X360

O teclado retroiluminado que funciona de forma automática é imaculado, muito bem desenhado, de curso muito curto (que adoro) e de resposta quase imediata. O som ao teclar não soa a plástico que se vai quebrar, as teclas têm um espaçamento ideal e ocupam quase toda a largura da base, acompanhado por um touchpad de grandes dimensões e em vidro (para facilitar as muitas funções multitouch) e super centrado, o que, confesso, me agrada a 100%. Nota 10.

A versão 13” tem, obviamente, menos ligações que o x360 de 15,4”, mas serve a maior parte das necessidades do dia a dia: duas portas USB-C/Thunderbolt e uma muito especial porta USB 3.1 Type A que também recarrega equipamentos externos, como um smartphone, enquanto o Spectre está desligado. Bom toque.

O som tem a assinatura de uma grande marca – Bang & Olufsen – e é distribuído por quatro altifalantes o que se torna numa solução engenhosa para obtermos alguma qualidade de reprodução em todos os modos de utilização, mesmo quando o teclado (onde estão dois altifalantes) fica dobrado atrás do ecrã.

HP Spectre X360

Por último, a experiência de utilização. O facto da bolsa ter um espaço próprio para a caneta fez com que eu a levasse sempre com o Spectre, o que me convidou a fazer uns rabiscos e umas notas com o Windows Ink. E sabem que mais, até tenho algum jeito para a coisa. Mas isto serve para reforçar uma verdade: quem não precisa da caneta, raramente se vai lembrar dela para acompanhar o seu novo ultrabook, pois é muito fácil esquecê-la ou perdê-la. Com esta solução (e não magnética como algumas da concorrência) é menos uma preocupação.

Gostei muito deste HP (já tinha gostado da versão 2016) e considero-o como o perfeito exemplo de um novo computador portátil para a minha utilização profissional e outras. Não ultrapassa o meu favorito Dell XPS 13 (ver análise), muito devido ao seu extraordinário ecrã, mas anda lá muito perto e tem esta fabulosa dinâmica de poder rolar sobre ele próprio (sim, há um XPS 13 360, mas ainda não o experimentei). Mas basta estar a mencionar o topo dos topos e a comparar directamente este HP para ser uma prova que, mais uma vez, a marca acertou em cheio e está de parabéns!

Voicebox.pt - selo ouro
Voicebox.pt – selo ouro

 

PVP modelo 13-ac000np: 1 499 €

PVP modelo 13-ac002np: 1 699 €

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

View all posts

Add comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Analista ao volante do novo Mercedes Classe A

Análises – reviews

Breves

Siga o Xá das 5, um blogue de João Gata