A Alcatel apostou num design simétrico, oferece uma qualidade áudio apenas fenomenal e ainda meteu na caixa uns auriculares JBL


A Alcatel mostrou toda uma renovada gama na feira mobile de Barcelona, o MWC2018, apostando claramente numa linguagem de design mais apelativa e moderna e dotando todos os modelos com ecrãs alongados, ou seja, os cada vez mais presentes 18:9.

Então, o que dizer deste Idol 5S que, num repente, perdeu a vantagem que tinha porque foi lançado poucos meses antes? Bom, não desesperem, porque este Alcatel pode ser ainda uma boa escolha, principalmente porque tem qualidade a rodos a um preço de um bom gama média.

A máquina não desilude e apresenta-se muito equilibrada: com um processador MediaTek Helio P20 octacore, é impulsionado com 3GB de RAM e oferece uns suficientes 32GB de memória interna expansível mediante cartão. O ecrã, de 5,2” FHD com 1920 x 1080 pixels, é brilhante quanto baste e tem bastante qualidade sob luz solar.

Existem algumas particularidades que fazem do 5S um smartphone diferente de muitos concorrentes. Uma delas é o pequeno botão redondo, denominado Now Key, que está arrumado por baixo do volume +/- no lado direito. Podemos, no menu, escolher entre activar um conjunto de aplicações (máximo de três à nossa escolha) ou adicionar um atalho de função.

Mas existem outros atalhos que se vão descobrindo por acaso, como por exemplo, ao se pressionar o botão Ligar e o Volume +, o gravador de ecrã é accionado. Houve sempre algumas surpresas no desenrolar desta análise. Outra? Deslizar os três dedos de cima para baixo no ecrã, faz uma captura de imagem do mesmo.

O sensor de impressões digitais é multitarefa: para além de destravar a unidade, possibilita várias acções como voltar ao ecrã inicial ao se pressionar longamente o sensor, gravar vídeo ou fotografia com um simples toque, deslizar para baixo para mostrar as notificações ou para o lado para passar de fotografia em fotografia (ao fim e ao cabo, similar ao que a Huawei oferece desde que inovou a função).

A caixa, com traseira em metal, tem um design muito conseguido, como tem sido norma neste modelo da Alcatel. Totalmente simétrico, apresenta duas colunas de som frontais de 3,6 Watt com a grelha bem visível na parte metálica que acompanha o design que se prolonga da traseira para a parte frontal. É uma solução original, caracteriza o modelo e que apresenta outra mais valia: a qualidade do som. Estas duas colunas não estão lá apenas para enfeitar, elas actuam mesmo com uma desenvoltura incomum neste tipo de equipamentos, cujo resultado tem bastante dinâmica chegando mesmo a presentear-nos com uma pujança nos graves digna de registo. E nem perdemos tempo com o equalizador que nos permite escolher as características de acordo com o género musical ou até personalizar o som ao nosso inteiro gosto.

A base do terminal tem a ligação USB-C mas, e atenção, entrada mini-jack para conectarmos os nossos auscultadores preferidos ou usarmos os que vêm no pacote. E deixei para agora uma das grandes surpresas: tanto as colunas quanto os auriculares são assinados pela… JBL. Este sim, é um factor que faz a diferença. Muita diferença!

Menos espampanantes são as câmaras, mas depois do brilharete áudio é difícil, nesta gama, manter o elevado nível. A unidade principal conta com um sensor de 12MP com flash de duplo tom, HDR e um autofocus a que chamam Rapid Hybrid, ou seja, que conjuga a detecção por fase assim como por contraste. O resultado não é atípico e podemos contar com fotografias equilibradas, naturais e até bastante pormenorizadas. O problema maior é a pixelização em ambientes mal iluminados e o aumento de grão e perda de eficácia quando à noite.

O que tem a sua piada, e utilidade, é a capacidade de gravar vídeo em Slo-Mo que está instalada no menu principal de modo de funcionamento, pois convida à filmagem de uns quantos planos mais artísticos. O resultado na reprodução (descontando os primeiros milésimos de ajuste da velocidade de leitura) até chega a entusiasmar, pois a estabilização digital ajuda a compor o “boneco”.

Já a câmara frontal, como 8MP e flash Led, faz bem tudo a que se propõe, ou seja, tirar selfies que ainda por cima são iluminadas por um Flash LED. Neste caso, sem embelezamentos artificiais, a qualidade do resultado tem a ver sempre com uma iluminação adequada.

Se o Alcatel Idol 5S tivesse uma bateria à altura, não hesitaria em dar-lhe uma pontuação maior, mas infelizmente, 2850mAh para um smartphone que vai ser constantemente usado na reprodução áudio e, também, vídeo, não garantem um dia de utilização. E o carregador que vem na caixa é de viagem, ou seja, vai demorar o seu tempo até termos novamente os 100% de sumo. É uma pena.

Contudo, e muito sinceramente, as colunas e os auriculares JBL perdoam estas menores valias, pois é mesmo entusiasmante o resultado em termos de altura e, mais importante, qualidade.

Por outro lado, o design é fantástico e a qualidade de construção merece nota elevada. A Alcatel tem aqui um terminal diferente com pontos realmente muito fortes e outros que deveriam, pelo preço proposto, estar uns furos mais acima como modelo antecessor que tinha mais ecrã e cuja caixa de transformava nuns óculos RV.

Existem algumas diferentes entre este Idol5S nos vários mercados em que é comercializado, como a alternativa entre processadores e até ao tamanho da bateria. A versão “portuguesa” está equipada com Android 7.0 Nougat.

O IDOL 5S está disponível na versão Dark Grey, por um PVPR de 349,99 €.

simetria

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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