Alcatel Onetouch Idol 2 – ensaio

5 Design
6 Construção
4 Inovação
6 Qualidade
7 Factor X5
5.6

O Alcatel Onetouch Idol 2 enquadra-se na gama média que procura não ultrapassar a fasquia psicológica das duas centenas de euros e apresenta-se com características bastante interessantes e um comportamento eficaz para o utilizador-tipo desta faixa de equipamentos, apelando fortemente aos sentidos da malta mais nova.

Salta à vista a qualidade de construção e a novidade da cor, no modelo ensaiado, bronze que confere um look muito fashion e topo de gama à unidade.

Este Idol 2 tem Dual Sim, um ecrã de 5” LCD IPS qHD (960×540) com vidro Corning Gorilla Glass. Boas novas: 1GB de RAM e 16GB de memória interna. Contudo, existe neste campo um factor menos positivo: ao contrário da grande maioria dos Android, este Idol 2 não tem ranhura para cartão de memória, nem mesmo o segundo SIM faz de leitor (como em alguns casos, por exemplo, o Huawei P7). Contamos apenas com os 16GB o que, a ampliar com os serviços Cloud, pode servir perfeitamente as necessidades normais do utilizador.

O Alcatel Idol 2 tem bom toque, materiais que promovem alguma durabilidade e tudo está no sítio certo. Entradas para SIM juntas e do lado esquerdo, power e volume do lado direito, entrada de auricular em cima, colunas e microUSB na base.
Mais simples não há.

Existe a alternativa de SIM único e, nesse caso, há entrada de cartão para aumentar os parcos 8GB de capacidade de tal modelo.

 

O coração

Com processador Mediatek MT6582M, o Idol 2 é um QuadCore a 1,3 GHz. De origem com Android JellyBean 4.4.2, pede assim que o ligamos para fazer uma actualização de sistema. Depois de concretizá-la, reparei que continuou no 4.4.2, o que não esperava. Esta situação repetiu-se uma segunda vez e com o mesmo resultado. Vale o UI da marca, com transparências e motivos bem simpáticos. O atalho das notificações é bastante completo, talvez até demais ao apresentar algumas funções que não estão presentes neste mesmo modelo.

É um telefone suficientemente rápido para qualquer tipo de utilização e aguenta jogos de densidade gráfica mediana.

Uma palavra para a qualidade de reprodução áudio através das colunas embutidas: muito acima da média neste segmento. Pena é a inexistência de equalizador de origem, mas do mal o menos.

 

A câmara

Com uma unidade principal de 8MP com flash LED, estabilizador integrado e focagem por toque, é de facilitada operação.

Nos modos automáticos, a destacar o HDR e o Night Mode que deram bons resultados. Podemos depois, através de Apps com filtros, mudar e melhorar o resultado, mas com luz diária, esta câmara é mais que suficiente para os resultados que podemos esperar de um smartphone.
Já a dianteira, com os “antigos” 2MP (há novidades de gama média com 5MP) requer boa iluminação para uma #selfie decente. Ou então, uma “flashada” nos olhos, o que nunca é bom.

Para além da focagem por toque na tela, tem reconhecimento de face e sorriso, modo Burst e filma em Full HD (1080p a 30fps).

As coisas boas

A bateria de 2000mAh é suficiente para um dia, dia e meio de utilização média, mas não faz milagres, pois o ecrã puxa bastante energia. Sendo um 3G, é rápido q.b. na transmissão de dados, mas não é supersónico.

Mas há um facto a destacar e que, numa primeira análise, me levou a constatar erroneamente um facto. Tem a ver com a questão do NFC. No menu está lá o “boneco” que se liga e desliga, mas quando tentei emparelhá-lo com o que tinha à mão, não o consegui fazer e até o escrevi “ah e tal, vem no menu, mas não existe mesmo, o que é uma pena”. Acontece que a marca me contactou e pediu para tentar novamente a acção, explicando-me onde estava colocado o sensor, ou seja, na parte inferior por trás da tampa traseira. E mal soube que era aqui, colei mesmo outro equipamento ao local preciso para, como por milagre, a coisa acontecer.

Isto levou-me a reescrever esta secção e ainda bem, pois o NFC acrescenta valor real ao Idol 2. Por isso, obrigado pessoal da Alcatel Onetouch!

IDOL 2 White Front V1.0

Conclusão

Se o PVP rondasse os 150€ apontaria este Alcatel como um dos modelos mais convenientes na relação preço/qualidade. Mas a tocar nos 180€, já está naquele degrau onde encontramos bastantes concorrentes directos, cada um com as suas qualidades e defeitos.

Contudo, e após emprestar à “mais velha” este equipamento por um par de dia, fiquei a saber que “é de longe melhor que o Wiko que tem usado”, modelo que se situa na faixa dos tais 150€.

É um equipamento muito jovem, com estaleca para aguentar jogos, um bom ecrã táctil que permite a rápida escrita e troca de SMS (ou chat, sim outra vez opinião da “mais velha”).

A câmara não desilude e faz bem o seu propósito.
Gostei francamente do design simples, a qualidade de som, o equilíbrio do conjunto e a qualidade de construção.

O preço pode prejudicar a carreira, pois a Alcatel não tem branding comparativamente com outras marcas, mas tem um design limpo, uma opção de cor diferenciada e… NFC.

 

PVP: 180€ (mas procurem bem, pois algumas lojas vendem-no a menos 20€)