O Alcatel Idol 4S foi uma extraordinária surpresa no bom sentido.

 

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Estava muito curioso para experimentar o novo topo de gama Alcatel desde que foi apresentado em Barcelona. Não só porque fisicamente dá nas vistas, devido ao corpo esbelto e em vidro, como também por ter acoplado um grande trunfo: a própria caixa são uns óculos VR. Sim, gratuitos, e ainda por cima, com alguma qualidade.

Uma coisa é certa e aviso-vos desde já: este Alcatel é muito bem capaz de ser o smartphone ideal para responder às necessidades de muitos, mas mesmo muitos utilizadores. Não acreditam? É que responde às minhas para uma utilização puxada durante todo o dia. Mas já vos explico.

Antes de mais, olhá-lo. Sim, parece um Samsung Galaxy S6 e até exibe a afamada câmara traseira ligeiramente protuberante. O corpo é em vidro e metal e o design muito conseguido para incorporar um dos aspectos mais fenomenais deste smartphone: as duas colunas de som que valem por quatro (já vos explico). Existe um botão especial, redondo (sugere os colocados nos anteriores Xperia Z) e que foi alcunhado de BOOM KEY. Tem também um ecrã muito interessante, de 5,5″ QHD AMOLED com resolução 2K (144×2560) e tecnologia Assertive Display que exibe muito brilho e cores brilhantes, sendo até fácil de consultar sob o sol escaldante do Verão.

O coração da máquina tem um processador Qualcomm Snapdragon 652 Octacore, que é menos exuberante que o que encontramos em muitos adversários, mas os 3GB de RAM emprestam-lhe rapidez. É também generoso no que respeita à capacidade interna e os 32GB podem ser ampliados com cartões microSD até 512GB, mesmo sendo este um smartphone dual SIM.

Outro dos campos que me seduziu, pois não estava à espera, são os resultados conseguidos pela câmara principal, uma unidade de 16MP com abertura f/2.0, flash dual LED e gravação vídeo 2K. Já a câmara frontal permite tirar selfies com grande latitude e com a qualidade de 8MP e flash. Tudo isto é alimentado por uma boa bateria de 3000mAh.

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Ecrã reversível

Quantas vezes tiramos o telefone do bolso e temos de o virar de baixo para cima para poder atender ou fazer uma chamada? Por causa da lei de Murphy, contamos é as vezes em que o tiramos de forma correcta, certo? Pois a Alcatel tem vindo a apostar numa característica única e que é daquelas verdadeiramente úteis para toda a gente: o ecrã reversível, ou seja, a imagem roda automaticamente para ficar orientada independentemente de qual seja o extremo do telefone. Isto significa que as colunas servem como microfones e vice versa. Esta função é de grande utilidade e um factor original em relação à concorrência.

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Boom Key, a tecla especial de corrida

A Alcatel colocou um botão físico extra na lateral direita do Idol 4 a que chamou Boom Key. Circular para se diferenciar das de volume (um pouco acima) e da on/off no lado esquerdo, abre um conjunto de acções específicas bastante engraçadas. Por exemplo, a animação a simular umsol ou lua em 3D quando pretendemos saber a meteorologia,

Boom my camera: tecla directa para acordar a câmara do modo standby; modo burst se mantivermos pressão na tecla.

Boom my gallery: apresentação dinâmica das fotografias guardadas

Boom my videos: para streaming e publicação imediata do vídeo que estamos a filmar. Cria também alguns efeitos criativos.

Boom my music: optimizaçã0 acústica.

Boom my game: função programaável dependendo da acção do jogo

Boom my view: efeitos 3D na consulta metereológica

Na verdade, e após a surpresa da novidade, estas funções tendem a ser esquecidas. O problema está na colocação da tecla, pois continuei ao longo do periodo de ensaio a querer travar/destravar o telefone através dela e não da correcta situada no lado oposto e mais acima. Quanto a mim, seria mais lógico inverter as teclas.

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SOM

Em ambos os modelos, o que salta à vista são as duas colunas frontais com efeito invertível, ou seja, tanto emitem som com o ecrã virado para cima como para baixo. Aliás, este conceito estende-se à própria utilização, pois podemos atender a chamada e falar tanto através do auricular como do microfone. O som é realmente uma festa, tanto através dos 3,6W como pelos auriculares que são assinados pela JBL. Muito bem!

É uma das mais valias deste Idol 4S (e do modelo abaixo, o 4) e, por si só, uma razão para comprar este modelo. Tenho vindo a defender os modelos com colunas estéreo, desde os Motorola aos Sony, passando por alguns Nexus, pois considero que é apenas… necessário. Mas sou um homem que trabalhou com e o próprio som, portanto, devo ser mais sensível a este tipo de coisas.

A qualidade é notória e faz virar cabeças. Até se ouve um ligeiro grave, sabendo que este tipo (e dimensão) de colunas impossibilitam o seu tratamento eficaz. O som JBL chega a um nível realmente alto e sem distorcer. A tecla Boom confere-lhe mais profundidade, mas pouco mais ganho. A audição através dos phones JBL é confortável e muito dinâmica. Parabéns! Existe uma app, denominada Waves MaxxAudio, que promove diferentes equalizações para cinema, música e modo geral. É mais um bom toque mas que será utilizada apenas pelos nerds que levam mais a sério toda e qualquer reprodução musical.

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Óculos VR

Oficialmente chamam-se Idol 4S VR Goggles e estão baseados na “bela máquina” que é o Google Cardboard, ao que acrescentam um corpo em plástico muito confortável devido às esponjas para juntar ao rosto, botões físicos na base para controlar menus e acções, três bandas elásticas que conseguem um equilíbrio muito grande, mas no meio do melhor pano cai a nódoa: impossível usá-los com óculos e, como não têm botão para afinar a graduação das lentes, a experiência resume-se a um desfoque contínuo. É pena. Por outro lado, para a malta que tem visão de 7/7 para cima, tudo é bom. Mas mais uma vez (e este Idol parece cheio de vantagens) é uma estalada de luva branca em toda a concorrência.

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Câmaras

Outro dos pontos que me seduziram neste Alcatel foi a boa câmara fotográfica que conseguiu deslumbrar. Confesso que não estava à espera de resultados tão bons, com tanta luz e pormenor. A unidade principal tem 16MP com abertura f/2.0, flash dual LED e gravação vídeo 2K. Tudo é rápido, menus simples e práticos que garantem alguma operação manual e alguns tweeks aqui e ali. A câmara frontal responde bem a quem gosta de tirar selfies, pois permite grande latitude com a qualidade de 8MP e ainda reforçado com flash.

Mas aquece tanto…

Se houve telefone que me aqueceu as mãos até escaldar, foi o meu anterior Xperia Z2. Chegava a ser muito desconfortável e falei até com a marca devido a isso. Têm-me passado pelas mãos outros modelos que aquecem, mas só este Idol 4 me fez relembrar o Z2 (e é a segunda vez, pois não esqueci a tecla Boom). Os jogos são lenha para a fogueira e o pouco tempo que usei os óculos VR também foram muy calientes. É algo a repensar na próxima versão.

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Conclusão

Numa palavra: adorei! Não estava à espera de tanta qualidade num smartphone que custa cerca de 200€ menos que muitos adversários. Sim, pode não ter o mais recente e rápido processador, tem aqui e ali opções não tão perfeitas, mas na verdade, é bem construído, muito bonito e aquelas colunas deslumbram! Qualidade a rodos tanto de imagem como som, acções interessantes como o ecrã reversível, enfim, um somatório muito, mas memo muito positivo.
Vem ainda com uma capa protectora que, aconselho, convém usar.

PVP desbloqueado: €449,99

Parabéns Alcatel!

Algumas fotos:

 

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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Analista ao volante do novo Mercedes Classe A

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